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Setor farmacêutico deve ter safra de fusões e aquisições este ano
01.02.2010

Um dos setores que irá continuar em alta este ano será o setor farmacêutico e a empresa que será o destaque será a Hypermarcas, segundo disseram ao DCI especialistas da Fundação Getúlio Vargas e da auditoria BDO. "A empresa tem deixado claro que sua estratégia é crescer por meio de aquisições, então ela deverá apresentar novas compras este ano", afirmou o professor de Finanças Corporativas e coordenador do curso de Fusões e Aquisições da Fundação Getúlio Vargas, Oscar Malvessi.

Quem concorda com ele é o presidente da auditoria BDO, Eduardo Pocetti. "Trata-se de um segmento forte, no qual a competição é acirrada e a inovação deve ser constante. Sem dúvida, as fusões serão muito úteis para que as companhias se fortaleçam ainda mais", conclui.

Este ano, a Hypermarcas já começou a sondar a Teuto Farmacêutica, que possui mais de 60 anos no mercado nacional e teve um faturamento de R$ 300 milhões em 2009. "A Hypermarcas chegou a conversar conosco para uma possível compra, porém ainda não estamos interessados em vender a empresa", afirmou o presidente da Teuto, Marcelo Leite Henriques.

A Teuto ainda afirmou que este ano tem o objetivo de lançar 90 produtos no mercado farmacêutico na área de genéricos, no primeiro semestre. A companhia também disse que tem a intenção de fazer pequenas aquisições para agregar novos linhas de produtos e complementar as linhas que já possui.

Feito isso, a empresa admite a possibilidade de vender da companhia. "Temos a intenção de agregar valor à empresa no primeiro momento. Porém, nada que nos impede de vender a empresa futuramente", explicou o presidente. Os planos da Teuto vão ao encontro dos objetivos da Hypermarcas para os próximos três anos e deverá lançar, aproximadamente, 150 produtos na área de medicamentos, segundo afirmou o presidente da companhia.

AQUISIÇÕES NO MERCADO

A Hypermarcas já possui um histórico de aquisições de marcas e empresas como Assolan, Monange, Risqué, Benegrip, Apracur, Doril, Lisador, Engov, Gelol, Zero-Cal, Pom Pom, Olla, Bozzano e a Neo Química - cuja compra no final do ano passado foi avaliada em R$ 1,3 bilhão.

Empresas como a Novartis e farmacêuticas rivais, como a GlaxoSmithKline e a Sanofi-Aventis, estão avançando em segmentos como consumo e genéricos à medida em que enfrentam a maior perda de proteção de patentes da história. Algo que já acontece fora do país.

Recentemente, a Novartis AG anunciou que vai pagar US$ 28,1 bilhões à Nestlé SA como parte de sua prolongada tentativa de comprar a Alcon Inc., empresa americana de produtos oftalmológicos, na culminância da maior aquisição da história do empresariado suíço. O acordo, que começou com a Novartis comprando da Nestlé 25% da Alcon em 2008, juntamente com uma opção para adquirir o restante da fatia da Nestlé, que deve custar ao grupo farmacêutico suíço US$ 49,7 bilhões.

Atualmente, restam no mercado brasileiro a presença de apenas três grandes grupos nacionais: Aché, EMS e Eurofarma - que não sairiam por menos de R$ 3 bilhões. O Aché, por exemplo, estaria avaliado entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) informou que um dos destaques do ano passado foi o segmento farmacêutico, com o crescimento de 7,2% no ano.

Fonte: Jornal DCI
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