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Ampicilina

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Informações do Ampicilina

Descrição

A ampicilina é uma penicilina, um tipo de antibiótico que age interferindo na síntese da parede celular das bactérias levando à sua morte.

Desde que corretamente indicado, os sinais e sintomas da infecção tratada com ampicilina devem melhorar após um período máximo de 3 dias. Caso contrário, procure seu médico.

Indicação do Ampicilina

Infecções do trato urinário, respiratório, digestivo e biliar. Infecções localizadas ou sistêmicas especialmente causadas por germes do grupo dos enterococos, Haemophilus, Proteus, Salmonella e E. coli.

A ampicilina pode ser administrada durante a gravidez.

Está indicada nas infecções bucais, extrações infectadas e outras intervenções cirúrgicas.

Contra-indicação do Ampicilina

Você não deve utilizar a ampicilina se for alérgico às penicilinas ou a qualquer outro componente da formulação. Em pacientes com hipersensibilidade (alergia), deve-se ter atenção especial com possível sensibilidade cruzada com outros antibióticos beta-lactâmicos, como por exemplo, cefalosporinas.
Existe risco claramente aumentado de rash cutâneo (lesões na pele semelhante ao sarampo com vermelhidão e inchaço: rash induzido por ampicilina) em pacientes com infecções virais, em particular mononucleose, e em pacientes com leucemia linfática. Portanto, a ampicilina não deve ser administrada à pacientes com estas doenças.

Tipo de receita

Branca 2 vias

Posologia do Ampicilina

Os comprimidos de ampicilina devem ser engolidos com um pouco de líquido. A ingestão de alimentos interfere na absorção de ampicilina, portanto recomenda-se sua tomada pelo menos 30 minutos antes ou 2 horas depois das refeições.

Tomar 1 comprimido de ampicilina 500 mg a cada 6 a 8 horas, por um período mínimo de 7 dias.
Para pacientes com insuficiência renal severa (mal funcionamento dos rins grave), com taxa de filtração glomerular de 30 mL/min ou menos, a redução da dose é recomendada. Uma dose diária de 3 comprimidos de ampicilina 500 mg não deve ser excedida em casos de doença nos rins em estágio final (correspondente a 1⁄4 da maior dose padrão).

Interrupção do tratamento

A interrupção do tratamento leva à recidiva do quadro, com restabelecimento dos sinais e sintomas.

Duração do tratamento

A duração do tratamento depende da gravidade do caso e do andamento clínico e bacteriológico. Em princípio, o tratamento deve ser continuado por pelo menos 3 dias após a temperatura do paciente voltar ao normal ou os sintomas clínicos desaparecerem.

Reações adversas do Ampicilina

- Reações Gastrintestinais:

Frequentemente ocorrem fezes amolecidas, diarreia, náusea, vômito ou flatulência (gases), especialmente após administração oral.

Casos de colite pseudomembranosa (inflamação do intestino causada pela bactéria Clostridium difficile) e hemorrágica (com perda de sangue) foram relatados raramente.

De modo geral, a diarreia deixa de ocorrer rapidamente ao longo do tratamento ou quando o antibiótico é descontinuado. Entretanto, diarreia grave persistente pode ser um indicativo de enterocolite pseudomembranosa induzida por antibiótico que pode ser fatal. Nestes casos, a ampicilina deve ser descontinuado imediatamente e deve-se instituir terapia adequada (por exemplo, vancomicina 250 mg oralmente, quatro vezes por dia). Medicamentos inibidores da peristalse são contraindicados.

Foram relatadas alterações temporárias do paladar e boca seca.

Reações de hipersensibilidade (alérgicas):

Comum (aproximadamente 10% dos casos):

Reações na pele típicas da ampicilina – exantema morbiliforme, vermelhidão e coceira podem ocorrer cerca de 5 a 11 dias após o início do tratamento. Rash cutâneo (tipo de reação alérgica da pele com vermelhidão e inclaço) também pode ocorrer alguns dias após o fim do tratamento com a ampicilina. Reações cutâneas ocasionais agudas leves a moderadas, tais como eritema multiforme (vermelhidão da pele), com sensação de calor, prurido (coceira) e urticária (vergões ou placas avermelhadas na pele que causam muita coceira e/ou sensação de queimação) são sinais de reação de urticária imediata ou eosinofilia (aumento dos eosinófilos no sangue: células que participam do processo alérgico). Devem-se tomar medidas apropriadas em caso de reações da pele: tratamento com ampicilina ou outras penicilinas podem ser continuados mesmo na ocorrência de rash induzido tipo sarampo por penicilina.

Em caso de alergia à penicilina (por exemplo, reação de urticária imediata), o tratamento com ampicilina deve ser descontinuado e não deve ser substituído por nenhuma outra penicilina.

Raras:

Ocorrência de reações graves, às vezes agudas – febre medicamentosa (febre que surge devido ao medicamento), angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele), edema laríngeo (inchaço da laringe), doença do soro (um tipo de reação alérgica), vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos) alérgica, anemia hemolítica (diminuição do número de hemácias – glóbulos vermelhos – por destruição anormal dos mesmos), artralgia (dor nas articulações), reações de pele com aparecimento de lesões avermelhadas bolhosas como síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e síndrome de Lyell. Em casos isolados, pode ocorrer choque anafilático (reação alérgica grave no corpo todo) com risco para a vida. Nesse caso procure imediatamente o pronto socorro para atendimento médico de emergência.

Efeitos hematológicos (no sangue):

Houve casos isolados, reversíveis, moderados ou mais graves de granulocitopenia/leucopenia (diminuição das células do sangue responsáveis pela defesa do organismo), trombocitopenia (diminuição das plaquetas – células responsáveis pela coagulação), anemia hemolítica (diminuição dos glóbulos vermelhos, hemácias) ou pancitopenia (diminuição de todas as células do sangue), mielossupressão (diminuição das defesas do organismo) ou prolongamento do tempo de sangramento e tempo de protrombina, reversíveis, especialmente com a administração de doses elevadas a longo prazo.

Estas alterações na contagem de células sanguínea são revertidas com a descontinuação de ampicilina.

Efeitos hepáticos (no fígado):

Rara: como ocorre com outros antibióticos beta-lactâmicos, foram relatadas hepatite (inflamação do fígado)e icterícia colestática (coloração amarelada da pele).

Como ocorre com a maioria de outros antibióticos, foi relatado aumento reversível nos valores das enzimas do fígado (ALT, AST e/ou fosfatase alcalina).

Efeitos renais (nos rins):

Rara: pode ocorrer nefrite intersticial (tipo de inflamação nos rins).

Interação medicamentosa do Ampicilina

O uso concomitante com contraceptivos (medicamentos para evitar a gravidez) pode reduzir a eficácia dos contraceptivos. O uso concomitante com alopurinol pode aumentar a incidência de rash (tipo de reação alérgica da pele).

A administração concomitante de probenecida (medicamento utilizado no tratamento complementar de infecções) causa um aumento dos níveis de ampicilina no sangue.

Caso seu médico solicite exames de urina para a presença de glicose durante o tratamento com ampicilina, informe ao laboratório que você está utilizando ampicilina, pois pode haver interferência sobre os resultados (falsos positivos são frequentes).

A ingestão de ampicilina até 2 horas após a administração de adsorventes, tais como caulino (antidiarreicos), reduz a absorção e, portanto, a biodisponibilidade da ampicilina.

O uso concomitante de entacapona (usado para doença de Parkinson) e ampicilina não é recomendado uma vez que não pode ser excluída uma potencial interação.

Medicamentos bacteriostáticos (imobilizam a bactéria) podem interferir com a ação bactericida da ampicilina.

Cuidados e orientações do Ampicilina

Pacientes com infecções virais como mononucleose, leucemia linfática e AIDS apresentam grande risco de rash (tipo de reação alérgica de pele).

Caso aconteça rash cutâneo, a ingestão de ampicilina deve ser interrompida e você deve procurar seu médico.

A ampicilina deve ser usada com cautela em pacientes com antecedentes para reações alérgicas, tais como asma brônquica (bronquite), febre do feno (reação alérgica ao pólen) ou urticária (reações de coceira) devida à sua predisposição para reações alérgicas e em pacientes com problemas nos rins, neste caso, fale com seu médico, pois ele poderá fazer ajuste da dose utilizada.

A administração repetida e por longo período de ampicilina pode provocar infecção por bactérias e fungos resistentes.

Se você está grávida, fale com seu médico antes de iniciar o tratamento com ampicilina.

A ampicilina só deve ser utilizada durante a gravidez e amamentação quando estritamente indicado, especialmente durante o primeiro trimestre.

Se você está amamentando, fale com seu médico antes de iniciar o tratamento com ampicilina. Como a ampicilina passa para o leite materno, podem ocorrer diarreia e infecções por fungos em lactentes.

Não existem até o momento indícios de carcinogênese (desenvolvimento de câncer), mutagênese (desenvolvimento de mutação nos genes), teratogênese (alterações de desenvolvimento no feto) ou alterações de fertilidade.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Ações da substância do Ampicilina

Resultados de eficácia

O espectro de atividade inclui organismos Gram-positivos, tais como streptococci, enterococci, staphylococci não formadora de penicilase, pneumococci, Listeria, Corynobacterium, Clostridia, Bacillus anthracis, Erysipelothrix, rhusiopathiae e organismos gram-negativos, tais como Haemophilus influenzae e meningococci, gonococci. Existe um índice de resistência de 20 a 50% com E.coli e no grupo Proteus; Proteus mirabilis apresenta um índice de resistência de 15 a 40% e Proteus vulgaris de 45 a 70%. Salmonella e Shigella demonstram diferenças regionais em seus índices de resistência, mas com tendência de aumento. O desenvolvimento de resistência em uma média de 7 a 10% de cepas de Haemophilus influenzae descrito na literatura anglo-americana não foi confirmada na Alemanha até o momento. Os índices de resistência neste local são abaixo de 2%. O espectro de atividade da ampicilina não inclui Pseudomonas aeruginosa, Citrobacter Klebsiella, Enterobacter Serratia, Providencia, Morganella Yersinia e todos os organismos formadores de penicilase.
Dependendo da frequência do uso, os índices de resistência são maiores devido à formação de β- lactamase.

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

A ampicilina é um antibiótico com efeito bactericida, cujo espectro de atividade inclui tanto organismos Gram-positivos, quanto Gram-negativos. A ampicilina não é resistente à penicilinase. As penicilinas inibem competitivamente as transpeptidases responsáveis pela ligação cruzada dos componentes da parede celular. Como resultado da instabilidade do complexo mucopeptídeo, influências osmóticas prejudiciais podem causar lise dos organismos após determinado período latente.

Propriedades Farmacocinéticas

Cerca de 30 a 60% da ampicilina é absorvida após administração oral. A absorção é alterada pela ingestão concomitante de alimentos. Os níveis sanguíneos máximos de aproximadamente 5 mg/mL são alcançados 90 a 120 minutos após administração oral de 1 g de ampicilina. A meia-vida sérica é de 1 a 2 horas. A ampicilina apresenta boa penetração tecidual, atravessa a barreira placentária e é excretada no leite materno. O volume de distribuição é de 0,2 a 0,4 L/Kg. Cerca de 10 a 30% da ampicilina liga-se às proteínas plasmáticas. Apenas 5% do nível plasmático é encontrado no fluido cérebro-espinal das meninges intactas. Em caso de meninges inflamadas, a concentração no fluido cérebro-espinal pode aumentar até 50% do nível plasmático.

A ampicilina é excretada na forma inalterada, predominantemente por via renal, mas também na bile e nas fezes. Aproximadamente 10 a 20% da porção absorvida é metabolizada a ácido penicilóico. Cerca de 1,5 a 2 vezes a concentração sérica é alcançada na bile, na ausência de colestase.

Doenças relacionadas

Infecções

Especialidades médicas

Infectologia

Nomes comerciais

Ampicilab, Ampicilina, Ampicilina - Medley, Ampicilina G, Amplacilina, Amplocilin, Binotal, Bipencil, Cilinon, Neo Ampicilin, Parenzyme Ampicilina, Uni Ampicilin

CDB (Denominação Comum Brasileira)

00738.