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Corticoidex - Nova Farma

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EAN 7898208143604
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Bula do Corticoidex - Nova Farma

Condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores dos corticosteroides são desejados, especialmente para tratamento intensivo durante períodos mais curtos.

Indicações específicas:

  1. Por injeção intravenosa ou intramuscular, quando não seja viável a terapia oral

Insuficiência adrenocortical:

O fosfato dissódico de dexametasona injetável possui atividade predominantemente glicocorticoide, com baixa atividade mineralocorticoide. Por isso, não constitui terapia completa de substituição e seu uso deve ser suplementado com sal e/ou desoxicorticosterona. Quando assim suplementado, o fosfato dissódico de dexametasona injetável é indicado na deficiência de toda atividade adrenocortical, como na doença de Addison ou após adrenalectomia bilateral, que requer substituição da atividade glicocorticoi de e mineralocorticoide. 

Insuficiência adrenocortical relativa:

Na insuficiência adrenocortical relativa, que pode ocorrer após cessar a terapia prolongada com doses supressivas de hormônios adrenocorticais, a secreção mineralocorticoide pode estar inalterada. A substituição por hormônio que atue predominantemente e como glicocorticoide pode ser suficiente para restabelecer a função adrenocortical. Quando é imperativo instituir-se imediata proteção, o fosfato dissódico de dexametasona injetável pode ser eficaz dentro de minutos após a administração e constituir medida capaz de salvar a vida.

Proteção pré e pós-operatória:

Pacientes submetidos à adrenalectomia bilateral ou hipofisectomia ou a qualquer outro procedimento cirúrgico, em que a reserva adrenocortical for duvidosa e no choque pós-operatório refratário à terapia convencional.

Tireoide não supurativa

Choque:

O fosfato dissódico de dexametasona injetável é recomendado para o tratamento auxiliar do choque, quando se necessitam altas doses (farmacológicas) de corticosteroides como, por exemplo, no choque grave de origem hemorrágica, traumática ou cirúrgica. O tratamento com fosfato dissódico de dexametasona é auxiliar e não substituto das medidas específicas ou de apoio que o paciente possa requerer.

Distúrbios reumáticos:

Como terapia auxiliar na administração a curto prazo (durante episódio agudo ou exacerbação) em osteoartrite pós traumática, sinovite da osteoartrite, artrite reumatoide, incluindo artrite reumatoide juvenil (casos selecionados podem requerer terapia de manutenção com baixas doses), bursite aguda e subaguda, epicondilite, tenossinovite aguda inespecífica, artrite gotosa aguda, artrite psoriática e espondilite anquilosante.

Doença do colágeno:

Durante a exacerbação ou terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso disseminado e cardite reumática aguda.

Doenças dermatológicas:

Pênfigo, eritema polimorfo grave (Síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, dermatite herpetiforme bolhosa, dermatite seborreica grave e micose fungoide.

Estados alérgicos:

Controle de afecções alérgicas graves ou incapacitantes, não suscetíveis às tentativas adequadas de tratamento convencional em asma brônquica, dermatite de contato, dermatite atópica, doença do soro, rinite alérgica perene ou sazonal, reações de hipersensibilidade a medicamentos, reações urticariformes por transfusão, edema laríngeo não infeccioso agudo e anafilaxia (epinefrina é o medicamento de primeira escolha).

Oftalmopatias:

Graves processos alérgicos e inflamatórios, agudos e crônicos envolvendo os olhos e seus anexos, tais como: Conjutivite alérgica, ceratite, úlceras marginais, corneanas alérgicas, herpes zoster oftálmico,irite, iridociclite, coriorretinite, uveíte posterior e coroidite difusa, neurite óptica, oftalmia simpática e inflamação do segmento anterior do olho.

Doenças gastrintestinais:

Para apoiar o tratamento durante o período crítico da doença em colite ulcerativa (terapia sistêmica) e enterite regional (terapia sistêmica).

Doenças respiratórias:

Sarcoidose sintomática, Síndrome de Loeffler não controlável por outros meios, beriliose, tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada, quando simultaneamente acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada e pneumonia aspirativa.

Distúrbios hematológicos:

Anemia hemolítica adquirida, púrpura idiopática trombocitopênica em adultos (administração somente intravenosa; é contraindicada a via intramuscular), trombocitopenia secundária em adultos, eritroblastopenia e anemia hipoplástica congênita (eritroide).

Doenças neoplásicas:

No tratamento paliativo de hipercalcemia associada ao câncer, leucemias e linfomas do adulto e leucemia aguda da infância.

Estados edematosos:

Para induzir diurese ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica sem uremia, do tipo idiopático ou devido ao lupus eritematoso.

Edema cerebral:

O fosfato dissódico de dexametasona pode ser usado para tratar pacientes com edema cerebral de várias causas:

  • - Associado com tumores cerebrais primários ou metastáticos;
  • - Associado com neurocirurgia;
  • - Associado com lesão craniana ou pseudotumor cerebral;
  • - Associado com acidente vascular cerebral (ictus cerebral), exceto hemorragia intracerebral. Também pode ser utilizado no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundária a tumores cerebrais ou como medida paliativa em pacientes com neoplasias cerebrais inoperáveis ou recidivantes. O uso do fosfato dissódico de dexametasona no edema cerebral não constitui substituto de cuidadosa avaliação neurológica e tratamento definitivo, tal como neurocirurgia ou outros tratamentos específicos.

Várias:

Meningite tuberculosa com bloqueio subaracnoide ou bloqueio iminente, quando simultaneamente acompanhado por adequada quimioterapia antituberculosa, triquinose com comprometimento neurológico ou miocárdico.

Prova diagnóstica da hiperfunção adrenocortical

Síndrome de sofrimento respiratório neonatal:

Profilaxia pré-natal. O uso do fosfato dissódico de dexametasona em mães com alto risco de parto prematuro mostrou reduzir a incidência da síndrome de sofrimento respiratório neonatal.

  1. Por injeção intra-articular ou nos tecidos moles:

Como terapia auxiliar para administração a curto prazo (para apoio do paciente durante episódio agudo ou exacerbação) em sinovite da osteoartrite, artrite reumatoide, bursite aguda e subaguda, artrite gotosa aguda, epicondilite, tenossinovite aguda inespecífica, osteoartrite pós-traumática.

  1. Por injeção intralesional:

Queloides, lesões inflamatórias localizadas hipertróficas, infiltradas de líquen plano, placas psoriáticas, granuloma anular e líquen simples crônico (neurodermatite), lupus eritematoso discoide, Necrobiosis lipoidica diabeticorum e Alopecia areata. Pode também ser útil em tumores císticos de aponeurose ou tendão (gânglios).

O fosfato dissódico de dexametasona é contraindicado em infecções fúngicas sistêmicas, hipersensibilidade a sulfitos ou a qualquer outro componente desta medicação e para pacientes que foram vacinados com vacina de vírus vivo ou bactérias inativadas.

Modo de usar

O medicamento deve ser utilizado conforme prescrição médica. O volume disponível em cada unidade não pode ser inferior ao volume declarado. Para retirada do conteúdo total do medicamento deve-se aspirar o volume declarado no item "Composição", podendo permanecer solução remanescente na ampola devido à presença de um excesso mínimo para permitir a retirada e administração do volume declarado.

Este medicamento deve ser administrado por via intramuscular e/ou intravenosa. O fosfato dissódico dedexametasona pode ainda ser administrado por via intra-articular e/ou intrabursal.

O fosfato dissódico de dexametasona pode ser adicionado à solução fisiológica 0,9% ou glicosada 5%, sem perda de potência e administrado gota a gota, por via intravenosa. Soluções utilizadas paraa administração intravenosa, ou diluição posteriordeste medicamento, não devem conter preservativos quando usadas no neonato, especialmente na criança prematura.

  • - Via intramuscular: Deve ser administrado no quadrante superior das nádegas, profundamente.
  • - Via intravenosa: A administração deve ser feita lentamente.

Posologia

Fosfato dissódico de dexametasona é apresentado nas seguintes concentrações:

  • - Fosfato dissódico de dexametasona 2,19 mg - equivalente a 2 mg de fosfato de dexametasona.
  • - Fosfato dissódico de dexametasona 4,37 mg - equivalente a 4 mg de fosfato de dexametasona.

Estes produtos, como muitas outras preparações contendo esteróides, são sensíveis ao calor. Portanto, quando se deseja esterilizar externamente a ampola, não se deve autoclavá-la. Proteger contra o congelamento. Esta preparação pode ser retirada diretamente da ampola para aplicação, sem necessidade de mistura ou diluição. Ou se preferido, pode ser adicionada a solução fisiológica ou glicosada, sem perda de potência, e administrado gota a gota por via intravenosa. Soluções utilizadas para administração intravenosa, ou diluição posterior deste produto, não devem conter preservativos quando usadas no neonato, especialmente na criança prematura.

Quando fosfato dissódico de dexametasona é adicionado à solução de infusão intravenosa, a mistura deve ser utilizada dentro de 24 horas, pois soluções de infusão não contém conservantes. Devem observar-se as técnicas de assepsia usualmente indicadas para injeções.

Injeção intravenosa e intramuscular

A posologia inicial de fosfato dissódico de dexametasona usualmente utilizada pode variar de 0,5 a 20 mg por dia, dependendo da doença específica a ser tratada.

Geralmente, a faixa posológica parenteral é um terço ou a metade da dose oral, dada a cada 12 horas. Entretanto, em certas situações agudas, desesperadoras, com risco de vida, foram administradas doses maiores do que as recomendadas. Nestas circunstâncias, deve-se ter em mente que a absorção é mais lenta pela via intramuscular.

Deve ser ressaltado que as exigências posológicas são variáveis e devem ser individualizadas com base na doença a ser tratada e na resposta do paciente.

Se o uso do medicamento tiver que ser suspenso depois de administrado durante alguns dias, recomenda-se fazê-lo gradual e não-subitamente. Em emergências, a dose usual de fosfato dissódico de dexametasona para injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM) é de 1 a 5 ml (4 a 20 mg): no choque deve ser utilizada apenas a via IV. Esta dose pode ser repetida até observar-se resposta adequada. Após melhora inicial, doses únicas de 0,5 a 1,0 ml (2 a 4 mg) devem ser repetidas segundo as necessidades. A posologia total diária geralmente não precisa exceder 20 ml (80 mg), ainda que se trate de afecção grave.

Quando se deseja efeito máximo e constante, a posologia deve ser repetida com intervalos de três a quatro horas, ou mantidas gota a gota por via IV lenta. As injeções intravenosas e intramusculares são aconselhadas nas doenças agudas.

Uma vez superada a fase aguda, e tão logo seja possível, substitui-se as injeções pela terapia esteróide por via oral.

Choque (de origem hemorrágica, traumática ou cirúrgica):

A dose usual é de 2 a 6 mg/kg de peso corpóreo, dada de uma só vez, em injeção intravenosa. Pode ser repetida após 2 a 6 horas, se o choque persistir. Como alternativa administram-se de uma só vez 2 a 6 mg/kg de peso corpóreo de fosfato dissódico de dexametasona em injeção intravenosa, seguida imediatamente pela mesma dose em gotejamento intravenoso.

A terapia com fosfato dissódico de dexametasona é auxiliar e não-substituta da terapia convencional. A administração de terapia corticosteróide em altas doses deve ser continuada apenas até que a condição do paciente tenha se estabilizado, o que usualmente não vai além de 48 a 72 horas.

Edema cerebral: Associado com tumor cerebral primário ou metastático, neurocirurgia, trauma craniano, pseudotumor cerebral ou no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundária a tumor cerebral:

Inicialmente 10 mg (2,5 ml) de fosfato dissódico de dexametasona pela via intravenosa, seguidos de 4 mg (1 ml) pela via intramuscular a cada 6 horas, até cederem os sintomas do edema cerebral.

Usualmente, nota-se a resposta dentro de 12 a 24 horas; após 2 a 4 dias pode-se reduzir gradualmente a posologia até cessar a administração no período de 5 a 7 dias. Altas doses de fosfato dissódico de dexametasona são recomendadas para iniciar terapia intensiva a curto prazo do edema cerebral agudo, com risco de vida.

Após o esquema posológico "de ataque" do primeiro dia de tratamento, a posologia é reduzida gradualmente durante o período de 7-10 dias, e a seguir, reduzida a zero nos próximos 7-10 dias. Quando se requer terapia de manutenção, deve-se passar para fosfato dissódico de dexametasona oral, tão logo seja possível. Sugestão de esquema posológico em altas doses no edema cerebral (vide Quadro abaixo).

Esquema de altas doses proposto para edema cerebral

No controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais recidivantes ou inoperáveis:

O tratamento de manutenção deve ser individualizado com fosfato dissódico de dexametasona injetável, fosfato dissódico de dexametasona comprimidos ou fosfato dissódico de dexametasona elixir. A posologia de 2 mg, 2 a 3 vezes por dia, pode ser eficaz.

Associado com acidente vascular cerebral agudo (excluindo hemorragia intracerebral):

Inicialmente 10 mg (2,5 ml) de fosfato dissódico de dexametasona pela via intravenosa, seguidos de 4 mg pela via intramuscular a cada 6 horas, durante 10 dias. Nos 7 dias subsequentes, as doses devem ser gradualmente ajustadas até chegar a zero. Deve-se utilizar a menor posologia necessária para o edema cerebral.

Terapia combinada

Nos distúrbios alérgicos agudos autolimitados ou nos surtos agudos dos distúrbios alérgicos crônicos (por exemplo: rinites alérgicas agudas, acessos de asma brônquica alérgica sazonal, urticária medicamentosa e dermatose de contato), sugere-se o seguinte esquema posológico combinando as terapias parenteral e oral:

  • - 1° dia: injeção intramuscular de 1 ou 2 ml (4 ou 8 mg) de fosfato dissódico de dexametasona. Posologia total diária: 4 ou 8 mg.
  • - 2° dia: 2 comprimidos de 0,5 mg de fosfato dissódico de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 4 comprimidos.
  • - 3° dia: 2 comprimidos de 0,5 mg de fosfato dissódico de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 4 comprimidos.
  • - 4° dia: 1 comprimido de 0,5 mg de fosfato dissódico de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 2 comprimidos.
  • - 5° dia: 1 comprimido de 0,5 mg de fosfato dissódico de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 2 comprimidos.
  • - 6° dia: 1 comprimido de 0,5 mg de fosfato dissódico de dexametasona, por dia. Posologia total diária: 1 comprimido.
  • - 7° dia: 1 comprimido de 0,5 mg de fosfato dissódico de dexametasona, por dia. Posologia total diária: 1 comprimido.
  • - 8° dia: exame clínico de controle.

Injeções intra-articulares, intralesionais e nos tecidos moles:

As injeções intra- articulares, intralesionais e nos tecidos moles geralmente são utilizadas quando as articulações ou áreas afetadas limitam-se a um ou dois locais.

Local da injeção Volume da injeção (mL) Quantidade de fosfato dissódico de dexametasona (mg)
Grandes articulações (ex.joelho) 0,5 a 1 2 a 4
Pequenas articulações (ex. interfalangeanas, temporomandibular) 0,2 a 0,25 0,8 a 1
Bolsas sinoviais 0,5 a 0,75 2 a 3
Bainhas tendinosas 0,1 a 0,25 0,4 a 1
Infiltração nos tecidos 0,5 a 1,5 2 a 6
Glânglios (cistos) 0,25 a 0,5 1 a 2

A frequência da injeção varia desde uma vez, cada 3 a 5 dias, até uma vez, cada 2 a 3 semanas, dependendo da resposta ao tratamento.

Síndrome de sofrimento respiratório neonatal: Profilaxia pré-natal

A posologia recomendada de fosfato dissódico de dexametasona é de 5 mg (1,25 ml), administrado por via intramuscular na mãe cada 12 horas até o total de quatro doses. A administração deve ser iniciada de preferência entre 24 horas a sete dias antes da data estimada do parto.

Conduta na superdosagem

São raros os relatos de toxicidade aguda e/ou morte por superdosagem de glicocorticóides. Para a eventualidade de ocorrer superdosagem não há antídoto específico, o tratamento é de suporte e sintomático. A DL 50 oral de dexametasona em camundongos fêmeas foi de 6,5 g/kg. A DL 50 intravenosa de fosfato dissódico de dexametasona em camundongos fêmeas foi de 794 mg/kg.

Pacientes idosos

As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos, observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos nos itens “Precauções e Advertências” e “Contraindicações”.

Fosfato dissódico de dexametasona quando conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30oC) apresenta um prazo de validade de 24 meses.

O fosfato dissódico de dexametasona com tém bissulfito de sódio, um sulfito que pode provocar reações alérgicas, inclusive sintomas de anafilaxia e episódios asmáticos com risco de vida ou menos severos em alguns indivíduos suscetíveis. A prevalência global de sensibilidade a sulfito na população em geral é desconhecida e provavelmente baixa.

A sensibilidade a sulfito é encontrada mais frequentemente em indivíduos asmáticos que nos não asmáticos. Os corticosteroides podem exacerbar as infecções fúngicas sistêmicas e portanto, não devem ser usados na presença de tais infecções, a menos que sejam necessários para o controle de reações medicamentosas devido à anfotericina B. Além disso, foram reportados casos nos quais o uso concomitante de anfotericina B e hidrocortisona foi seguido de hipertrofia cardíaca e insuficiência cardíaca congestiva. Relatos da literatura sugerem uma aparente associação entre o usode corticosteroides e ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo após infarto recente do miocárdio; portanto, terapêutica com corticosteroides deve ser utilizada com muita cautela nestes pacientes.

Doses médias e altas de hidrocortisona ou cortisona podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e maior excreção de potássio. Tais efeitos são menos prováveis com os derivados sintéticos, salvo quando se utilizam altas doses.

Pode ser necessária a restrição dietética de sal e suplementação de potássio.

Todos os corticosteroides aumentam a excreção de cálcio. Insuficiência adrenocortical secundária induzida por fármacos pode resultar da retirada muito rápida de corticosteroide e pode ser minimizada pela redução posológica gradual.

Este tipo de insuficiência relativa pode persistir por meses após o término do tratamento, por isso, em qualquer situação de estresse que ocorra durante esse período, deve-se reinstituir a terapia corticosteroide ou aumentar a posologia em uso.

Dada a possibilidade de prejudicar-se a secreção mineralocorticoide, deve-se administrar conjuntamente sal e/ou mineralocorticoide.

Após terapia prolongada, a retirada dos corticosteroides pode resultar em sintomas de síndrome da retirada de corticosteroides, compreendendo febre, mialgia, artralgia e mal-estar. Isso pode ocorrer mesmo em pacientes sem sinais de insuficiência suprarrenal.

Devido a ocorrência de raros casos de reações anafilactoides em pacientes sob tratamento corticosteroide por via parenteral, deve-se tomar medidas de precaução apropriadas antes da administração, especialmente quando o paciente tem antecedentes de alergia a qualquer medicamento.

A administração de vacinas com vírus vivos é contraindicada em indivíduos recebendo doses imunossupressoras de corticosteroides. Se forem administradas vacinas com vírus ou bactérias inativadas em indivíduos recebendo doses imunossupressoras de corticosteroides, a resposta esperada de anticorpos séricos pode não ser obtida. Entretanto, pode ser feito procedimento de imunização em pacientes que estejam recebendo corticosteroides como terapia de substituição, como por exemplo, na doença de Addison.

O uso de fosfato dissódico de dexametasona em altas doses ou por tempo prolongado pode causar imunossupressão semelhante a outros corticosteroides.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose, os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

O uso de fosfato dissódico de dexametasona na tuberculose ativa deve restringir-se aos casos de doença fulminante ou disseminada, em que o corticosteroide é usado para o controle da doença, em conjunção com o tratamento antituberculoso adequado. Caso haja indicação de corticosteroides em pacientes com tuberculose latenteou reação à tuberculina, torna-se necessário estreita observação, dada a possibilidade de ocorrer reativação da moléstia. Durante tratamento prolongado com corticosteroide, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia.

Os esteroides devem ser utilizados com cautela na colite ulcerativa inespecífica, se houver probabilidade de iminente perfuração, abcessos ou outras infecções piogênicas, diverticulite, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão, osteoporose e miastenia gravis; sinais de irritação peritoneal, após perfuração gastrintestinal, em pacientes recebendo grandes doses de corticosteroides, podem ser mínimos ou ausentes.

Tem sido relatada embolia gordurosa como possível complicação do hipercortisonismo.

Nos pacientes com hipotireoidismo e nos cirróticos há maior efeito dos corticosteroides.

Em alguns pacientes, os esteroides podem aumentar ou diminuir a motilidade e o número de espermatozoides.

Os corticosteroides podem mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções podem aparecer durante o seu uso.

Na malária cerebral, o uso de corticosteroides está associado com prolongamento do coma e a maior incidência de pneumonia e hemorragia gastrintestinal.

Os corticosteroides podem ativar amebíase latente ou estrongiloidíase ou exacerbar a moléstia ativa. Portanto, recomenda-se excluir a amebíase latente ou ativa e a estrongiloidíase antes de iniciar a terapia com corticosteroide em qualquer paciente sob risco ou com sintomas sugestivos dessas condições.

O uso prolongado dos corticosteroides pode produzir catarata subcapsular posterior, glaucoma com possível lesão do nervo óptico e estimular o desenvolvimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus.

Corticosteroides devem ser usados com cuidado em pacientes com herpes simples oftálmico devido à possibilidade de perfuração corneana.

As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado com corticosteroides, devem ser cuidadosamente observadas quanto ao seu crescimento e desenvolvimento.

A injeção intraocular de corticosteroide pode produzir efeitos sistêmicos e locais.

Pronunciado aumento da dor acompanhado de tumefação local, maior restrição do movimento articular, febre e mal-estar são sugestivos de artrite séptica; se ocorrer esta complicação e confirmar diagnóstico de sepsis, deve-se instituir terapia antimicrobiana adequada.

Deve-se evitar injeção local de esteroide em área infectada.

É necessário exame adequado de qualquer líquido presente na articulação a fim de se excluir processos sépticos

Frequentes injeções intra-articulares podem resultar em dano para os tecidos articulares. Os corticosteroides não devem ser injetados em articulações instáveis.

Os pacientes devem ser energicamente advertidos sobre a importância de não usarem demasiadamente as articulações, sintomaticamente beneficiadas enquanto o processo inflamatório permanecer ativo.

Uso durante a gravidez e lactação:

Pelo fato de não se terem realizado estudos de reprodução humana com os corticosteroides, o uso destas substâncias na gravidez ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. Crianças nascidas de mães que durante a gravidez tenham recebido doses substanciais de corticosteroides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo. Os glicocorticoides aparecem no leite materno e podem inibir o crescimento, interferir na produção endógena de corticosteroides ou causar outros efeitos indesejáveis.

Mães que utilizam doses farmacológicas de corticosteroides devem ser advertidas no sentido de não amamentarem.

Categoria de risco na gravidez C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em pacientes pediátricos:

O crescimento e o desenvolvimento de recém-nascidos e crianças podem ser afetados pelo tratamento com fosfato dissódico de dexametasona.

Uso em idosos:

Pacientes idosos podem ser portadores de condições que pioram com a utilização de glicocorticoides, como a intolerância à glicose e a fraqueza muscular. As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos, observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos nos itens “Advertências e precauções e “contraindicações”.

Distúrbios líquidos e eletrolíticos:

Retenção de sódio, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão.

Músculo esqueléticos:

Fraqueza muscular, miopatia esteroide, perda de massa muscular, osteoporose, fraturas por compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças femorais e umerais, fratura patológica dos ossos longos, ruptura de tendão.

Gastrintestinais:

Úlcera péptica com eventual perfuração e hemorragia, perfuração de intestino grosso e delgado, particularmente em pacientes com doença intestinal inflamatória, pancreatite, distensão abdominal e esofagite ulcerativa.

Dermatológicos:

Retardo na cicatrização de feridas, adelgaçamento e fragilidade da pele, petéquias e equimoses, eritema, hipersudorese, possível supressão das reações aos testes cutâneos, ardor ou formigamento, principalmente na área perineal (após injeção intravenosa). Outras reações cultâneas, tais como dermatite alérgica, urticária e edema angioneurótico.

Neurológicos:

Convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral), geralmente após tratamento, vertigem, cefaleia, distúrbios psíquicos.

Endócrinos:

Irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingoide, supressão do crescimento da criança, ausência da resposta secundária adrenocortical e hipofisária, particularmente por ocasião de stress, como nos traumas, na cirurgia ou nas enfermidades, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestação do diabete melito latente, aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais em diabéticos e hirsutismo.

Oftálmicos:

Catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intraocular, glaucoma e exoftalmia.

Metabólicos:

Balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo proteico.

Cardiovasculares:

Ruptura do miocárdio após infarto recente do miocárdio, cardiomiopatia hipertrófica em crianças nascidas abaixo do peso.

Outros:

Hipersensibilidade, tromboembolia, aumento de peso, aumento de apetite, náusea, mal-estar e soluços. Reações adversas adicionais são relacionadas ao tratamento corticosteroide parenteral, como: raros casos de cegueira associados com tratamento intralesional na região da face e da cabeça, hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia subcutânea e cutânea, abscesso estéril, fogacho após uso intra-articular, artropatia do tipo charcot.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Ácido acetilsalicílico:

Deve ser utilizado cautelosamente em conjunção com os corticosteroides na hipoprotrombinemia.

Fenitoína, fenobarbital, efedrina e rifampicina:

Estes medicamentos podem acentuar a depuração metabólica dos corticosteroides, suscitando redução dos níveis sanguíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteroide. Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destes fármacos.

Indometacina:

Foram relatados resultados falso-negativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com indometacina.

Anticoagulantes cumarínicos:

O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente nos pacientes que estejam recebendo simultaneamente corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteroides têm alterado a resposta a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual da adição dos corticosteroides é inibir a resposta aos cumarínicos, embora tenha havido algumas referências conflitantes de potenciação, não-corroborada por estudos.

Diuréticos (hidroclorotiazida, furosemida, clortalidona, espironolactona, bendroflumetiazida, amilorida, bumetanida):

Quando os corticosteroides são administrados simultaneamente com diuréticos depletores de potássio, os pacientes devem ser observados estritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia.

Antidiabéticos orais e insulina (glibenclamida, gliclazida, glimepirida, glipizida, fenformina, metformina, repaglinida, voglibose, pioglitazona, miglitol, rosiglitazona):

Com o uso de dexametasona concomitante ao destas substâncias, há a necessidade de ajuste de dose de um ou de ambos os fármacos.

Anticoncepcionais orais:

Podem inibir o metabolismo de dexametasona no fígado.

Testes laboratoriais:

Os corticosteroides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo falsos resultados negativos.

Não há relatos até o momento.

Características Farmacológicas

O fosfato dissódico de dexametasona) é um glicocorticoide sintético usado principalmente por seus expressivos efeitos anti-inflamatórios; é um potente corticosteroide, altamente eficaz, um dos mais ativos glicocorticoides, sendo aproximadamente de 25 a 30 vezes mais potente do que a hidrocortisona. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve. Em doses anti-inflamatórias equipotentes, a dexametasona é quase completamente isenta da propriedade retentora de sódio da hidrocortisona e dos derivados intimamente relacionados a ela. Os glicocorticoides provocam profundos e variados efeitos metabólicos. Eles também modificam a resposta imunológica do organismo a diversos estímulos.

A dexametasona possui as mesmas ações e efeitos de outros glicocorticoides básicos, e encontra-se entre os mais ativos da sua classe. Os glicocorticoides são esteróides adrenocorticais, tanto de ocorrência natural como sintética, e são rapidamente absorvidos pelo trato gastrintestinal. Essas substâncias causam profundos e variados efeitos metabólicos e, além disso, alteram as respostas imunológicas do organismo a diversos estímulos.

Os glicocorticoides naturais (hidrocortisona e cortisona), que também possuem propriedades de retençãode sal, são utilizados como terapia de reposição nos estados dedeficiência adrenocortical. Seus análogos sintéticos, incluindo a dexametasona, são usados principalmente por seus efeitos anti- inflamatórios potentes em distúrbios de muitos órgãos. Glicocorticoides, como a dexametasona, constituem uma classe de hormônios esteróides que apresentam atividade na homeostase, desenvolvimento, diferenciação e resposta ao stress, fazendo conexão direta entre sinais extracelulares e a resposta transcricional. Estes hormônios bloqueiam o processo de inflamação, suprimem a ativação do si stema imune e atuam como agentes inibidores do crescimento, in vitro e in vivo, sendo comumente utilizados em terapêutica.

A dexametasona possui atividade glicocorticoide predominante com pouca propensão a promover retenção renal de sódio e água. Portanto, não proporciona terapia de reposição completa, e deve ser suplementada com sal e/ou desoxicorticosterona.

A cortisona e a hidrocortisona também agem predominantemente como glicocorticoides, embora a ação mineralocorticoide seja maior do que a da dexametasona. Seu uso em pacientes com insuficiência adrenocortical total também pode requerer suplementação de sal, desoxicortisona, ou ambos. A fludrocortisona, por outro lado, possui tendência areter mais sal; entretanto, em doses que proporcionam atividade glicocorticoide adequada, pode induzir a edema.

Informações Profissionais

  • Fabricante

    Nova Farma

  • TIPO DO MEDICAMENTO

    Genérico

  • NECESSITA DE RECEITA

    Sim, Branca Comum

  • PRINCÍPIO ATIVO

    Fosfato Dissódico de Dexametasona

  • CATEGORIAS DO MEDICAMENTO

    Corticóide

  • CLASSE TERAPÊUTICA

    Corticosteróides Injetáveis Puros

  • ESPECIALIDADES

    Neurologia

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