O que é Difteria, sintomas, tratamento e prevenção (vacina)

Publicado na categoria Problemas de Saúde em 03 de Janeiro de 2017 | Por Petry

O que é difteria?

A difteria, que também pode ser chamada de crupe, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria conhecida como Corynebacterium diphtheriae, transmitida de pessoa para pessoa por meio das vias respiratórias ou então através de contato físico.

A bactéria forma placas amareladas que se alojam nas amígdalas, laringe, faringe, nariz e até mesmo na pele. Em casos severos da difteria, inchaços no pescoço aumentando os gânglios linfáticos podem ocorrer causando dificuldade para respirar ou bloquear totalmente a respiração, levando o paciente à óbito.

Além disso, a toxina é capaz de:

  • - Destruir o tecido no local da infecção;
  • - Inibir a produção de proteínas por células;
  • - Diminuir a contagem de plaquetas (trombocitopenia);
  • - Produzir proteína na urina (proteinúria);
  • - A toxina pode ficar instalada na circulação sanguínea.

A doença pode ser prevenida com a vacinação. A difteria afeta mais crianças do que adultos. Apesar de ser mais comum nos mais jovens, a mortalidade da doença afeta de 5 a 10% das crianças e 20% adultos com mais de 40 anos de idade.

A incidência da doença no Brasil é bem pequena, havendo menos de 50 casos por ano, que caracteriza a doença como muito rara. A mortalidade é ainda menor.

Índice - neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é difteria?
  2. Causas e transmissão
  3. Grupos de risco
  4. Sintomas da difteria
  5. Diagnóstico
  6. Tratamento para difteria
  7. Convivendo
  8. Complicações
  9. Prevenção da difteria

Causas e transmissão

A doença é transmitida pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que se aloja no próprio paciente infectado. Os locais mais afetados pela bactéria são as vias respiratórias e a pele.

A transmissão da doença é feita através de gotículas de secreção respiratória, com espirros, tosse ou até mesmo durante conversas, e também pode ocorrer através do consumo de leite cru.

Até o surgimento dos primeiros sintomas, demora entre 1 a 6 dias. A pessoa que já está infectada pode transmitir a doença por até 15 dias após o primeiro contato com a difteria. Após o tratamento feito, a bactéria pode ficar inativa no corpo por 6 meses ou mais.

A progressão da doença acontece em um período de incubação entre 3 e 5 dias. As bactérias são colonizadas nas amígdalas e na faringe, causando placas pseudomembranosas nas amígdalas. A infecção com pus ainda pode acontecer no nariz e na conjuntiva (mucosa dos olhos).

Grupos de risco

As pessoas mais suscetíveis à doença são aquelas que:

  • - Estão com a imunidade baixa;
  • - Vivem em condições de superlotação ou insalubres;
  • - Vão à cidades em que a difteria é endêmica;
  • - Não receberam a vacina.

Sintomas da difteria

Os sintomas mais comuns entre as pessoas com difteria são:

  • - Tosse;
  • - Febre entre 38 e 40 graus;
  • - Dor e inflamação na garganta;
  • - Rouquidão;
  • - Dor de cabeça;
  • - Paralisia do pescoço, garganta;
  • - Toxemia;
  • - Chiado no peito ao respirar;
  • - Dor e dificuldade ao engolir;
  • - Paralisia dos olhos;
  • - Mal estar;
  • - Catarro;
  • - Paralisia dos músculos do aparelho respiratório;
  • - Manchas vermelhas na pele;
  • - Aparecimento de placas pseudomembranosas acinzentadas nas amígdalas;
  • - Cansaço;
  • - Prostração;
  • - Corrimento nasal;
  • - Náusea;
  • - Asfixia mecânica.

Em alguns casos, os sintomas não são perceptíveis apesar da doença estar presente no corpo.

Relacionado: O que é Amigdalite bacteriana, viral, aguda, crônica e tratamentos

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito por médicos especialistas da área de pediatria, dermatologia, infectologia e clínica geral.

Para que o diagnóstico seja dado de forma mais rápida, o paciente pode ir para a consulta já com uma série de perguntas previamente respondidas, como, por exemplo:

  • - Se a vacinação contra a doença foi feita;
  • - Se algum parente ou pessoa próxima possui os mesmo sintomas;
  • - Se há dificuldade para respirar;
  • - Se alguma pessoa com quem conviveu recentemente está com o problema;
  • - Se houve o sintoma de febre;
  • - Se o paciente está em tratamento com alguma outra doença.

O exame que é feito para que o diagnóstico seja dado é o de cultura, que é feito colhendo uma amostra da inflamação, que pode acometer a pele ou a garganta, além de um exame físico que o médico pode realizar.

Tratamento para difteria

A difteria é tratada com antibióticos, visto que é causado por uma bactéria. Assim que houver o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado. O paciente deve se isolar de outras pessoas e receber o soro antidiftérico. Se ocorrer obstrução do canal respiratório, a traqueostomia pode ser feita de forma emergencial.

Ainda existe a possibilidade da vacinação para neutralizar a toxina que já está presente no corpo.

Os medicamentos indicados para tratar a difteria são:

Apesar de os medicamentos serem citados aqui, é imprescindível que o médico receite, pois só ele saberá dizer qual é o mais indicado para você, além de ser o responsável por dizer a dosagem. A automedicação pode trazer ainda mais problemas à doença.

Convivendo

Existem algumas dicas que podem auxiliar na crise da difteria. Pode-se proporcionar o alívio e conforto significativo na garganta com vapor bem quente. Se isso não acontecer, é recomendado que o paciente respire ar fresco.

Assim que os sintomas surgirem, é preciso consultar o médico para que ele dê o diagnóstico e consequentemente o tratamento da doença. É muito importante respeitar as datas da vacinação da difteria.

Complicações

Se a doença não for tratada, inchaços na garganta podem acontecer, sendo necessário fazer uma traqueostomia para desobstruir a via. Se ocorrer elevação dos batimentos cardíacos, pode resultar em uma parada cardíaca.

Ainda pode ocorrer:

  • - Miocardite;
  • - Paralisia;
  • - Bloqueio das vias aéreas;
  • - Infecção pulmonar.

Leia mais: Tudo sobre Criptococose: sintomas, tratamento, prevenção e mais

Prevenção da difteria

A melhor forma de prevenir a doença é com a vacinação, seja a pentavalente ou a tríplice bacteriana.

A pentavalente é indicada para tratar, além da difteria, coqueluche, tétano, hepatite B e outras doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo B. As crianças a partir de 2 meses de idade podem ser vacinadas.

A vacina da tríplice bacteriana que previne doenças como tétano, difteria e pertussis acelular é indicada para crianças com mais de 7 anos de idade. Após essa idade, a vacina da tríplice bacteriana acelular do tipo adulto é a indicada.

É importante estar com a carteira de vacinação em dia, pois a imunidade não é definitiva. Se na sua não estiver com o carimbo ou a marcação é importante consultar o posto mais próximo para procurar a imunização correta.


Se informar é a melhor forma de garantir a prevenção. Compartilhe com seus familiares e outros colegas para que eles também saibam e possam se prevenir da doença.

Referências:

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/difteria-sintomas-transmissao-e-prevencao
https://pt.wikipedia.org/wiki/Difteria
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/difteria
https://drauziovarella.com.br/crianca-2/difteria/
http://brasilescola.uol.com.br/doencas/difteria.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/doencas/difteria.htm
http://www.saudemedicina.com/difteria/
http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/317985/difteria+o+que+e+quais+as+causas+e+os+sintomas+como+e+feito+o+diagnostico+e+o+tratamento+tem+como+evitar.htm
https://www.cdc.gov/diphtheria/about/complications.html

© 2017 Consulta remédios. Todos os direitos reservados.

Receba nossos conteúdos diretamente em seu email

Ao concluir você aceita a nossa Política de Privacidade

Comentários