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Tudo sobre Escoliose: lombar, cura, cirurgia, tratamento e exercícios

Publicado na categoria Problemas de Saúde em 16 de Outubro de 2016 | Por Rafaela

O que é

A hiperescoliose, popularmente conhecida por “escoliose” é um desvio da coluna vertebral que ocorre para o lado esquerdo ou direito, resultando em um formato de "S" ou "C" na coluna. Assim, caracteriza-se como uma deformidade vertebral, ou deformação morfológica, pois a coluna vertebral deve ser reta, alinhada.

Quando é vista no plano frontal em um indivíduo comum, a coluna deverá apresentar um padrão linear, e quando vista no plano lateral, é possível observar duas curvas naturais: para trás, na área do tórax (Cifose), e para frente na área da lombar (Lordose). Quando visto de cima para baixo, todas as vértebras devem estar alinhadas umas com as outras.

Quando este alinhamento apresenta curvatura maior do que 10 graus no plano frontal, então chamamos de Escoliose, ou seja, a rotação das vértebras que tem como resultado alterações de todos os planos da coluna.

As escolioses podem apresentar prognósticos muito diferentes, devido à variação da sua progressividade e gravidade de suas curvas. Ou seja, a torção que a coluna faz para os lados, frente e trás é que determinará a gravidade da escoliose, dependendo do grau dessa torção. Desta forma, as curvaturas da escoliose pode classificar-se em:

  • - Cervicotorácicas.
  • - Torácicas: o ápice da curva pode atingir essas regiões.
  • - Toracolombares: com assimetria pequena na bacia.
  • - Lombares: a curva primária está na região lombar.
  • - Lombossacrais.

Leia mais: O que é Espondilose Lombar, Dorsal, Cervical, sintomas e mais

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é
  2. Causas e tipos de Escoliose
  3. Classificações da Escoliose quanto às suas causas
  4. Sintomas
  5. Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?
  6. Qual é o tratamento para a Escoliose? A Escoliose tem cura?
  7. Complicações/Prognóstico

Causas e tipos de Escoliose

As causas da Escoliose vão variar de acordo com o tipo, vejamos:

Idiopática

É responsável por 70% a 85% dos casos de causa desconhecida. Divide-se em 4 subgrupos:

  • - Infantil: do nascimento até os 3 anos de idade.
  • - Juvenil: dos 3 aos 9 anos de idade.
  • - Adolescente: dos 10 aos 18 anos de idade.
  • - Adulto: após os 18 anos de idade.

Nas crianças e adolescentes alguns sinais podem ajudar a identificar este tipo de escoliose, são eles:

  • - Cintura com aparência desigual.
  • - Corpo com inclinação maior para um lado.
  • - Ombros e quadris assimétricos.
  • - Eventual desconforto muscular.
  • - Uma perna que parece menor do que a outra.

Neuromusculares

Sequela de doenças neurológicas, como a poliomielite, paralisia cerebral e distrofia muscular - ou seja, de fraqueza muscular.

Este tipo apresenta um comportamento bastante diferente das curvas escolióticas idiopáticas, apresentando uma longa curva em forma de um “C”.

Congênita

Oriunda de anomalias na má-formação ou da divisão das vértebras que se apresentam desde o dia do nascimento. É responsável por 10% dos casos.

Pós-traumática

Doenças do tecido conjuntivo como a Síndrome de Marfan e/ou anomalias cromossômicas como a Síndrome de Down, entre outras.

Degenerativa do Adulto

Em adultos pode ser resultado também da progressão de uma deformidade que não foi diagnosticada na adolescência. Ou ainda ser causada pela degeneração dos discos da coluna vertebral e de suas articulações em uma coluna previamente sadia, como resultados típicos do avanço da idade.

A escoliose tem influência genética comprovada, sendo assim, é comum ver mais de um membro da mesma família com a doença. Não é associada à má postura ou carregamento de peso nas costas.

Contudo, a causa do desenvolvimento das curvaturas da coluna, bem como algumas curvas desenvolverem mais do que outras ainda é desconhecida. Geralmente, tem início durante a adolescência, mas também pode ocorrer em outros períodos da vida.

Crianças saudáveis podem ter escoliose, acometendo mais as meninas, cerca de 5 a 8 vezes mais do que os meninos. Se não for severa o bastante, a escoliose pode não ser percebida na fase da adolescência, ou ser acompanhada pelo médico e não apresentar progressão que necessite intervenção cirúrgica.

A osteoporose também pode causar aumento rápido das curvas pela alteração do formato dos ossos.

Classificações da Escoliose quanto às suas causas

Escoliose não estruturadas:

  • - Escolioses posturais: acomete mais os adolescentes, as curvas são leves e desaparecem por completo com a flexão da coluna vertebral ou bem com o decúbito.
  • - Escolioses secundárias e dismetria: a diferente longitude dos membros inferiores levam a uma obliqüidade pélvica e secundariamente a uma curva vertebral.

A curva desaparece quando o paciente senta-se ou ao compensar a dismetria com a alça do sapato correspondente. Da mesma forma pode corrigir o comprimento da perna (sem cirurgia) caso encontre quem o saiba fazer.

Escoliose estruturada transitoriamente:

  • - Escoliose ciática: secundária a uma hérnia discal, pela irritação das raízes nervosas. Com a cura da lesão desaparece a curva.
  • - Escoliose inflamatória: em casos de apendicite ou bem abscessos perinefrítico.

Escoliose estruturada:

  • - Escoliose idiopática: na maioria dos casos é hereditária. Provavelmente, é uma herança multifatorial, bem como o grupo mais frequente das escolioses. Segundo a idade de aparição há três tipos:
  1. Infantil: antes dos três anos de idade: Geralmente são muito graves, pois ao final do crescimento podem vir a apresentar uma angulação superior a 100 graus.
  2. Juvenil: desde os três até os 10 anos.
  3. Adolescente: desde os 10 anos até a maturidade: Após a primeira menstruação e ao final da puberdade antes da maturidade óssea completa
  • - Escoliose congênita: provavelmente não é hereditária, se não o resultado de uma alteração ocorrida no período embrionário:

  1. Defeito de forma vertebral.
  2. Vértebra em cunha.
  3. Hemivertébra.
  4. Defeito de segmento vertebral.
  5. Unilateral (barra).
  6. Bilateral (bloco vertebral).
  7. Funções costais congênitas.
  8. Complexas.

Sintomas

A escoliose, na maioria dos casos, costuma ter sintomas discretos ou não apresentá-los. No entanto, o paciente poderá sentir:

  • - Fadiga nas costas após ficar muito tempo sentado ou em pé.
  • - Dor muscular, de leve a intensa, dependendo de cada caso.
  • - Fatores psicológicos: o tratamento também deve ser iniciado com acompanhamento psicológico, pois há muitos casos em que a escoliose causa uma deformidade visível. No caso de crianças, por exemplo, elas precisam de amparo para lidar com situação até a conclusão do tratamento.
  • - Sinais físicos:
  1. Um ombro é mais alto do que o outro.
  2. Um ombro sobressai mais que o outro.
  3. Um lado da caixa torácica parece maior do que o outro.
  4. Um quadril aparece mais alto ou mais proeminente do que o outro.
  5. A cintura pode parecer desigual.
  6. O corpo se inclina para um lado.
  7. Uma perna pode parecer menor do que a outra.

Leia mais: O que é Dorsalgia (dor nas costas), sintomas, tratamento e mais

Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?

O fisioterapeuta, ortopedista ou clínico geral. O diagnóstico é realizado por meio de testes clínicos e de radiografias e, em todos os casos de escoliose, sempre é importante fazer um diagnóstico precoce. Para realizá-lo o médico poderá solicitar:

  • - Avaliação clínica completa e radiológica do paciente. Por exemplo:

  1. Raio X.
  2. Tomografia computadorizada.
  3. Exames de ressonância magnética.
  • - Avaliação postural: faz parte da avaliação clínica. O especialista compara os dois hemicorpos do paciente nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias; o controle da evolução sistemática é a forma de minimizar os danos da escoliose.

Qual é o tratamento para a Escoliose? A Escoliose tem cura?

O tratamento da escoliose baseia-se na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e no grau da angulação. As curvaturas consideradas graves o suficiente para serem tratadas são a partir de 25 graus:

  • - 0 a 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.
  • - 10 a 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.
  • - 20 a 30 graus: tratamento fisioterápico, uso de palmilhas posturais e uso de colete ortopédico de Boston ou de Milwakee. O colete ortopédico deverá ser usado de 16 a 23 horas por dia. Os modelos dos coletes variam conforme cada caso.
  • - 30 a 40 graus: uso do colete ortopédico de Boston, uso de palmilhas posturais (podoposturologia) ou Milwakee.
  • - 40 a 50 graus: somente tratamento cirúrgico para restaurar o alinhamento normal da coluna.

No tratamento conservador, a fisioterapia usa os benefícios da Reeducação Postural Global (RPG), como um método que permite corrigir ou minimizar a escoliose através da identificação da causa do problema.

Utilizando os procedimentos fisioterapêuticos é possível realizar também processos respiratórios, desenvolvimento de consciência corporal e de equilíbrio, além de um alinhamento corporal e equilíbrio de tensões musculares com o reposicionamento de vértebras através das manobras.

As crianças que apresentam curvatura menores de 20 graus devem ter acompanhamento médico a cada 6 meses e fazer radiografias anuais. Ainda não existe tratamento medicamentoso para a escoliose nem prevenção.

Cirurgia para Escoliose

Apenas os pacientes com curvas acima de 45 graus são submetidos ao procedimento cirúrgico, que tem como objetivos:

  • - Evitar que a curva continue progredindo.
  • - Obter algum grau de correção.

O tratamento cirúrgico utiliza implantes de metal presos à coluna, os quais são conectados a uma ou duas hastes. Eles são usados para manter a coluna corrigida na posição desejada até que as vértebras da coluna que foram operadas formem um bloco único de osso.

Após o tratamento cirúrgico, não é utilizado nenhum colete ou gesso. A internação dura entre 5 a 7 dias e o paciente poderá realizar suas atividades normalmente após 3 a 4 semanas; se a atividade for mais intensa, o retorno total a elas será permitido entre 3 e 6 meses de pós-operatório.

Tratamentos alternativos

Servem para parar a progressão atual da escoliose ou “prevenir” uma progressão futura. São utilizados:

  • - Acupuntura: não tem comprovações científicas de que é um método efetivo para a escoliose.
  • - Quiropraxia: é mais efetivo no tratamento de dores agudas, que tem pouco tempo de evolução.
  • - Fisioterapia: não comprovado que possa ajudar pacientes de escoliose; o médico é quem avaliará se o paciente pode fazer a fisioterapia.
  • - Ioga: busca fortalecer os músculos por meio dos exercícios realizados com a prática da ioga.
  • - Massagem: pode ajudar alguns pacientes que se queixam de dores nas costas. O médico especialista é quem poderá fazer o encaminhamento correto.
  • - Pilates: Assim como a ioga, esses exercícios fortalecerão a musculatura, contudo,  não é indicado para os pacientes com fortes dores.

Complicações/Prognóstico

Se não houver quaisquer tratamentos, as complicações podem resultar em:

  • - Artrite e dor na coluna lombar na idade adulta.
  • - Crianças menores que 10 anos de idade com curvas acima de 35 graus devem piorar sem tratamento.
  • - Curvas acima de 50 graus devem piorar com o tempo.
  • - Danos na medula ou no nervo espinhal, devido a cirurgia ou incorreta curvatura grave.
  • - Infecção na coluna vertebral e dor pós-operatórias.
  • - Incapacidade do encaixe dos ossos.
  • - Problemas emocionais e baixa autoestima
  • - Problemas respiratórios provenientes de curvaturas graves.

Se não for tratada corretamente, a escoliose pode causar danos irreparáveis.

Leia mais: O que é Depressão, sintomas, tratamento, causas, tipos e mais

E aí? Conhece alguém que tenha a escoliose? Mostre estas informações, com tratamento ela pode ter uma melhor qualidade de vida!

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Escoliose
http://www.herniadedisco.com.br/doencas-da-coluna/escoliose/
http://patologiadacoluna.com.br/escoliose/
https://www.tuasaude.com/escoliose/
https://www.srs.org/portuguese/patient_and_family/FAQs/treatment_options_for_scoliosis.htm
http://fisioterapiamanual.com.br/blog/artigos/escoliose-causas-sintomas-tratamento/
http://www.tratamentodecoluna.com.br/website/index.php/o-que-e-a-escoliose
http://www.infoescola.com/saude/escoliose/
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2015-12-03/saiba-se-voce-tem-escoliose-e-como-tratar-a-coluna-em-forma-de-s.html

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