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Glicazida

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Informações do Glicazida

Descrição

Antidiabético indicado para tratamento de diabetes melito do tipo 2. Seus medicamentos podem ser encontrados em comprimido.

Indicação

Tratamento de diabetes melitus tipo 2.

Contra-indicação

Cetoacidose, insuficiência hepática e renal grave, diabetes melito tipo 1, porfiria, lactantes, gestantes e/ou com hipersensibilidade a gliclazida e outras sulfoniluréias.

Tipo de receita

Branca Comum

Posologia

- Começar no café da manhã com 40 a 80 mg/dia; depois a dose deve ser ajustada segundo a resposta do paciente. Dose máxima: 320 mg/dia. Quando as doses forem maiores que 160 mg podem ser necessárias 2 administrações.

Reações

Distúrbios hepáticos e reações de hipersensibilidade, reações cutâneas, prurido.

Riscos

Hipoglicemia, distúrbios gastrintestinais.

Interação medicamentosa

- Pode ocorrer síndrome tipo dissulfiram quando em ação com etanol.
- O efeito hipoglicemiante de gliclazida pode ser minimizado por: Etanol, betabloqueadores, diuréticos, rifampicina, corticosteróides.
- Em ação com varfarina e ciclosporina pode aumentar o efeito das mesmas.
- Com salicilatos, sulfonamidas, inibidores da ECA, antiácidos, esteróides anabolizantes, há o aumento do efeito hipoglicemiante de gliclazida.
- 
Associações com barbitúricos podem reduzir a ação de Gliclazida.
- 
Associações com corticoides, diuréticos e estropro-gestativos podem causar hiperglicemia.

Cuidados/orientações

- Deve ser tomado com a primeira refeição do dia.
- O medicamento deve ser armazenado em temperatura ambiente, entre 15º a 30º C.
- É importante ingerir uma pequena quantidade de mel ou açúcar (colocar entre gengiva e bochecha) caso haja sinais como tontura, suor excessivo, palpitações, sudorese, fome, confusão mental. Se este procedimento for feito e não apresentar melhoras, ajuda médica deve ser procurada.
- Devem ter cautela pacientes idosos e obesos.
- Caso alguma dose seja esquecida, esta deve ser tomada o quanto antes, porém não pode ser ingerida próximo do horário da dose seguinte.

Ações da substância

Gliclazida é um hipoglicemiante resultante da ligação endocíclica de um anel heterocíclico nitrogenado ao grupamento sulfonilureia, diferente portanto das outras sulfonilureias conhecidas.



Gliclazida estimula a secreção de insulina e potencializa o efeito insulino-secretor da glicose.



Gliclazida corrige a inércia pancreática restaurando o pico precoce da secreção da insulina, restabelecendo, assim, a resposta fisiológica de insulina ao estímulo alimentar. Deste modo, ele evita os picos de hiperglicemia pós-prandial e a hipoglicemia reacional. Isto foi confirmado pela dosagem da glicemia pós-prandial, registros de ciclos glicêmicos contínuos e da glicemia de 24 horas.



A ação metabólica de Gliclazida se faz então sem a ocorrência de hiperinsulinismo, diminuindo o risco de hipoglicemia e aterosclerose. A ação hipoglicemiante progressiva de Gliclazida e sua meia-vida biológica de cerca de 12 horas contribuem para sua segurança de uso.



Gliclazida é rapidamente absorvido a partir do trato gastrintestinal e a concentração sanguínea é máxima entre a 2a e a 6a hora. A fixação às proteínas é de 94,2% no homem. A meia-vida biológica da gliclazida é de 12 horas no homem e, portanto, Gliclazida pode ser administrado em duas tomadas diárias para se obter uma maior eficácia.



A gliclazida é intensivamente metabolizada e seu principal metabólito sanguíneo, que representa 2 a 3 % da dose total, é desprovido de atividade hipoglicemiante mas mantém propriedades hemobiológicas.


A eliminação ocorre essencialmente por via urinária e menos de 1 % da dose ingerida é reencontrada na urina sob forma inalterada. Estudos com animais mostraram que Gliclazida diminui de forma altamente significativa a adesão das plaquetas à parede vascular e evita a formação do coágulo plaquetário, estado inicial da formação do trombo; aumenta a fibrinólise parietal, dificultando a persistência anormal de fibrina sobre a parede do vaso; normaliza a sensibilidade dos vasos à adrenalina, opondo-se à agressão desta que é particularmente nociva para os vasos do diabético. Dessa forma, Gliclazida opõe-se a microtrombose experimental, retardando o aparecimento do trombo parietal e a evolução do mesmo para a obliteração total do vaso, diminuindo consideravelmente a duração da trombose e acelerando a velocidade de desaparecimento do trombo. No homem foi confirmado que o uso de Gliclazida em pacientes diabéticos insulino e não insulino-dependentes promove diminuição da adesividade e da agregação plaquetárias, lentificação do turn-over das plaquetas e normalização da atividade fibrinolítica endotelial.



Estudos controlados sugeriram que Gliclazida retarda a evolução da retinopatia diabética no estado não-proliferativo e não modifica a função renal que permanece normal ou estacionária e é acompanhada de uma diminuição significativa da proteinúria, paralelamente a um controle da pressão arterial e da glicemia.

Doenças relacionadas

Diabetes

Especialidades médicas

Endocrinologia

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04474.