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Princípio Ativo:Estradiol
Classe Terapêutica:Estrógenos Excluindo G3a, G3e, G3f
Lenzetto® é utilizado em mulheres na pós-menopausa com pelo menos 6 meses desde o último período menstrual natural.
Lenzetto® também pode ser usado em mulheres que fizeram cirurgia para remover seus ovários, pois isso causa menopausa imediata.
A experiência no tratamento de mulheres com mais de 65 anos é limitada.
Lenzetto® não é um contraceptivo.
Lenzetto® é uma terapia de reposição hormonal (TRH), pois contém um hormônio feminino do grupo de estrogênios, em uma solução em spray que contém pequenas quantidades de estradiol. Quando pulverizado sobre a pele, conforme indicado, o estradiol passa através da pele para a corrente sanguínea.
Não use Lenzetto® se alguma das seguintes situações se aplicar a você. Se você não tiver certeza de alguma das condições abaixo, converse com seu médico antes de usar este medicamento.
Se alguma das condições acima aparecer pela primeira vez enquanto estiver usando Lenzetto®, pare de usá-lo no mesmo momento e consulte seu médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Sempre use este medicamento exatamente conforme seu médico orientou. Verifique com seu médico ou farmacêutico se você não tiver certeza.
O seu médico procurará prescrever a dose mais baixa para tratar o seu sintoma pelo menor tempo necessário.
Durante o tratamento, o seu médico pode ajustar a dose de acordo com as suas necessidades individuais. Fale com o seu médico se achar que a dose é muito forte ou não for forte o suficiente.
Se você não fez uma histerectomia (cirurgia para a retirada do útero), seu médico prescreverá comprimidos contendo outro hormônio chamado progestágeno para compensar os efeitos dos estrogênios no revestimento do útero. O seu médico irá explicar como administrar estes comprimidos. Pode ocorrer sangramento de privação no final do período de tratamento com progestágeno.
Se você necessitar de cirurgia.
Se você estiver planejando uma cirurgia, fale ao seu cirurgião que você está utilizando Lenzetto®. Você pode precisar interromper o uso de Lenzetto® por cerca de 4 a 6 semanas antes da cirurgia para reduzir o risco de coágulo sanguíneo.
Pergunte ao seu médico quando você pode voltar a utilizar Lenzetto®.
O spray deve ser aplicado na pele seca e saudável do antebraço interno. Se isso não for possível, deve ser aplicado na parte interna da coxa.
Não aplique Lenzetto® nos seios ou em qualquer área próxima aos seios.
Não prepare o aplicador antes de cada dose; apenas prepare o aplicador uma vez antes de usar um novo frasco. Se você esquecer de tomar uma ou mais doses, prepare o aplicador conforme instruções dadas na seção “O que devo fazer quando me esquecer de usar o Lenzetto.”
Certifique-se de que a pele onde você deseja pulverizar o medicamento esteja limpa, seca e saudável.
Se for necessário um terceiro spray, mova o cone ao longo do seu braço novamente e pressione o botão para baixo uma vez.
Se o segundo ou terceiro spray não couber no mesmo antebraço interno, ou se você tiver problemas para colocar o cone nos antebraços internos, como mostra a Figura 3, ou se você tiver dificuldade em usá-lo no antebraço, também pode pulverizar no outro antebraço interno ou na superfície interna da coxa.
Quando você terminar de usar o Lenzetto®, sempre coloque a tampa de volta no frasco (Figura 4).
Se você utilizar o produto seguindo as instruções, ainda que existam diferentes formas e padrões de spray na sua pele cada dose irá liberar a mesma quantidade de ingredientes na sua pele.
Deixe o spray secar por pelo menos 2 minutos antes de se vestir e pelo menos 60 minutos antes de tomar banho ou lavar. Se você aplicar o spray Lenzetto® em outra área da pele como as mãos, lave a área com água e sabão imediatamente.
Lenzetto® não deve ser usado em pele machucada.
Lenzetto® não deve ser aplicado nas mamas nem ter contato com elas.
Não massageie ou esfregue Lenzetto® na pele.
Não permita que outras pessoas ou animais domésticos toquem na área da pele onde o spray foi aplicado até que ele tenha secado e coberto por roupas após 2 minutos da aplicação, se necessário.
Se outra pessoa (especialmente crianças) tocar acidentalmente a área da pele em que você aplicou Lenzetto®, diga a ela para lavar a área com água e sabão imediatamente.
O seu médico provavelmente iniciará com a dose mais baixa (um spray por dia) e você deve conversar com seu médico se o medicamento está funcionando para você. Se necessário, o seu médico pode aumentar a sua dose para a aplicação de dois sprays por dia. A dose diária máxima é a aplicação de 3 sprays.
Não use Lenzetto® por mais de 56 pulverizações (+3 pulverizações de preparação inicial), mesmo que o frasco não esteja completamente vazio. Se você fizer isso, pode não receber a dose correta.
Você pode marcar o número de pulverizações usadas na tabela impressa na lateral da caixa.
O número total de pulverizações (doses) prescritas pelo seu médico deve ser aplicado no mesmo horário todos os dias.
Converse com seu médico a cada 3-6 meses sobre quanto tempo você deve usar Lenzetto®. Você só deve usar Lenzetto® pelo tempo que você precisar para aliviar as ondas de calor associadas à menopausa.
O seu médico também explicará como parar de usar este medicamento quando o tratamento terminar.
Os filtros solares podem alterar a absorção de estrogênio do Lenzetto®.
Evite usar filtro solar na parte da pele em que você pretende pulverizar o produto. Entretanto, se você precisar utilizar protetor solar, este deve ser aplicado por pelo menos uma hora antes do uso de Lenzetto®.
Lenzetto® deve ser usado com cautela sob condições extremas de temperatura, como sauna ou banhos de sol.
Há dados limitados sugerindo que a taxa e extensão da absorção de Lenzetto® podem ser reduzidas em mulheres com sobrepeso e obesidade. Por favor, fale com o seu médico. Durante o tratamento, o seu médico pode ajustar a dose de acordo com as suas necessidades individuais.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido ou aberto.
Se você aplicar mais Lenzetto® do que lhe foi prescrito, ou se uma criança utilizar o medicamento acidentalmente, entre em contato com seu médico ou o hospital para se informar sobre o risco e orientação sobre as medidas a serem tomadas.
Se você aplicar mais Lenzetto® do que lhe foi prescrito, pode se sentir doente, vomitar e ter sangramento de privação (sangramento vaginal incomum).
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Se você esquecer de administrar Lenzetto® no horário habitual, pulverize o medicamento assim que se lembrar e depois, utilize-o normalmente no dia seguinte. Se estiver quase na hora da dose seguinte, aguarde e aplique a próxima dose como faria normalmente. Se você esquecer de aplicar uma ou mais doses será necessário preparar o frasco para aplicação com um spray com a tampa colocada. Não use uma dose duplicada para compensar uma dose esquecida.
Esquecer uma dose pode aumentar a probabilidade de sangramentos e escapes.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de usar Lenzetto®.
Informe o seu médico se você já teve algum dos seguintes problemas, antes de iniciar o tratamento, pois eles podem retornar ou piorar durante o tratamento com Lenzetto®.
Nota: Lenzetto® não é um contraceptivo. Se houver menos de 12 meses desde o seu último período menstrual ou se você tiver menos de 50 anos de idade, ainda será necessário usar métodos contraceptivos adicionais para evitar a gravidez. Fale com o seu médico para aconselhamento.
O uso da TRH somente com estrogênio aumentará o risco de espessamento excessivo do revestimento do útero (hiperplasia endometrial) e câncer do revestimento do útero (câncer endometrial).
Tomar um progestágeno em adição ao estrogênio por pelo menos 12 dias de cada ciclo de 28 dias protege você contra esse risco adicional. Portanto, seu médico prescreverá um progestágeno separadamente, se você ainda tiver seu útero.
Se o seu útero foi removido cirurgicamente (histerectomia), discuta com seu médico se você pode tomar com segurança este produto sem um progestágeno.
Nas mulheres que ainda têm um útero e que não usam TRH, em média, 5 em 1000 serão diagnosticadas com câncer de endométrio entre 50 e 65 anos.
Para mulheres de 50 a 65 anos que ainda têm um útero e que fazem TRH somente com estrogênio, entre 10 e 60 mulheres em 1.000 serão diagnosticadas com câncer endometrial (ou seja, entre 5 e 55 casos adicionais), dependendo da dose e por quanto tempo é tomado.
Lenzetto® contém uma dose mais alta de estrogênios do que outros produtos apenas para reposição hormonal de estrogênio. O risco de câncer de endométrio ao usar Lenzetto® em conjunto com um progestágeno não é conhecido.
Você terá um sangramento uma vez por mês (o chamado sangramento de privação) enquanto estiver usando Lenzetto® se ele for combinado com produto progestágeno administrado sequencialmente. Porém, se você tiver sangramento inesperado ou gotas de sangue (escape) além do sangramento mensal, que:
Consulte o seu médico o mais rápido possível.
As evidências sugerem que o uso combinado de estrogênio-progestágeno e possivelmente também da TRH apenas com estrogênio aumenta o risco de câncer de mama. O risco adicional depende de quanto tempo você toma a TRH. O risco adicional fica claro após 3 anos de uso. No entanto, ele volta ao normal dentro de alguns anos (no máximo 5) após a interrupção do tratamento. Após interromper a TRH, o risco extra diminuirá com o tempo, mas o risco pode persistir por 10 anos ou mais se você usar TRH por mais de 5 anos.
Para mulheres que tiveram seu útero removido e que usam apenas TRH com estrógenos por 5 anos, demonstra pouco ou nenhum aumento no risco de câncer de mama.
Adicionalmente, você pode ser aconselhada a participar de rastreamento mamográfico, quando solicitado. Em exames de mamografia, é importante que você informe ao profissional de saúde que está fazendo a radiografia que você usa a TRH, pois esse medicamento pode aumentar a densidade de suas mamas, o que pode afetar o resultado da mamografia.
Onde a densidade da mama é aumentada, a mamografia pode não detectar todos os nódulos.
O câncer de ovário é raro - muito mais raro que o câncer de mama. O uso de TRH somente estrogênica ou combinada com progestágeno tem sido associada a um risco ligeiramente aumentado de câncer de ovário.
O risco de câncer de ovário varia com a idade. Por exemplo, em mulheres de 50 a 54 anos que não fazem terapia de reposição hormonal, cerca de duas mulheres em 2000 serão diagnosticadas com câncer de ovário em um período de cinco anos. Para mulheres que fazem terapia de reposição hormonal há 5 anos, haverá cerca de 3 casos por 2000 usuários (ou seja, cerca de 1 caso adicional).
O risco de coágulos sanguíneos nas veias é cerca de 1,3 a 3 vezes maior em usuários de TRH do que em não usuários, especialmente durante o primeiro ano de uso.
Os coágulos sanguíneos podem ser graves e, se houver deslocamento para os pulmões, pode causar dor no peito, falta de ar, desmaio ou até morte.
É mais provável que você tenha um coágulo sanguíneo nas veias à medida que envelhece e se alguma das seguintes situações se aplicar a você. Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se aplicar a você:
Para sinais de coágulo sanguíneo, vide o item: Interrompa o uso de Lenzetto® e consulte um médico imediatamente.
Observando as mulheres na faixa dos 50 anos que não estavam usando TRH, em média, durante um período de 5 anos, espera-se que de 4 a 7 em 1000 tenham um coágulo sanguíneo na veia.
Para mulheres na faixa dos 50 anos que usam a TRH estrogênio-progestágeno por mais de 5 anos, haverá 9 a 12 casos em 1.000 usuárias (ou seja, 5 casos adicionais).
Para mulheres na faixa dos 50 anos que tiveram seu útero removido e usam TRH somente com estrogênio há mais de 5 anos, haverá de 5 a 8 casos em 1.000 usuários (ou seja, 1 caso adicional).
Não há evidências de que a TRH previne um ataque cardíaco.
Mulheres com mais de 60 anos que usam TRH estrogênio-progestágeno têm um pouco mais probabilidade de desenvolver doenças cardíacas do que aquelas que não usam TRH.
Para as mulheres que tiveram seu útero removido e estão usando terapia apenas com estrogênio, não há risco aumentado de desenvolver uma doença cardíaca.
O risco de derrame é cerca de 1,5 vezes maior em usuárias de TRH do que em não usuárias. O número de casos adicionais de acidente vascular cerebral devido ao uso da TRH aumentará com a idade.
Comparar: As mulheres na faixa dos 50 anos que não usam a TRH, em média, 8 em cada 1000 deverão ter um derrame durante um período de 5 anos. Para mulheres na faixa dos 50 anos que estão usando a TRH, haverá 11 casos em 1.000 usuárias, em cinco anos (ou seja, 3 casos adicionais).
A TRH não impedirá a perda de memória. Existem evidências de um risco maior de perda de memória em mulheres que começam a usar a TRH após os 65 anos de idade. Converse com seu médico para obter orientação.
O spray de estradiol pode ser acidentalmente transferido da pele para outras pessoas. Não permita que outras pessoas, especialmente crianças, entrem em contato com a área exposta da sua pele, cobrindo-a se necessário, após a secagem do spray aplicado. Se uma criança entrar em contato com a área onde Lenzetto® foi pulverizado, lave a pele da criança com água e sabão o mais rápido possível. Devido ao contato com estradiol as crianças pequenas podem apresentar sinais de puberdade que não são esperados (por exemplo, crescimento da mama). Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem quando as crianças não estiverem mais expostas ao estradiol.
Contate imediatamente o seu médico se houver quaisquer sinais e sintomas (desenvolvimento da mama ou outras alterações sexuais) em uma criança que possam ter ocorrido devido à exposição acidental ao Lenzetto®.
Não permita que os animais lambam ou toquem no braço onde Lenzetto® foi pulverizado. Pequenos animais de estimação podem ser especialmente sensíveis ao estrogênio do Lenzetto®.
Entre em contato com um veterinário se o animal apresentar aumento mamário/mamilo e/ou inchaço vulvar ou qualquer outro sinal de doença.
Líquidos à base de álcool são inflamáveis. Evite fogo, chamas ou fumar enquanto estiver aplicando o spray na sua pele e até o spray secar.
Este medicamento contém álcool.
Este medicamento contém álcool (etanol) e pode causar intoxicação, especialmente em crianças.
Lenzetto® é para ser usado apenas por mulheres na pós-menopausa. Se engravidar, pare de usar Lenzetto® e contate o seu médico.
Não use Lenzetto® enquanto estiver amamentando.
Lenzetto® não tem efeito conhecido sobre a capacidade de dirigir ou usar máquinas
Não descarte quaisquer medicamentos no esgoto ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como descartar os medicamentos que não usa mais. Essas medidas ajudarão a proteger o meio ambiente.
O uso da TRH acarreta riscos que precisam ser considerados ao decidir se você deve ou não começar a usá-lo.
A experiência no tratamento de mulheres com menopausa precoce (devido a insuficiência ovariana ou cirurgia) é limitada. Se você tiver uma menopausa precoce, os riscos de usar a TRH podem ser diferentes. Por favor, fale com o seu médico.
Antes de iniciar (ou reiniciar) a TRH, seu médico perguntará sobre seu histórico médico e o de sua família. O seu médico pode decidir realizar um exame físico. Isso pode incluir um exame das mamas e/ou um exame interno, se necessário.
Assim que tiver iniciado o uso de Lenzetto®, seu médico pode solicitar a realização de exames regulares (pelo menos uma vez por ano). Nesses exames, discuta com seu médico os benefícios e riscos de continuar com a medicação. Faça exames regulares das mamas, conforme recomendado pelo seu médico.
Como todos os medicamentos, Lenzetto® pode causar reações indesejadas, embora nem todas as pessoas os apresentem.
Alguns eventos adversos podem ser graves.
Se alguma das reações adversas se agravar ou se apresentar quaisquer efeitos indesejados não mencionados nesta bula, informe o seu médico ou farmacêutico.
Dor de cabeça, dor abdominal, náusea, erupção cutânea, prurido (coceira), sangramento uterino irregular ou sangramento vaginal, incluindo escapes, sensibilidade ou dor nas mamas, aumento ou diminuição de peso.
Reações de hipersensibilidade, humor deprimido, insônia (dificuldade para dormir), tontura, vertigem (sensação de tontura ou "girando"), distúrbios visuais, palpitações (sentindo as batidas do seu coração), diarreia, dispepsia (indigestão), aumento da pressão arterial, eritema nodoso (caracterizado por nódulos dolorosos avermelhados da pele), urticária (erupção cutânea ou nódulos gerais ou localizados), irritação da pele, inchaço devido à retenção de líquidos (edema), dor muscular, descoloração da mama, secreção mamária, pólipos (pequenos crescimentos) no útero ou no colo do útero, hiperplasia endometrial, cisto no ovário, inflamação dos órgãos genitais (vaginite), aumento das enzimas hepáticas e colesterol no sangue, dor nas axilas.
Ansiedade, diminuição ou aumento do desejo sexual, enxaqueca, intolerância a lentes de contato, inchaço, vômito, aumento de pelos no corpo, acne, cãibras musculares, menstruação dolorosa, sangramento vaginal, síndrome pré-menstrual, aumento dos seios, fadiga.
Queda acentuada de cabelos (alopecia), cloasma (manchas de pigmento marrom dourado, as chamadas "manchas de gravidez", especialmente na face), descoloração da pele.
Reação alérgica grave que causa inchaço da face ou garganta (angioedema), reações anafilactóides/anafiláticas (reação alérgica grave que causa dificuldade em respirar ou tonturas), intolerância à glicose, depressão, distúrbios de humor, irritabilidade, agravamento da coreia (dança de São Vito), agravamento da epilepsia, demência, agravamento da asma, doença da vesícula biliar, amarelamento da pele (icterícia), inflamação do pâncreas, neoplasia benigna do músculo liso do útero, diversos distúrbios da pele tais como: descoloração da pele, especialmente da face ou pescoço, conhecidos como “manchas gestacionais”(cloasma); nódulos avermelhados dolorosos da pele (eritema nodoso); erupção cutânea com vermelhidão ou feridas em forma de alvo (eritema multiforme), erupção hemorrágica, queda de cabelos, dor nas articulações, secreção de leite da mama, nódulos nas mamas, aumento no tamanho da neoplasia benigna do músculo liso do útero, alterações na secreção e no revestimento interno do colo do útero, inflamação da vagina, infecções fúngicas na vagina (candidíase vaginal), nível anormalmente baixo de cálcio no sangue.
Se tiver efeitos colaterais, fale com o seu médico ou farmacêutico. Isto inclui quaisquer efeitos indesejáveis possíveis não mencionados nesta bula. Ao relatar as reações adversas, você pode ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Atenção: esta é uma nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
Informe ao seu médico se estiver utilizando ou utilizado recentemente ou se vier a utilizar outros medicamentos.
Não se sabe se pode ocorrer um aumento da enzima hepática ALT quando se utiliza Lenzetto® com este regime de associação do VHC. O seu médico irá aconselhá-la.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
Se você precisar de um exame de sangue, informe o seu médico ou a equipe do laboratório que você está usando Lenzetto®, uma vez que este medicamento pode afetar os resultados de alguns testes.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
1 frasco spray com 6,5 mL de solução, que fornece 56 pulverizações.
Uso transdérmico.
Uso adulto.
O estudo KLIM/PD/8/USA comparou a eficácia de diferentes doses de 17 beta-estradiol (E2) no alívio dos sintomas vasomotores em mulheres na pós-menopausa. Tratou-se de estudo multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado, com 333 mulheres na pós menopausa, idade entre 40 e 60 anos, com fogachos moderados a intensos (> 56 fogachos/semana) e que foram randomizadas para tratamento com E2 0,25 mg (n=68), E2 0,5 mg (n=64), E2 1 mg (n=67) ou E2 2 mg (n=68) por via oral ou placebo durante 12 semanas de tratamento. Foram analisadas as variações do número de fogachos moderados a intensos, assim como o Escore Ponderado de Fogacho Semanal (EPFS) entre o período basal e as semanas 4, 8 e 12 de tratamento. Na 12ª semana de tratamento, todas as doses de E2, exceto 0,25 mg, foram significativamente superiores ao placebo na diminuição da frequência e intensidade dos fogachos (p<0,001). O presente estudo constatou que a redução dos sintomas vasomotores com doses de E2 variando de 0,25 mg a 2 mg seguiu uma curva de resposta linear dose-dependende. Ficou demonstrada a eficácia da dose de 1 mg de E2 sem a administração concomitante de NETA (acetato de noretisterona) no alívio dos sintomas vasomotores (Notelovitz et al, 2000 p.726-31).
Um estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico, de grupos paralelos investigou os efeitos do 17 beta-estradiol (E2) sobre a citologia epitelial vaginal e nos sintomas de atrofia vulvovaginal. Cento e quarenta e cinco mulheres na pósmenopausa com idade entre 40 e 60 anos receberem E2 (1mg ou 0,5 mg) ou placebo durante 12 semanas. Os resultados mostraram que ao final do tratamento ambas as doses de E2 foram significativamente superiores ao placebo no aumento da maturação do epitélio vaginal (E2 1 mg vs. placebo, p = 0,001 e E2 0,5 mg vs. placebo, p = 0,004). O percentual de células parabasais, intermediárias e superficiais no grupo E2 1 mg foi 0%, 78,5% e 21,5%; no grupo E2 0,5 mg foi 0,3%, 80,8% e 18,9% e no grupo placebo foi 15,2%, 74,7% e 10,2%, respectivamente. Os resultados mostraram que ambos os regimes de baixa dose foram efetivos na melhora do trofismo vaginal (Notelovitz et al, 2000 p.310-17).
O estudo KLIM/PD/11/USA avaliou a eficácia e a segurança do 17 beta-estradiol (E2) isolado ou associado ao acetato de noretisterona (NETA) em comparação ao placebo na prevenção da perda óssea em mulheres na pós-menopausa. Em estudo multicêntrico de 2 anos, duplo-cego, controlado por placebo, 327 mulheres foram randomizados em sete grupos: placebo, E2 0,25 mg, E2 0,5 mg, E2 1 mg, E2 1 mg + NETA 0,25 mg, E2 1 mg + NETA 0,5 mg, ou E2 2 mg + NETA 1 mg. A densidade mineral óssea (DMO) da coluna lombar e do colo de fêmur foi avaliada pela absorciometria de dupla energia de raios-x (DEXA), na triagem e aos 13, 19 e 26 meses. Marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo (fosfatase óssea alcalina específica e piridinolina e desoxipiridinolina urinárias) foram medidos no início do estudo, e aos 3, 6, 13, 19, e 26 meses. A DMO na coluna lombar diminuiu 2,3% no grupo placebo. Todas as doses de E2 sem oposição, impediram a perda de massa óssea na coluna e no quadril. A dose de 1,0 mg de E2 promoveu aumento significativo na DMO da coluna lombar e no trocânter (2,7% e 2,6%, respectivamente), em comparação ao momento basal. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas na variação percentual média da DMO da coluna lombar com todas as doses de E2 isolado em comparação ao placebo: 2,7%, 4,6% e 5,0% para E2 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, respectivamente. Comparado com placebo, nas mulheres que receberam tratamento ativo foram observadas maiores reduções nos marcadores de reabsorção óssea, evidenciando o efeito anti-reabsortivo do 17 beta-estradiol. (Greenwald et al, 2005)
Referências:
1. Notelovitz M, Lenihan JP Jr, McDermott M, Keber IJ, Nanavati N, Arce JC. Initial 17b estradiol dose for treating vasomotor symptoms. Obstet Gyencol 2000;95:726-31.
2. Notelovitz M, Mattox JH. Suppression of vasomotor and vulvovaginal symptoms with continuous oral 17beta-estradiol. Menopause. 2000 Sep- Oct;7(5):310-7.
3. Greenwald MW, Gluck OS, Lang E, Rakov V. Oral hormone therapy with 17b-estradiol and 17b-estradiol in combination with norethindrone acetate in the prevention of bone loss in early postmenopausal women: dose-dependent effects. Menopause 2005; 12(6): 741-748.
Os sintomas da menopausa foram reduzidos nas primeiras semanas de tratamento.
A deficiência de estrogênio na menopausa aumenta a desintegração óssea e diminui a massa óssea. O efeito do estrogênio sobre a densidade mineral óssea (DMO) depende da dose. A proteção parece ser eficiente conforme o tratamento é continuado. Após a interrupção da terapia de reposição hormonal, a massa óssea diminui como na mulher sem terapia de reposição hormonal.
O estudo WHI (Womens’s Health Initiative) e estudos de meta-análise mostraram que em mulheres sadias, a terapia de reposição hormonal (tanto com estrogênio isolado quanto com tratamento combinado) reduz a incidência de fraturas pélvicas, vertebrais lombares e outras fraturas osteoporóticas. A terapia de reposição hormonal pode também prevenir fraturas ósseas em mulheres com densidade mineral óssea baixa ou osteoporose, embora haja poucas evidências sobre esse efeito.
Referências bibliográficas:
1. Hirvonen E et al. Transdermal oestradiol gel in the treatment of the climacterium: a comparison with oral therapy. Br J of Obstet Gynaecol 1997;104:19-25.
2. Hirvonen E et al. Effects of transdermal oestrogen therapy in postmenopausal women: a comparative study of an oestradiol gel and an oestradiol delivering patch. Br J of Obstet Gynaecol 1997; 104: 16-31.
3. Writing group for the women`s health initiative investigators. Risks and benefits of estrogen plus progestin in healthy postmenopausal women: Principal results from the women`s health intiative randomized controlled trial. JAMA 2002;288:321–33.
A terapia de reposição hormonal compensa de maneira efetiva a falta de estrogênio endógeno na maioria das mulheres pós-menopausadas. A administração transdérmica de estradiol tem se mostrado eficaz no tratamento dos sintomas da menopausa e, em doses de 50 mcg/dia ou mais, na prevenção da perda óssea após a menopausa.1, 2, 3, 4, 5
Em mulheres pós-menopausadas, Estradiol Hemi-Hidratado aumenta os níveis de estradiol para níveis da fase folicular inicial e média, com consequente diminuição significante nos fogachos, melhora do índice de Kupperman e da citologia vaginal.1, 6, 7
Em um estudo prospectivo, duplo-cego, randomizado, controlado com placebo em mulheres pósmenopausadas apresentando oito ou mais episódios de fogacho moderado a grave por dia, o tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado 50 ou Estradiol Hemi-Hidratado 100 resultou em redução estatisticamente significante dos fogachos moderados a graves, assim como de todos os fogachos, em comparação com placebo.8 O tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado 100 resultou em 92% de redução na frequência de todos os fogachos, com Estradiol Hemi-Hidratado 50 em redução de 86% na frequência de todos os fogachos e a resposta com placebo foi de 55%. A proporção de pacientes livres de sintomas em 9 a 12 semanas de tratamento foi 38% e 37%, respectivamente para o tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado e 5% para placebo.
Em um estudo prospectivo, duplo-cego, randomizado, controlado com placebo em mulheres pósmenopausadas saudáveis, o tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado 50 ou Estradiol Hemi-Hidratado 100 resultou em aumentos estatisticamente significantes da densidade mineral óssea na coluna lombar, rádio distal e quadril.6 A variação média na densidade mineral óssea da coluna lombar após dois anos de tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado 50 foi mais 6,2% versus placebo e mais 4,1% em relação à linha de base. Repetidas análises de variância mostraram mudanças estatisticamente significantes em relação ao placebo no 6º mês de tratamento e em diante. A mudança média na densidade mineral óssea com Estradiol Hemi-Hidratado 100 foi mais 7,4% versus placebo e 5,3% em relação à linha de base.8
Referências
1. RWJPRI Clinical and statistical report. A Randomized, placebo-controlled, double blind, comparative trial to evaluate the efficacy and safety of a transdermal estrogen HRT for the prevention of postmenopausal osteoporosis. (Protocol CC 2567-T-136) Doc ID 458492:1. Department Number MR-97808.
2. Lufkin EG, Wahner HW, O’Fallon WM, et al. Treatment of postmenopausal osteoporosis with transdermal estrogen. Annals of Internal Medicine, 117:1, 1-9.
3. Stevenson JC, Cust MP, Gangar KF, Hillard TC, et al. Effects of transdermal versus oral hormone replacement therapy on bone density in spine and proximal femur in postmenopausal women. Lancet 1990; 336: 265-9.
4. Hillard TC, Whiteroft SJ, March MS, Ellerington MC, et al. Long-term effects of transdermal and oral hormone replacement therapy on postmenopausal bone loss. Osteoporosis Int. 1994; 4:341-8.
5. Ribot C, Tremollieres F, Pouilles JM, et al. Preventive effects of transdermal administration of 17 b-estradiol on postmenopausal bone loss: a 2-year prospective study. Obstetrics & Gynecology. 1990; Vol. 75, No. 4(S) 4.
6. Balfour JA, Heel RC. Transdermal estradiol: A review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties, and therapeutic efficacy in the treatment of menopausal complaints. Drugs 1990; 40:561-582.
7. Kiel DP, Felson DT, Anderson JJ, et al. Hip fracture and the use of estrogens in postmenopausal women: the Framingham study. N Engl J Med 1987; 317:1169-74.
8. Grady D, Rubin, Petitti, Fox, et al. Hormone therapy to prevent disease and prolong life in postmenopausal women. Ann Intern Med 1992; 117: 1016-37.
A substância ativa de Estradiol é o 17-betaestradiol, que é química e biologicamente idêntico ao 17-betaestradiol endógeno humano. O 17-beta-estradiol induz e mantém as características sexuais primárias e secundárias. O efeito biológico do 17-betaestradiol ocorre através de receptores estrogênicos específicos. O complexo receptor-esteroide liga-se ao DNA celular e induz a síntese de proteínas específicas. O estradiol exerce influência sobre processos metabólicos, por exemplo, redução dos níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL) e aumento dos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL) e de triglicérides.
O 17-betaestradiol suprime as gonadotrofinas hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH). Os estrogênios aliviam os sintomas da deficiência estrogênica na mulher na pós-menopausa e previnem a perda óssea decorrente da menopausa ou da ovariectomia. O alívio dos sintomas da menopausa é atingido durante as primeiras semanas de tratamento e o efeito dos estrogênios sobre a densidade mineral óssea é dose-dependente. O estudo WHI e estudos de meta-análise demonstraram que o uso corrente de TH isolada ou combinada com um progestagênio, administrada predominantemente em mulheres saudáveis, reduz o risco de fraturas no quadril, nas vértebras e outras fraturas osteoporóticas.
O princípio ativo de Estradiol é o 17-betaestradiol micronizado, que é rapidamente e eficientemente absorvido após administração oral, no trato gastrintestinal, atingindo o pico da concentração plasmática em aproximadamente cinco horas. A meia-vida do 17 betaestradiol é de aproximadamente 15 horas. O 17-betaestradiol liga-se às proteínas plasmáticas a uma taxa maior do que 90% e a sua concentração plasmática, no estado de equilíbrio, está entre 70 pg/mL e 100 pg/mL. O 17-betaestradiol aumenta a síntese celular de cromatina, de RNA e de algumas proteínas nos tecidos-alvo. O metabolismo principal do estradiol se dá no fígado e intestino, mas também em órgãosalvo, e envolve a formação de metabólitos menos ativos ou inativos, incluindo a estrona, que é posteriormente convertida a estriol. Os estrogênios são excretados com a bile, onde são hidrolisados e reabsorvidos (circulação êntero-hepática), sendo eliminados principalmente na urina (> 90%) como glicuronídeos (forma biologicamente inativa) e sulfatos conjugados ou nas fezes (< 10%) na grande maioria como não conjugados. Estrogênios também são secretados no leite materno.
Grupo farmacoterapêutico: estrogênios naturais semissintéticos, cógido ATC: G03CA03.
O valerato de estradiol é um 17ß-estradiol sintético, que é quimicamente e biologicamente idêntico ao estradiol natural.
É usado para repor a produção reduzida de estrogênio na mulher na pós-menopausa e aliviar os sintomas da menopausa. Os estrogênios previnem a osteoporose na pós-menopausa e após anexectomia.
Estradiol é um gel de estradiol de base alcoólica. Quando aplicado na pele, o álcool evapora rapidamente e o estradiol é absorvido através da pele passando para a circulação. As flutuações nas concentrações plasmáticas de estrogênio são menos pronunciadas após o tratamento estrogênico percutâneo porque o estrogênio é armazenado na pele, de onde é gradualmente liberado para a circulação. Além disso, a administração percutânea de estradiol evita o metabolismo de primeira passagem pelo fígado.
Após a administração percutânea de Estradiol nas doses de 0,5; 1,0 e 1,5 mg de estradiol, as concentrações de estrogênio no plasma foram as seguintes:
| Dose de Estradiol | Cmax (pmol/L) | Cmédia (pmol/L) | Cmin (pmol/L) |
| 0,5 mg | 143 | 75 | 92 |
| 1,0 mg | 247 | 124 | 101 |
| 1,5 mg | 582 | 210 | 152 |
Durante o tratamento com Estradiol, a razão estradiol/estrona permanece no nível de 0,4-0,7, enquanto que, durante o tratamento por via oral, essa razão geralmente é reduzida para menos que 0,2. A biodisponibilidade de Estradiol no estado de equilíbrio é de 82%, comparada com a dose oral equivalente de valerato de estradiol. Por outro lado, o metabolismo e a excreção do estradiol percutâneo são similares aos apresentados pelos estrogênios naturais.
O estradiol é um hormônio sexual natural feminino bem definido clinicamente. Testes de irritação da pele em coelhos e cobaias demonstraram que Estradiol, muito raramente, causa irritação branda, que pode ser reduzida alterando-se diariamente o local de aplicação. Em estudos clínicos, a irritação da pele foi um evento muito raro.
Em geral, os estrogênios são rapidamente absorvidos a partir do trato gastrintestinal e através da pele e mucosas. A absorção digestiva é imediata e completa. A absorção transdérmica dos estrogênios é suficiente para provocar um efeito sistêmico.
A inativação dos estrogênios é feita principalmente pelo fígado. Consequentemente, a limitada eficácia oral dos estrogênios é relacionada ao metabolismo de primeira passagem hepática e não a uma má absorção.
Certa proporção de estrogênio é excretada na bile e então reabsorvida no intestino. Durante esta circulação entero-hepática, o estradiol é rapidamente oxidado em estrona, farmacologicamente menos ativa, a qual pode, ao seu turno, ser hidrolisada para formar o estriol (também menos ativo farmacologicamente que o estradiol). O estradiol circula no sangue em associação com a globulina transportadora dos hormônios sexuais e da albumina.
Com o Estradiol Hemi-Hidratado, as concentrações séricas fisiológicas do estradiol são atingidas cerca de quatro horas após a aplicação sobre a pele. A partir de 10 horas os níveis séricos de estradiol permanecem estáveis e a níveis fisiológicos durante a duração da aplicação (3 - 4 dias).
Vinte e quatro horas após a remoção do adesivo transdérmico as concentrações de estradiol retornam aos níveis basais.
O estradiol é um hormônio estrogênico natural. Ele é formado nos folículos ovarianos sob a influência da hipófise. Na mulher ele estimula os órgãos reprodutivos acessórios e provoca o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários da puberdade. Ele também é responsável pelas modificações no endométrio durante a primeira metade do ciclo menstrual.
O estradiol é rápida e completamente absorvido a partir do trato gastrintestinal e através da pele e mucosas. O metabolismo é fundamentalmente hepático. A excreção dos metabólitos menos ativos, principalmente estrona e estriol, se faz pela via urinária.
Estradiol Hemi-Hidratado libera estradiol na circulação, pela via transdérmica, em quantidades fisiológicas. Nas mulheres na menopausa, Estradiol Hemi-Hidratado eleva os níveis de estradiol até os níveis encontrados nas etapas inicial e intermediária da fase folicular. A via transdérmica evita o efeito da primeira passagem hepática que ocorre quando da administração oral de estrogênios. Ao contrário do que acontece com os estrogênios orais, a estimulação da síntese de proteínas hepáticas é amplamente evitada e, consequentemente, não existe uma ação sobre os níveis circulantes do substrato da renina e das globulinas transportadoras dos hormônios tireoideanos, hormônios sexuais e cortisol. Os fatores de coagulação também parecem não ser afetados. O estradiol transdérmico não altera os níveis circulantes de renina.
Foi demonstrado que a administração de estradiol por via transdérmica a longo prazo (2 anos) resulta em um aumento da densidade mineral óssea, enquanto que uma diminuição significativa é observada em mulheres não tratadas. Também foi observada uma diminuição dos níveis de osteocalcina, da relação cálcio/creatinina urinária e da hidroxiprolina.
Outros estudos mostram que pequenas doses de estradiol, administradas pela via transdérmica em associação com progestogênios, são suficientes para prevenir a reabsorção óssea da menopausa. O estradiol exerce uma ação direta sobre os osteoblastos através de seus receptores e ao mesmo tempo, inibe a reabsorção óssea.
Estudos com o estradiol têm mostrado uma diminuição significativa dos fogachos, uma melhora do índice de Kupperman e da citologia vaginal.
A tolerância local do estradiol tem sido muito boa. A matriz adesiva utilizada tem um baixo índice de irritabilidade.
O uso contínuo de Estradiol Hemi-Hidratado para o tratamento de sintomas vasomotores foi avaliado em um estudo Fase III, randomizado, duplo-cego, controlados por placebo (N93-012). Mulheres pós-menopáusicas foram tratadas com Estradiol Hemi-Hidratado 50 mcg (n=51), Estradiol Hemi-Hidratado 100 mcg ( n=51) ou placebo (n=52) por três ciclos de 28 dias. Progestágeno foi administrado àquelas mulheres não histerectomizadas por ao menos 12 dias ao final do estudo.
Os sintomas vasomotores (fogachos, incluindo sudorese noturna) foram registrados diariamente no prontuário do indivíduo. A incidência de fogacho foi avaliada ao final de cada ciclo de 28 dias, durante os três ciclos. O maior decréscimo mensal na incidência média de fogachos foi observado durante o primeiro ciclo de tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado (de 12 para 5,9 fogachos por dia no grupo tratado com 50 mcg e de 12,8 para 4,5 fogachos por dia no grupo tratado com 100 mcg) (Tabela 1).
Tabela 1: Número de fogachos por dia (Estudo N93-012)
| Ciclo |
Estradiol Hemi-Hidratado |
Placebo | ||||
| 50 mcg | 100 mcg | |||||
| Fogachos por dia | ||||||
| Valor | Mudança em relação à linha de base | Valor | Mudança em relação à linha de base | Valor |
Mudança em relação à linha de base |
|
| Linha de Base | ||||||
|
n |
51 | -- | 51 | -- | 52 | -- |
|
Média (DP) |
12,0 (4,4) | 12,8 (6,7) | 12,5 (4,3) | |||
|
Ciclo 1 |
||||||
| n | 51 | 51 | 50 | 50 | 52 | 52 |
|
Média (DP) |
5,9 (4,2) | -6,1 (4,5) | 4,5 (4,5) | -8,2 (4,8) | 8,4 (4,8) |
-4,1 (3,6) |
|
Ciclo 2 |
||||||
|
n |
47 | 47 | 45 | 45 | 44 |
44 |
| Média (DP) | 2,4 (3,7) | -9,7 (5,4)* | 1,4 (2,5) | -11,6 (5,7)* | 6,9 (4,6) | -5,7 (3,2) |
|
Ciclo 3 |
||||||
|
n |
45 | 45 | 43 | 43 | 40 |
40 |
| Média (DP) | 1,6 (2,4) | -10,6 (5,0)* | 1,1 (2,0) | -11,9 (6,2) | 5,5 (3,7) | -6,4 (3,5) |
n: número de indivíduos com dados.
DP: desvio padrão.
Mudança em relação à linha de base estatisticamente diferente do placebo, p <0,001.
O número médio de fogachos por dia está apresentado por ciclo na Figura 1.
Figura 1: Número médio de fogachos por dia (Estudo N93-012)
BL: linha de base.
O uso cíclico de Estradiol Hemi-Hidratado (3 semanas de uso seguidas pelo período de intervalo de 7 dias) para o tratamento de sintomas vasomotores foi avaliado em um estudo aberto Fase III (CC 2567-T-123).
Mulheres pós-menopausadas foram tratadas com ciclos de Estradiol Hemi-Hidratado 50 mcg por seis ciclos de 28 dias (n=94). A critério do investigador, foram prescritos 0,35 mg/dia de noretisterona via oral. O maior decréscimo mensal na incidência média de fogachos foi observado durante o primeiro ciclo de tratamento com Estradiol Hemi-Hidratado (de 9,1 para 2,3 fogachos por dia).
O número médio de fogachos por dia está apresentado por ciclo na Figura 2.
Figura 2: Número médio de fogachos por dia (Estudo CC 2567-T-123)
BL: linha de base.
O uso contínuo de Estradiol Hemi-Hidratado para o tratamento de atrofia urogenital foi avaliado em um estudo Fase III, randomizado, duplo-cego, controlados por placebo (N93-012). Mulheres pós-menopáusicas foram tratadas com Estradiol Hemi-Hidratado 50 mcg (n=51), Estradiol Hemi-Hidratado 100 mcg ( n=51) ou placebo (n=52). A citologia vaginal foi avaliada antes do início do tratamento e após 12 semanas. Estradiol Hemi-Hidratado 50 mcg e 100 mcg induziram a regeneração do epitélio urogenital pós-menopáusico atrofiado na semana 12. Pontos anteriores não foram investigados.
O uso contínuo de Estradiol Hemi-Hidratado para a prevenção de osteoporose foi avaliado em um estudo Fase IIIb, randomizado, duplo-cego, controlados por placebo (CC 2567-T-136). Mulheres pós-menopáusicas e histerectomizadas foram tratadas com Estradiol Hemi-Hidratado 50 mcg (n=54), Estradiol Hemi-Hidratado 100 mcg (n=53) ou placebo (n=53) por 24 meses. Todos os indivíduos receberam 500 mg/dia de cálcio.
A densidade mineral óssea foi medida a cada 6 meses. As alterações em relação à linha de base na densidade mineral óssea da coluna lombar (variação primária) foi estatística e significativamente diferente do placebo para ambos os grupos de doses de Estradiol Hemi-Hidratado, a partir do 6º mês, p <0,05.
A porcentagem de alteração em relação à linha de base da densidade mineral óssea da coluna lombar é apresentada na Figura 3.
Figura 3: Densidade mineral óssea da coluna lombar: % de mudança em relação à linha de base (±SEM) (Estudo CC 2567-T-136)
BMD: Densidade mineral óssea.
E-100: Estradiol Hemi-Hidratado 100 mcg.
E-50: Estradiol Hemi-Hidratado 50 mcg.
SEM: Média de erro padrão.
O estradiol é um estrogênio natural em seres humanos e em animais. O etinilestradiol (EE), um estrogênio sintético amplamente utilizado, é muito semelhante ao estradiol em termos de ação estrogênica, mas mais potente e, portanto, potencialmente mais tóxico que o estradiol. Estudos de toxicidade aguda de EE foram realizados em camundongos, ratos e cães. Os valores de DL50 em ratos foram calculados como 5,3 g/kg para machos e 3,2 g/kg para fêmeas. No cão, após doses únicas de até 5,0 g/kg não foi observada mortalidade. As doses representam aproximadamente 50.000 a 78.000 vezes a dose clínica projetada. Em estudos crônicos e de carcinogenicidade de estrogênios em roedores, uma exacerbação dos efeitos farmacológicos é observada. Em estudos de toxicidade com administração crônica, as diferenças entre as espécies em relação à regulação hormonal e metabolismo são cruciais. Portanto, a extrapolação de estudos em animais para a situação em humanos requer uma consideração cuidadosa das diferenças de espécies. O estradiol não induziu aberrações cromossômicas em células da medula óssea de camundongos tratados in vivo. Nucleotídeos não usuais foram encontrados no DNA do rim de hamsteres tratados. Ele induziu micronúcleo, mas não aneuploidia, aberrações cromossômicas ou troca de cromátides irmãs em células humanas in vitro. Em células de roedores ele induziu o aneuploidia e síntese não programada de DNA, mas não mutagenicidade e não induziu quebras nas bandas de DNA ou trocas de cromátides irmãs. Ele não foi mutagênico para bactérias. Há vários estudos que mostram os efeitos embriotóxicos da estrona em ratos e camundongos e redução dose-dependente da fertilidade em ratos. Estes efeitos estão relacionados de forma evidente com a ação hormonal.
Os estudos de toxicidade foram realizados com Estradiol Hemi-Hidratado e envolveram estudos de irritação cutânea subcrônica em coelhos e testes de sensibilização cutânea em porquinhos-da-índia.
Os estudos mostram que o adesivo de estradiol transdérmico é um irritante e que o estradiol contribui para a irritação. É reconhecido que os estudos em coelhos são mais que preditivos da irritação da pele que ocorre em humanos.
O teste de sensibilização cutânea mostra que Estradiol Hemi-Hidratado não é um sensibilizante da pele.
1,53 mg de estradiol (equivalente a 1,58 mg de estradiol hemi-hidratado).
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O conteúdo desta bula foi extraído manualmente da bula original, sob supervisão técnica do(a) farmacêutica responsável: Karime Halmenschlager Sleiman (CRF- PR 39421). Última atualização: 18 de Março de 2025.