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Milgamma

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Bula do Milgamma

Milgamma é usado para o tratamento da polineuropatia sintomática associada ao diabetes e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que se manifestam principalmente na forma de dores e sensações de formigamento nas pernas em pacientes diabéticos e alcoólicos, respectivamente.

Como este medicamento funciona?

Milgamma é um profármaco da vitamina B1, que é uma substância essencial e desempenha um papel vital nos processos metabólicos do organismo.
A benfotiamina ajuda a prevenir as conseqüências danosas dos níveis aumentados de glicose em pacientes diabéticos, inibindo o acúmulo de substâncias tóxicas e reduzindo os principais sintomas da polineuropatia diabética como as dores e sensações de formigamento nas pernas.

Milgamma também apresenta efeitos benéficos em casos de polineuropatia alcoólica.

A melhora dos sintomas é observada após aproximadamente 3 semanas do início do uso do medicamento, sendo mais acentuada após a 6a semana de tratamento.

Não utilize Milgamma se você já teve qualquer alergia ou alguma reação incomum a qualquer um dos componentes da fórmula do produto.

As informações a seguir devem ser aplicadas, exceto se seu médico tiver prescrito Milgamma de outra forma. Siga as instruções para uso já que, do contrário, o medicamento poderá não agir conforme o esperado.

Adultos 

Exceto se prescrito em outra dose, o início do tratamento deve ser feito com:

  • 300 mg a 450 mg de benfotiamina por dia, dependendo da gravidade da neuropatia, durante pelo menos 4 a 8 semanas (1 drágea de Milgamma 150 mg, 2 a 3 vezes ao dia).

Após este período inicial, o tratamento de manutenção deve ser baseado na resposta terapêutica. Exceto se prescrito em outra dose, recomenda-se:

  •  150 mg de benfotiamina ao dia (1 drágea de Milgamma 150 mg, uma vez ao dia).

Idosos

Não há necessidade de ajuste de dose em pacientes idosos.

Pacientes com comprometimento renal

Não há necessidade de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.

Pacientes com comprometimento hepático

Não há necessidade de ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática.

Duração de uso

A duração da administração de Milgamma é determinada pela resposta terapêutica.

O que devo fazer quando me esquecer de tomar este medicamento?

Continue tomando Milgamma como antes, nos horários habituais e tente sempre tomá-lo regularmente.

Atenção

  • Tome as drágeas com um copo de água, independentemente das refeições.
  • Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
  • Tome Milgamma seguindo rigorosamente as instruções desta bula. Você deve confirmar com seu médico se não tiver certeza.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas e por crianças e jovens com idade inferior a 18 anos sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Assim como qualquer medicamento, Milgamma pode ter efeitos colaterais que podem não ocorrer em todas as pessoas em tratamento com ele.

Os seguintes dados de freqüência formam a base para a avaliação dos efeitos colaterais:

Muito Comum:

Mais de 1 a cada 10 pacientes tratados

Comum

Menos de 1 em 10, porém mais de 1 a cada 100 pacientes tratados

Ocasional

Menos de 1 em 100, porém mais de 1 a cada 1.000 pacientes tratados

Raro

Menos de 1 em 1.000, porém mais de 1 a cada 10.000 pacientes tratados

Muito Raro

Menos de 1 a cada 10.000 pacientes tratados, inclusive casos desconhecidos

Efeitos colaterais ou sinais significativos aos quais você deve estar atento e tomar providências quando você for afetado:

Se você tiver qualquer um dos efeitos colaterais listados abaixo, pare de tomar MILGAMMA e consulte seu médico assim que possível.

Transtornos do sistema imunológico:

Muito raros: Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas, urticária, reações anafiláticas.

Transtornos gastrintestinais:

Nos estudos clínicos com a benfotiamina, transtornos gastrintestinais como náuseas e outras queixas gastrintestinais foram documentadas em casos isolados. Entretanto, a freqüência não foi significantemente diferente daquela dos grupos tratados com placebo. Uma relação causal com a benfotiamina ainda não foi suficientemente elucidada e pode ser dose- dependente.

Junto com os efeitos necessários para seu tratamento, os medicamentos podem causar efeitos não desejados. Apesar de nem todos estes efeitos colaterais ocorrerem, você deve procurar atendimento médico caso algum deles ocorra.

Uso durante a gravidez e amamentação

Não existe nenhum dado disponível sobre o uso da benfotiamina na gravidez e durante a lactação. Embora efeitos danosos não tenham sido constatados, ainda assim Milgamma não deve ser usado durante a gravidez e lactação.
Se você estiver grávida, o uso deste medicamento só será justificável para o tratamento de uma deficiência documentada de vitamina B1. Portanto, você deverá usar Milgamma somente se seu médico considerar inquestionavelmente necessário.

A vitamina B1 passa para o leite materno. Se você estiver amamentando, a ingestão deste medicamento somente será justificável para o tratamento de deficiência documentada de vitamina B1. Portanto, você deverá usar o Milgamma somente se seu médico considerar inquestionavelmente necessário.

Uso em crianças

A segurança e a eficácia em crianças e adolescentes de até 18 anos não foram estabelecidas.

Idosos

Esquemas normais de dosagem são recomendados para o idoso.

Cada drágea de Milgamma 150 mg contém

Benfotiamina 150 mg

Componentes inativos: celulose microcristalina, talco, povidona, dióxido de silício coloidal, gordura hidrogenada, croscarmelose sódica, goma laca, sacarose, carbonato de cálcio, dióxido de titânio, goma arábica, amido de milho, glicerol, macrogol, polissorbato 80, cera montanglicol, água e álcool etílico.

Pelo fato de a administração ser por via oral e pela grande variedade de doses, os sintomas de superdose são desconhecidos até o momento.

O que fazer antes de procurar auxílio médico?

Deve-se evitar a provocação de vômitos e a ingestão de alimentos ou bebidas. O mais indicado é procurar um serviço médico, tendo em mãos a embalagem do produto e, de preferência, sabendo-se a quantidade exata de medicamento ingerida. Pode-se, alternativamente, solicitar auxílio ao Centro de Assistência Toxicológica da região, o qual deve fornecer as orientações para a superdose em questão.

Até o momento, não houve relato de interações medicamentosas ou de interações com alimentos com Benfotiamina (substância ativa deste medicamento).

A tiamina é desativada pelo 5-fluorouracil uma vez que o 5-fluorouracil inibe competitivamente a fosforilação da tiamina a tiamina pirofosfato.

Interações medicamento-exame laboratorial

Nos estudos clínicos realizados com Benfotiamina (substância ativa deste medicamento), não foram observadas alterações nos exames laboratoriais avaliados (glicemia, hemoglobina glicada, enzimas hepáticas, ureia, creatinina, hemograma, sódio, potássio, proteínas plasmáticas, proteinúria).

Até o momento, não houve relato de outras interações medicamentosas ou de interações com alimentos com Benfotiamina (substância ativa deste medicamento).

Resultados da eficácia

A eficácia da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) foi avaliada em pacientes diabéticos tipo 1 e tipo 2 com polineuropatia diabética em um estudo aleatorizado, duplo-cego, controlado por placebo no qual os pacientes receberam 400mg/dia de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) ao longo de um período de três semanas. O escore de neuropatia melhorou significativamente, e o efeito mais pronunciado foi uma diminuição significativa da queixa de dor nos pacientes tratados com Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) em relação ao placebo.

Um estudo aberto e aleatorizado de duração de 6 semanas analisou a eficácia terapêutica de 150mg/dia de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) em diabéticos portadores de polineuropatia diabética avaliada pela sensação dolorosa, sensação vibratória e pelo valor do limiar de percepção de corrente no nervo peroneal. Na avaliação de 6 semanas, observou-se melhora significativa na sensação vibratória e no valor do limiar de percepção de corrente, assim como uma diminuição significativa na sensação dolorosa.

A eficácia e a segurança da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) foram avaliadas em um estudo de vigilância pós- comercialização, aberto, multicêntrico, de duração de nove semanas onde um total de 1.154 diabéticos tipo 1 (14%) e tipo 2 (86%) portadores de polineuropatia diabética sintomática foram submetidos ao exame clínico e a um teste de percepção de vibração na entrada no estudo (semana 0), ao final da 3a semana, ao final da 6a semana e ao final da 9a semana do estudo. A prescrição de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) 150mg seguiu a situação clínica dos pacientes, por decisão do médico. A dosagem usual foi: inicial por 3 semanas, 1 comprimido revestido 2 vezes ao dia (= 300mg de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento)), seguida depois por 50% dos pacientes com 1 comprimido revestido 2 vezes ao dia (= 300mg) e 50% dos pacientes com 1 comprimido revestido 1 vez ao dia (= 150mg). O número de pacientes com sensação de queimação nos pés, entorpecimento e/ou parestesia caiu de 97,2% para 33,6% ao final do estudo. A melhora foi estabelecida principalmente após as 6a e 9a semanas do tratamento. O efeito da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) foi dose-dependente, pois com 150mg/dia de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento), a proporção de pacientes sintomáticos diminuiu de 95,6% no início para 41,3% ao final (-54,3%), enquanto com 300mg/dia de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento), diminuiu 66,2% (de 97,2% para 31,0%). Não foram reportados eventos adversos com a utilização da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento).

Um estudo duplo-cego, placebo controlado, de fase III também avaliou a eficácia e a segurança da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) no tratamento da polineuropatia diabética, no qual 165 pacientes portadores de polineuropatia diabética simétrica distal foram distribuídos aleatoriamente para um dos três grupos de tratamento: Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) 600mg/dia, Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) 300mg/dia ou placebo. Cento e trinta e três pacientes foram considerados na análise por intenção de tratamento (ITT) e 125 na análise da população per protocolo (PP). Após seis semanas de tratamento, o desfecho primário (Escore de Sintoma da Neuropatia) diferiu significantemente entre os grupos de tratamento na análise PP. A melhora foi mais pronunciada na maior dose de Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) e aumentou com a duração do tratamento. O tratamento foi bem tolerado em todos os grupos.

A eficácia da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) no tratamento da polineuropatia alcoólica foi analisada em um estudo aleatorizado, controlado por placebo, duplo-cego, com duração de 8 semanas no qual a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) foi utilizada na dose de 320mg/dia durante as semanas 1 a 4 e 120mg durante as semanas 5 a 8. Observou-se uma melhora significativa na percepção da vibração, na função motora e no escore global de neuropatia.

Características Farmacológicas

Investigações experimentais e clínicas demonstraram que a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) evita a ativação de importantes vias metabólicas induzidas por hiperglicemia. A Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) também aumenta a atividade da transcetolase, uma enzima que promove a ligação entre a via glicolítica e a via da pentose-fosfato e que, já se demonstrou, apresenta uma atividade subnormal em pacientes diabéticos. Em condições de hiperglicemia, existe um aumento das concentrações de frutose-6-fosfato e gliceraldeído-3-fosfato, compostos que fazem parte da via glicolítica e que, em excesso, ativam as principais vias bioquímicas implicadas na patogênese das complicações vasculares, quais sejam, as vias da hexosamina, da formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs) e da proteína quinase C (PKC). O aumento da atividade da transcetolase ativada pela Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) desvia a frutose-6-fosfato e o gliceraldeído-3-fosfato da via glicolítica para a via da pentose-fosfato, diminuindo a ativação das vias relacionadas ao desenvolvimento das complicações crônicas do diabetes.

Estudos em animais já demonstraram que a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) evita lesões em órgãos, induzidas por hiperglicemia, prevenindo o desenvolvimento de retinopatia diabética1 e de nefropatia dabética2 sendo considerado, desta forma, um tratamento direcionado para a etiopatogenia das complicações crônicas. Adicionalmente, a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) apresenta efeitos benéficos na restauração da angiogênese reparadora e na inibição da apoptose vascular.

Além disso, deve ser considerado que a deficiência de tiamina (vitamina B1) pode levar a sérios distúrbios neurológicos (beribéri), na forma de neuropatias com sintomas sensoriais (dor, formigamento, ou perda da sensação nas mãos e pés), emaciação muscular com perda de função ou paralisia das extremidades inferiores, potenciais danos cerebrais e óbito. A deficiência de tiamina experimental produzida por má assimilação de tiamina e/ou pelo tratamento com piritiamina, um antagonista da tiamina, é um modelo experimental com animais clássico de doenças neurodegenerativas no homem. Assim, a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) apresenta especial importância no tratamento de neuropatias.

Propriedades farmacocinéticas

A Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) é um profármaco da vitamina B1. Após administração oral, a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) sofre desfosforilação e forma no intestino a S-benzoiltiamina (SBT) lipossolúvel pela ação das fosfatases. A SBT é absorvida com maior eficiência que os derivados hidrossolúveis da tiamina porque a absorção é realizada por difusão passiva da molécula lipossolúvel, ao passo que, no caso da tiamina, há o envolvimento de um duplo mecanismo de transporte dose-dependente, que consiste em uma absorção ativa energia-dependente e Na+-dependente de quantidades abaixo de 2 μmol com cinética de saturação e difusão passiva quando doses maiores são administradas.

Portanto, maiores concentrações plasmáticas e tissulares de tiamina são obtidas pelo uso da Benfotiamina (substância ativa deste medicamento), em comparação com a tiamina hidrossolúvel, quando são administradas doses comparativamente menores. A dissociação do grupo benzoíla, através do qual a tiamina origina-se por fechamento do anel, é realizada na mucosa intestinal e outras barreiras celulares contendo tioesterases. Já durante a passagem através da mucosa, os compostos com grupos sulfidrila, como a cisteína e a glutationa, podem causar uma rápida redução intracelular de alitiaminas à tiamina.

Dentro das células, a tiamina é então convertida por fosforilação pelas tiamina- quinases em coenzima ativa difosfato de tiamina (TDP) bem como em monofosfato de tiamina (TMP) e trifosfato de tiamina (TTP).

Concentrações intracelulares substancialmente maiores de tiamina e das coenzimas ativas são obtidas com a Benfotiamina (substância ativa deste medicamento) do que com os derivados hidrossolúveis da tiamina administrados por via oral.

A tiamina excedente dos depósitos tissulares e das necessidades coenzimáticas é rapidamente depurada pelos rins e excretada na urina na forma inalterada, livre ou fosforilada, ou como metabólitos, inclusive as frações de pirimidina e tiazol.

Milgamma deve ser guardado em sua embalagem original em local com temperatura ambiente (15°C a 30°C).

O prazo de validade de Milgamma encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.

Farm. Resp.: Lucia Lago Hammes
 CRF-RJ 2.804

Importado por:
MANTECORP INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA.
Estrada dos Bandeirantes, 3.091 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.060.740/0001-72

Informações Profissionais

Fabricante

Mantercorp

Tipo do Medicamento

Referência

Necessita de Receita

Sim, Branca Comum

Princípio Ativo

Benfotiamina

Categoria do Medicamento

Diabetes

Classe Terapêutica

Vitamina B1 Pura

Especialidades

Endocrinologia


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