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    Bula do Resist

    Princípio Ativo:Cloridrato de Lisina

    Classe Terapêutica:Antivirais para Herpes

    Karime Halmenschlager Sleiman
    Revisado clinicamente por: Karime Halmenschlager Sleiman.Atualizado em: 15 de Abril de 2025.

    Resist, para o que é indicado e para o que serve?

    Resist é indicado como auxiliar na prevenção do aparecimento de lesões cutâneas recorrentes causadas pelo vírus herpes simples recidivante.

    Como o Resist funciona?

    A lisina é um aminoácido essencial, presente em alguns alimentos, mas que o corpo humano não consegue produzir. Os estudos têm demonstrado que o uso da lisina reduz as infecções de repetição causadas pelo vírus do herpes simples.

    Quais as contraindicações do Resist?

    Resist é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade (alergia) aos componentes da fórmula. Não utilizar o produto em caso de doença nos rins ou no fígado. Não há registro sobre o uso de lisina em pacientes com doença renal.

    Como usar o Resist?

    O tratamento com Resist deve ser de uma cápsula de 500 mg, 3 vezes ao dia, junto às refeições, durante 6 meses ou de acordo com a orientação médica.

    Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

    Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

    Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Resist maior do que a recomendada?

    Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

    O que devo fazer quando me esquecer de usar o Resist?

    Retomar o tratamento de acordo com a dose recomendada.

    Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Resist?

    Resist é seguro quando utilizado via oral, nas doses recomendadas, por até um ano. Pode causar efeitos adversos como dor gástrica, diarreia e falência dos rins (se tomado em altas doses e por período prolongado).

    Se houver doença renal, o uso de lisina deve ser feito após avaliação médica.

    Deve-se evitar a associação de lisina com aminoglicosídeos.

    Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Resist?

    O uso de Resist pode causar efeitos adversos como dor gástrica e diarreia. O uso de lisina em altas doses e por período prolongado pode causar falência dos rins.

    Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Resist com outros remédios?

    A lisina pode aumentar a absorção de cálcio. Normalmente esta interação é favorável. No entanto, pacientes com câncer devem ter acompanhamento médico constante, pois o cálcio pode favorecer o crescimento de células cancerosas.

    O uso concomitante de aminoglicosídeo está associado à falência renal em ratos. Portanto, devese evitar a associação de lisina com aminoglicosídeos.

    Apresentações do Resist

    Cápsulas de 500 mg: embalagens com 30 e 90 cápsulas.

    Uso oral.

    Uso adulto.

    Qual a ação da substância do Resist?

    Resultados de Eficácia


    Em um estudo cruzado prospectivo, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, quarenta e um pacientes (n=41) com infecções recorrentes de herpes simplex foram aleatoriamente designados a receber cloridrato de lisina (624-1248 mg por dia) ou placebo durante 24 semanas. Todos os pacientes receberam a prescrição de uma dieta rica em lisina e pobre em arginina. Os resultados obtidos demonstraram que a dose mais baixa de lisina (624 mg/dia) foi ineficaz, enquanto o grupo que recebeu a dose mais alta (1248 mg/dia) demonstrou diminuição da taxa de recorrência de ataques de herpes simples em participantes não imunocomprometidos. 

    Além disso, observou-se que a lisina também pode ser capaz de diminuir a gravidade dos sintomas
    associados às recorrências. Nenhuma das doses mostrou qualquer evidência de encurtar o tempo de cicatrização em comparação com o placebo (MCCUNE, 1984).
     

    Um estudo multicêntrico, duplo-cego, placebo controlado com L-lisina para prevenção e tratamento da infecção recorrente por Herpes simplex avaliou 27 pacientes que receberam 1000 mg de L-lisina via oral 3x ao dia por 6 meses, e 25 pacientes que receberam placebo (nTOTAL = 52). O grupo tratado com L-lisina teve uma média de 2,4 menos infecções que o grupo controle (p<0,05), os sintomas foram significantemente diminuídos em gravidade, bem como em tempo de cura. A proporção de pacientes que relataram que o tratamento foi eficaz ou muito eficaz foi de 74% no grupo que recebeu lisina e 28% no grupo controle (p<0,01). Griffith et al. (1987) concluíram que L-lisina foi um agente altamente eficaz para redução de ocorrência, gravidade e tempo de cura para infecções recorrentes pelo virus herpes simplex (GRIFFITH, 1987).
     

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    MCCUNE, M. A. et al. Treatment of recurrent herpes simplex infections with L-lysine monohydrochloride. Cutis, v. 34, n. 4, p.
    366-373, 1984.
    GRIFFITH, Richard S. et al. Success of L-lysine therapy in frequently recurrent herpes simplex infection. Dermatology, v. 175, n. 4,
    p. 183-190, 1987.

    Características Farmacológicas



    A lisina é um aminoácido essencial envolvido em muitos processos biológicos, incluindo a afinidade de receptores, os pontos de clivagem de protease, a retenção do retículo endoplasmático, a estrutura nuclear e função, a elasticidade do músculo e a quelação de metais pesados.
     

    A meia-vida biológica e o volume de distribuição da lisina não são conhecidos na literatura científica
    A lisina é absorvida a partir do lúmen do intestino delgado para os enterócitos por um processo de transporte ativo. A maior parte da lisina fica concentrada no espaço intracelular do tecido muscular. Calcula-se que 78% do pool de lisina livre se localize no músculo, 2% no plasma e os outros 20% fiquem divididos entre os outros tecidos.
     

    A lisina é transportada via circulação-porta para o fígado. A biotransformação da lisina pode seguir a via metabólica de síntese debproteínas ou catabolismo oxidativo. O catabolismo oxidativo da lisina resulta em acetoacetil coenzima-A e CO2 como produtos finais. No entanto, tem sido sugerido que a utilização inicial dos aminoácidos seja voltada principalmente para a síntese de proteínas.

    A degradação dos aminoácidos se inicia com a remoção do nitrogênio do esqueleto carbônico. O grupo amino é retirado e transferido para o alfa-cetoglurato, formando o aminoácido glutamato. Através de vias metabólicas específicas, o grupo amino é canalizado para a síntese de ureia e a cadeia carbônica remanescente é convertida em piruvato, acetil-coA e intermediários do ciclo de Krebs.
     

    A lisina apresenta um efeito expressivo sobre a redução da replicação do VHS-1. As proteínas sintetizadas pelo VHS contêm mais arginina e menos lisina em comparação com as proteínas sintetizadas pela célula hospedeira. O VHS necessita de 5 argininas parabsua replicação. 

    A lisina atua antagonizando a arginina por vários mecanismos:

    •  Funciona como um antimetabólito da arginina;
    •  Compete com arginina para a reabsorção dos túbulos renais, aumentando assim a excreção de arginina;
    •  Compete com arginina pela absorção intestinal;
    •  Induz a enzima arginase, resultando na degradação de arginina;
    •  Compete com arginina pelo transporte nas células.
       

    Em cultura de tecidos, a lisina antagonizou a ação de promoção de crescimento da arginina em VHS. Estas observações levantam a possibilidade de que tanto o aumentando do cosumo de lisina absoluta, quanto à relação de ingestão de lisina para arginina sejam relevantes para a prevenção e tratamento de infecções do Herpes simplex.
     

    Quando a razão de lisina em relação arginina é elevada, a replicação viral e a citopatogenicidade do vírus Herpes simplex é inibida. Lisina também podem facilitar a absorção de cálcio a partir do intestino delgado, garantindo a absorção adequada de cálcio.

     A lisina ajuda a formar colágeno, auxilia na produção de anticorpos, hormônios e enzimas.
    A deficiência em lisina pode resultar em cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, olhos vermelhos, crescimento retardado, perda de cabelo, anemia e problemas reprodutivos.

    Qual a composição do Resist?

    Cada cápsula de Resist contém:

    Cloridrato de lisina (equivalente a 400 mg de lisina) 500 mg

    Excipientes: talco, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

    Como devo armazenar o Resist?

    Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

    Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

    Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

    Características físicas e organolépticas

    Cápsulas gelatinosas duras com tampa e corpo azul, contendo pó branco.

    Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

    Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

    Dizeres Legais do Resist

    MS - 1.0573.0466

    Farmacêutico Responsável:
    Gabriela Mallmann
    CRF-SP nº 30.138

    Registrado por:
    Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
    Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
    São Paulo - SP
    CNPJ 60.659.463/0029-92
    Indústria Brasileira

    Fabricado e embalado por:
    Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
    Guarulhos - SP

    Ou

    Embalado por:
    Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
    Cabo de Santo Agostinho – PE

    Venda sob prescrição médica.

    Doenças relacionadas

    Quer saber mais?

    Consulta também aBula do Cloridrato de Lisina

    O conteúdo desta bula foi extraído manualmente da bula original, sob supervisão técnica do(a) farmacêutica responsável: Karime Halmenschlager Sleiman (CRF- PR 39421). Última atualização: 18 de Março de 2025.

    Karime Halmenschlager Sleiman
    Revisado clinicamente por: Karime Halmenschlager Sleiman.Atualizado em: 15 de Abril de 2025.