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Lyrica

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Bula do Lyrica

Lyrica cápsulas duras é indicado para adultos para:

  • Tratamento da dor neuropática (dor devido à lesão e/ou mau funcionamento dos nervos e/ou do sistema nervoso) em adultos;
  • Como terapia adjunta das crises epiléticas parciais (convulsões), com ou sem generalização secundária em adultos;
  • Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada em adultos;
  • Controle de fibromialgia (doença caracterizada por dor crônica em várias partes do corpo, cansaço e alterações do sono) em adultos.

Como Lyrica funciona? 

Lyrica age regulando a transmissão de mensagens excitatórias entre as células nervosas. O início da ação do medicamento é, geralmente, percebido cerca de uma semana após o início do tratamento.

Lyrica não deve ser utilizado se você tem hipersensibilidade (alergia) conhecida à pregabalina ou a qualquer componente da fórmula.

Lyrica deve ser utilizado por via oral (engolir), com ou sem alimentos.

As doses recomendadas de Lyrica são:

Dor neuropática, Transtorno da Ansiedade Generalizada e Epilepsia:

150 a 600 mg/dia divididos em 2 doses.

Fibromialgia:

150 a 450mg/dia divididos em 2 doses.

Em todas as indicações a dose inicial recomendada é 75 mg, via oral, 2 vezes ao dia (150 mg/dia). Entretanto, com base na resposta individual e na tolerabilidade do paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg 2 vezes ao dia após um intervalo de 3 a 7 dias e, se necessário, até uma dose máxima – descrita acima por indicação – 2 vezes ao dia após o mesmo intervalo. A eficácia de Lyrica foi observada já na primeira semana de tratamento. A decisão de aumentar ou diminuir a dose é exclusiva do médico, não o faça sem a orientação dele.

Pacientes com insuficiência ou algum comprometimento da função dos rins podem necessitar de ajustes na dosagem de Lyrica. Também em idosos recomenda-se avaliar a função dos rins para verificar se esses ajustes precisam ser feitos. A adequação da dosagem para estas situações deve ser instruída pelo seu médico (para pacientes com insuficiência renal, a dose inicial deve partir de 25 mg).

Recomenda-se que a descontinuação do tratamento com Lyrica seja feita gradualmente, ao longo de 1 semana. A descontinuação do tratamento deve ser feita sob indicação e supervisão do seu médico.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não pode ser partido, aberto ou mastigado.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar Lyrica?

Caso você esqueça-se de tomar Lyrica no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento 2 vezes para compensar doses esquecidas. Se você esquecer uma dose você pode comprometer o resultado do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Informe ao seu médico se você tiver:

  • Problemas hereditários (herdados da família) de intolerância a galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má-absorção de alimentos; pois ele precisa avaliar se Lyrica deve ser usado nessas situações;
  •  Diabetes, pois pode haver necessidade de controlar mais de perto seu peso e a dose das medicações para tratar a doença;
  • Doenças renais, pois a dose de Lyrica pode precisar de ajustes;
  • Insuficiência cardíaca congestiva (doença em que o coração não consegue bombear o sangue adequadamente), pois houve casos de piora dos sintomas associado ao uso de Lyrica.

O uso de Lyrica está associado com tontura e sonolência, que pode aumentar a ocorrência de acidentes (como por exemplo, quedas) em idosos. Você deve ter cuidado até que os efeitos potenciais de Lyrica lhe sejam familiares.

Houve relatos no período pós-comercialização de reações de hipersensibilidade, incluindo casos de angioedema. Lyrica deve ser descontinuado imediatamente se ocorrerem sintomas de angioedema, tais como inchaço na face, ao redor da boca e nas vias aéreas superiores.

Na experiência pós-comercialização, visão borrada transitória e outras alterações na capacidade visual foram reportadas por pacientes tratados com pregabalina. A descontinuação de Lyrica pode resultar na resolução ou melhora desses sintomas visuais.

Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova. No momento da interrupção do uso de Lyrica foram observados em alguns pacientes a ocorrência de insônia, dor de cabeça, enjoos, ansiedade, aumento da sudorese (transpiração), diarreia, síndrome gripal, depressão, dor, convulsão e tontura. As convulsões, incluindo estado epilético e convulsões do tipo grande mal, podem ocorrer durante o uso ou logo após a descontinuação de Lyrica.

Em experiência pós-comercialização, houve relatos de insuficiência respiratória e coma em pacientes sob tratamento de Lyrica e outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Se ocorrerem quaisquer sintomas relacionados ao uso deste medicamento, seu médico deve ser consultado.

Ao perceber sinais ou comportamentos suicidas (pensamento ou ideia de se matar) em pacientes usando Lyrica, busque ajuda médica.

A segurança e eficácia da substância pregabalina não foram estabelecidas em pacientes adolescentes (12 a 17 anos) para as indicações aprovadas (incluindo epilepsia).

Foram relatados casos de encefalopatia, principalmente em pacientes pré-dispostos à encefalopatia.

As reações adversas mais frequentemente notificadas foram tontura e sonolência; em geral, elas foram de intensidade leve a moderada e estão listadas abaixo.

Reação Muito Comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Dor de cabeça*.

Reação Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Nasofaringite (inflamação da faringe ou garganta);
  • Aumento do apetite;
  • Euforia, confusão;
  • Irritabilidade;
  • Depressão;
  • Desorientação;
  • Insônia (dificuldade para dormir);
  • Diminuição da libido (diminuição do desejo sexual);
  • Ataxia (dificuldade em coordenar os movimentos);
  • Coordenação anormal;
  • Tremores;
  • Disartria (alteração da fala);
  • Amnésia (perda de memória);
  • Dificuldade de memória;
  • Distúrbios de atenção;
  • Parestesia (formigamentos);
  • Hipoestesia (diminuição da sensibilidade);
  • Sedação (diminuição do nível de vigília ou alerta);
  • transtorno de equilíbrio;
  • lLtargia (lentidão);
  • Visão turva;
  • Diplopia (visão dupla);
  • Vertigem;
  • Vômitos;
  • Constipação (intestino preso);
  • Flatulência (excesso de gases);
  • Distensão abdominal;
  • Boca seca;
  • Espasmo muscular (contração involuntária dos músculos);
  • Artralgia (dor nas articulações); 
  • Dor lombar
  • Dor nos membros;
  • Espasmo cervical;
  • Edema periférico (inchaço de extremidades);
  • Edema (inchaço);
  • Marcha (caminhada) anormal;
  • Quedas;
  • Sensação de embriaguez;
  • Sensação anormal;
  • Cansaço;
  • Aumento de peso;
  • Aáusea* (enjoo);
  • Diarreia*.

Reação Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos);
  • Anorexia (apetite diminuído);
  • Hipoglicemia (diminuição da glicose no sangue);
  • Alucinações;
  • Inquietação;
  • Agitação;
  • Humor deprimido;
  • Humor elevado;
  • Mudanças de humor;
  • Despersonalização (mudança na forma como a pessoa percebe a si mesma);
  • Sonhos anormais;
  • Dificuldade de encontrar palavras;
  • Aumento da libido (aumento do desejo sexual);
  • Anorgasmia (incapacidade de ter orgasmos);
  • Síncope (desmaio);
  • Mioclonia (contração muscular);
  • Hiperatividade (agitação) psicomotora;
  • Hiscinesia;
  • Hipotensão postural (diminuição da pressão arterial ao levantar);
  • Tremor de intenção (tremor que ocorre ao movimento);
  • Nistagmo (movimento anormal dos olhos);
  • Transtornos cognitivos (dificuldade de compreensão);
  • Transtornos de fala;
  • Hiporreflexia (reflexos enfraquecidos);
  • Hiperestesia (aumento da sensibilidade);
  • Sensação de queimação;
  • Perda da visão periférica;
  • Alteração visual;
  • Inchaço ocular;
  • Deficiência no campo visual;
  • Redução da acuidade visual;
  • Dor ocular;
  • Astenopia (cansaço visual);
  • Fotopsia (sensação de ver luzes e cores cintilantes);
  • Olhos secos;
  • Aumento do lacrimejamento;
  • Irritação ocular;
  • Hiperacusia (aumento da audição);
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
  • Bloqueio atrioventricular de primeiro grau (tipo de arritmia cardíaca);
  • Bradicardia sinusal (diminuição dos batimentos cardíacos);
  • Hipotensão arterial (pressão baixa);
  • Hipertensão arterial (pressão alta);
  • Ondas de calor;
  • Rubores (vermelhidões);
  • Frio nas extremidades;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Epistaxe (sangramento nasal);
  • Tosse;
  • Congestão nasal;
  • Rinite;
  • Ronco;
  • Refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago);
  • Hipersecreção salivar;
  • Hipoestesia oral (diminuição da sensibilidade na boca);
  • Erupções cutâneas papulares (pequenas elevações na pele);
  • Urticária (alergia na pele);
  • Sudorese (transpiração);
  • Inchaço articular;
  • Mialgia (dor muscular);
  • Espasmo muscular;
  • Dor cervical;
  • Rigidez muscular;
  • Incontinência urinária (dificuldade em controlar a urina);
  • Disúria (dificuldade e dor para urinar);
  • Disfunção erétil (dificuldade para enrijecer o pênis);
  • Disfunção sexual;
  • Retardo na ejaculação;
  • Dismenorreia;
  • Edema (inchaço) generalizado;
  • Aperto no peito;
  • Dor;
  • Pirexia (febre);
  • Sede;
  • Calafrio;
  • Astenia (fraqueza);
  • Aumento das enzimas: alanina aminotransferase;
  • Creatina fosfoquinase sanguínea e aspartato aminotransferase;
  • Elevação da glicose sanguínea;
  • Diminuição da contagem de plaquetas;
  • Diminuição do potássio sanguíneo;
  • Diminuição de peso;
  • Hipersensibilidade*;
  • Perda de consciência*;
  • Prejuízo psíquico*;
  • Inchaço da face*;
  • Coceira*;
  • Mal-estar*;
  • Agressividade*.

Reação Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Crise de pânico; 
  • Desinibição; 
  • Apatia (ausência de emoção); 
  • Estupor; 
  • Parosmia (distúrbio do olfato); 
  • Hipocinesia (movimento diminuído); 
  • Ageusia (falta de paladar); 
  • Disgrafia (dificuldade em escrever); 
  • Oscilopsia (visão oscilante); 
  • Percepção visual de profundidade alterada; 
  • Midríase (pupila dilatada);
  • Estrabismo
  • Brilho visual;
  • Taquicardia sinusal;
  • Arritmia (irregularidade do batimento cardíaco) sinusal; 
  • Aperto na garganta; 
  • Secura nasal;
  • Ascite (acúmulo de líquido no abdome);
  • Pancreatite (inflamação no pâncreas);
  • Disfagia (dificuldade na deglutição);
  • Suor frio;
  • Rabdomiólise (destruição de células dos músculos);
  • Insuficiência renal (diminuição das funções dos rins);
  • Oligúria (diminuição do volume de urina);
  • Dor mamária (dor na mama);
  • Amenorreia (ausência de menstruação);
  • Secreção mamária;
  • Ginecomastia (aumento da mama, geralmente sexo masculino);
  • Diminuição de leucócitos (glóbulos brancos);
  • Elevação da creatinina sanguínea;
  • Angioedema* (reação alérgica que cursa com inchaço);
  • Reação alérgica*;
  • Ceratite* (inflamação na córnea);
  • Insuficiência cardíaca congestiva* (alteração na capacidade do coração em bombear o sangue);
  • Edema pulmonar* (retenção de líquidos no pulmão);
  • Edema (inchaço) de língua*;
  • Retenção urinária* (dificuldade em urinar);
  • Ginecomastia* (aumento da mama);
  • Ideação suicida* (pensamento ou ideia de se matar).

*Reações relatadas no período pós-comercialização.

Habilidade de dirigir e operar máquinas

A habilidade de dirigir e operar máquinas pode ser prejudicada. É aconselhável não dirigir, operar máquinas complexas, nem exercer outras atividades potencialmente perigosas até que se saiba se este medicamento afeta a sua capacidade de realizar tais atividades.

Gravidez e amamentação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há dados suficientes sobre o uso de Lyrica em mulheres grávidas.

O risco potencial aos fetos humanos é desconhecido. Portanto, Lyrica não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que o benefício à mãe justifique claramente o risco potencial ao feto, uma decisão que deve ser tomada em conjunto com seu médico; portanto se durante o tratamento com Lyrica você engravidar comunique imediatamente a ele. Se você tem potencial de engravidar, deve utilizar métodos contraceptivos eficazes.

Não é recomendado que mulheres que estejam amamentando usem Lyrica, pois a medicação é excretada (sai) no leite materno.

Cada cápsula de Lyrica contém respectivamente:

Cápsula 25mg 25mg de pregabalina
Cápsula 75mg 75mg de pregabalina
Cápsula 150mg 150mg de pregabalina

Excipientes: lactose monoidratada, amido de milho e talco.

Os eventos adversos mais comuns quando houve uma superdose de Lyrica incluem distúrbio afetivo, sonolência, confusão, depressão, agitação e inquietação. O tratamento da superdose com Lyrica deve incluir medidas gerais de suporte, podendo ser necessária hemodiálise (filtração do sangue usando máquinas).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

A pregabalina provavelmente não produzirá, nem estará sujeita, a interações farmacocinéticas, uma vez que é predominantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre metabolismo desprezível em humanos (<2% de uma dose recuperada na urina como metabólitos), não inibe o metabolismo de fármacos in vitro e nem se liga a proteínas plasmáticas.

Do mesmo modo, em estudos in vivo, nenhuma interação farmacocinética clinicamente relevante foi observada entre a pregabalina e a fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol. Além disso, a análise farmacocinética populacional indicou que hipoglicemiantes orais, diuréticos, insulina fenobarbital, tiagabina e topiramato, não tiveram efeito clinicamente significativo sobre o clearance da pregabalina.

A coadministração de pregabalina com os contraceptivos orais noretisterona e/ou etinilestradiol não influencia a farmacocinética de qualquer um dos agentes no estado de equilíbrio. A pregabalina pode potencializar os efeitos do etanol e lorazepan.

Em estudos clínicos controlados, doses orais múltiplas de pregabalina coadministrada com oxicodona, lorazepam ou etanol não resultaram em efeitos clinicamente importantes sobre a respiração. A pregabalina parece ter efeito aditiva no prejuízo da função cognitiva e coordenação motora grosseira causado pela oxicodona. Em experiência pós-comercialização, houve relatos de insuficiência respiratória e coma em pacientes sob tratamento de pregabalina e outros medicamentos antidepressivos do SNC. Há relatos pós-comercialização de eventos relacionados à redução da motilidade do trato gastrintestinal inferior (por ex, obstrução intestinal, íleo paralítico, constipação) quando a pregabalina foi coadministrada com medicamentos que têm o potencial para produzir constipação, tais como analgésicos opioides.

Não foram conduzidos estudos de interação farmacodinâmica específica em voluntários idosos.

Não há relatos até o momento. 

Resultados de eficácia

Dor Neuropática

A eficácia foi demonstrada em estudos em neuropatia diabética e neuralgia pós-herpética. A eficácia não foi estudada em outros modelos de dor neuropática.

A pregabalina foi avaliada em 9 estudos clínicos controlados por até 13 semanas com esquema posológico de 2 tomadas diárias e, após 8 semanas, com esquema posológico de 3 vezes ao dia. No geral, o perfil de segurança e eficácia para esquemas posológicos de 2 e 3 vezes ao dia foi similar.

Em estudos clínicos de até 13 semanas, a redução da dor foi observada na Semana 1 e mantida durante o período de tratamento.

Em estudos clínicos controlados, 35% dos pacientes tratados com pregabalina e 18% dos pacientes tratados com placebo tiveram uma melhora de 50% na avaliação da intensidade da dor. Para pacientes que não apresentaram sonolência, tal melhora foi observada em 33% dos pacientes tratados com pregabalina e 18% dos pacientes tratados com placebo. Para os pacientes que apresentaram sonolência as taxas de resposta foram 48% para pregabalina e 16% para placebo.

Epilepsia

A pregabalina foi avaliada em 3 estudos clínicos controlados de 12 semanas de duração com esquemas posológicos de 2 ou 3 vezes ao dia. As taxas de resposta (redução de 50% na frequência de crises parciais) variaram de 13% (50mg/dia) a 54% (600mg/dia) para pregabalina e de 9% a 14% para placebo. No geral, o perfil de segurança e eficácia para os esquemas posológicos de 2 ou 3 vezes ao dia foram similares.

Uma redução significativa na frequência das crises foi observada na Semana 1.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

A pregabalina foi avaliada em 6 estudos controlados de 4-6 semanas de duração, um estudo em idosos com 8 semanas de duração e um estudo de longo prazo que avaliou a prevenção da recidiva e desenho duplo-cego de 6 meses de duração.

A redução dos sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) avaliados pela Escala de Avaliação da Ansiedade de Hamilton (HAM-A) foi observada na primeira semana.

Em estudos clínicos controlados (4-8 semanas de duração), 52% dos pacientes tratados com pregabalina e 38% dos pacientes tratados com placebo tiveram ao menos 50% de melhora ao final do tratamento em relação à linha de base (pré-tratamento).

Fibromialgia

A monoterapia com pregabalina foi estudada em 5 estudos controlados com placebo, três de 12 semanas de duração de dose fixa, uma de 7 semanas de duração de dose fixa e um estudo de 6 meses demonstrando a eficácia a longo prazo. O tratamento com pregabalina em todos os estudos de dose fixa produziu redução significativa na dor associada a fibromialgia em doses de 300 a 600mg/dia (duas vezes ao dia).

Nos três estudos de dose fixa de 12 semanas, 40% dos pacientes tratados com pregabalina experimentaram 30% ou mais do alivio da escala da dor comparado a 28% dos pacientes tratados com placebo; 23% dos pacientes tratados experimentaram melhora 50% ou mais na escala da dor comparado com 15% dos pacientes tratados com placebo.

A pregabalina produziu taxas significativamente superiores de avaliação global, através da escala de Impressão de Mudança Global do Paciente (PGIC) nos três estudos de dose fixa 12 semanas, comparado com pacientes tratados com placebo (41% dos pacientes sentiram muito melhor ou melhor com pregabalina contra 29% com placebo). Conforme medido através do Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ), a pregabalina resultou em melhora estatisticamente significativa na função comparado com pacientes tratados com placebo em 2 dos 3 estudos de dose fixa nos quais foram avaliados.

O tratamento com pregabalina produziu melhora significantes em relatos de resultado de sono de pacientes nos 4 estudos de dose fixa conforme medido pelo Medical Outcomes Study Sleep Scale (MOS-SS) subescala de perturbação do sono, MOS-SS o índice de problemas global com sono, e a qualidade do sono diário.

No estudo de 6 meses, a melhora da dor, a percepção de mudança global (PGIC), função (FIQ escala total) e sono (MOS-SS subescala do distúrbio do sono) foram mantidos para os pacientes tratados com pregabalina por período significativamente mais longo comparado com pacientes tratados com placebo.

A pregabalina 600mg/dia mostrou uma melhora adicional em pacientes que relataram problemas no sono em comparação com 300 e 450mg/dia; efeitos médio sobre a dor, avaliação global e FIQ foram similares em 450 e 600mg/dia, embora a dose de 600mg tenha sido bem menos tolerada.


Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

O ingrediente ativo, pregabalina (ácido (S)-3-(aminometil)-5-metil-hexanoico), é um análogo do ácido gama-aminobutírico (GABA).

Mecanismo de Ação

Estudos in vitro mostram que a pregabalina liga-se a uma subunidade proteica auxiliar (α2-δ) dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso central.

Evidências de modelos experimentais em animais, com indução de lesão nervosa, demonstram que a pregabalina reduz a liberação na medula espinhal de neurotransmissores pró-nociceptivos dependentes de cálcio, possivelmente, pela interrupção do transporte de cálcio e/ou através da redução da corrente de cálcio para o interior da célula. Evidências de outros modelos de lesão nervosa em animais sugerem que a atividade antinociceptivas também pode ser mediada pela interação com vias descendentes noradrenérgicas e serotoninérgicas.

Propriedades Farmacocinéticas

A farmacocinética da pregabalina no estado de equilíbrio é semelhante em voluntários sadios, pacientes com epilepsia recebendo antiepiléticos e em pacientes com dor crônica.

Absorção

A pregabalina é rapidamente absorvida quando administrada em jejum, com o pico das concentrações plasmáticas ocorrendo dentro de 1 hora após administração tanto de doses únicas como múltiplas. A biodisponibilidade oral da pregabalina foi estimada em ≥90%, sendo independente da dose. Após repetidas administrações, o estado de equilíbrio é alcançado dentro de 24 a 48 horas. O índice de absorção da pregabalina é reduzido quando administrado com alimentos, resultando numa diminuição da Cmáx de aproximadamente 25-30% e retardo do Tmáx em aproximadamente 2,5 horas. Entretanto, a administração de pregabalina com alimentos não apresenta efeito clinicamente significativo sobre o grau de absorção deste medicamento.

Distribuição

Em estudos pré-clínicos, observou-se que a pregabalina atravessa a barreira hematoencefálica em camundongos, ratos e macacos. O fármaco demonstrou atravessar a placenta em ratas e está presente no leite de ratas lactantes. Em humanos, o volume aparente de distribuição após administração oral é de aproximadamente 0,56L/kg. A pregabalina não se liga a proteínas plasmáticas.

Metabolismo

A pregabalina sofre metabolismo desprezível em humanos. Após uma dose radiomarcada, aproximadamente 98% da radioatividade recuperada na urina foram da pregabalina inalterada. O derivado N-metilado da pregabalina, o principal metabólito encontrado na urina, foi responsável por 0,9% da dose. Em estudos pré-clínicos, não houve indicações de racemização do S-enantiômero em R-enantiômero da pregabalina.

Eliminação

A pregabalina é eliminada da circulação sistêmica principalmente por excreção renal como fármaco inalterado.

A meia-vida de eliminação da pregabalina é de 6,3 horas. O clearance plasmático e o clearance renal são diretamente proporcionais ao clearance de creatinina.

É necessário o ajuste de dose em pacientes com função renal reduzida ou submetidos à hemodiálise.

Linearidade / Não linearidade

A farmacocinética da pregabalina é linear na faixa de doses diárias recomendadas. A variabilidade entre indivíduos é baixa (<20%). A farmacocinética das doses múltiplas é previsível a partir dos dados para dose única. Portanto, não há necessidade de monitoração de rotina das concentrações plasmáticas da pregabalina.

Farmacocinética em Grupos Especiais de Pacientes

Sexo

Estudos clínicos indicam que o sexo não tem influência clinicamente significativa sobre as concentrações plasmáticas da pregabalina.

Insuficiência Renal

O clearance da pregabalina é diretamente proporcional ao clearance de creatinina. Além disso, a pregabalina é removida do plasma por hemodiálise de modo eficaz (após 4 horas de hemodiálise, as concentrações plasmáticas de pregabalina ficam reduzidas em aproximadamente 50%). Como a eliminação renal é a principal via de excreção, é necessária a redução da dose em pacientes com insuficiência renal e suplementação da dose após hemodiálise.

Insuficiência Hepática

Nenhum estudo farmacocinético específico foi conduzido em pacientes com insuficiência hepática. Como a pregabalina não sofre metabolismo significativo, sendo excretada predominantemente como fármaco inalterado na urina, a insuficiência hepática não deve alterar significativamente as concentrações plasmáticas da pregabalina.

Idosos (mais de 65 anos de idade)

O clearance da pregabalina tende a diminuir com o avanço da idade. Esta diminuição no clearance da pregabalina oral está relacionada com as reduções no clearance de creatinina associadas ao avanço da idade. Pode ser necessária redução na dose em pacientes com função renal comprometida devido à idade.

Lactantes

A farmacocinética de 150mg de pregabalina administrados a cada 12 horas (dose diária de 300mg) foi avaliada em 10 mulheres lactantes que estavam a pelo menos 12 semanas pós-parto. A lactação apresentou pouca ou nenhuma influência na farmacocinética da pregabalina. A pregabalina foi excretada no leite materno com concentração média no estado de equilíbrio de aproximadamente 76% da concentração no plasma materno.

A dose média diária estimada de pregabalina recebida pela criança pelo leite materno (assumindo um consumo médio de leite de 150mL/kg/dia) foi 0,31mg/kg/dia, a qual, em termos demg/kg seria, aproximadamente, 7% da dose recebida pela mãe.

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Em estudos convencionais de segurança farmacológica em animais, a pregabalina foi bem tolerada nas doses clinicamente relevantes. Em estudos de toxicidade das doses repetidas em ratos e macacos, foram observados efeitos no SNC, incluindo hipoatividade, hiperatividade e ataxia. Foi comumente observado um aumento da incidência de atrofia da retina em ratos albinos com idade avançada após exposições prolongadas à pregabalina em doses ≥5 vezes a média de exposição humana na dose clínica máxima recomendada.

Teratogenicidade

A pregabalina não foi teratogênica em camundongos, ratos ou coelhos. A toxicidade fetal em ratos e coelhos ocorreu somente em exposições suficientemente acima da exposição humana. Em estudos de toxicidade pré e pós-natal, a pregabalina induziu toxicidade no desenvolvimento da cria em ratos, com exposições >2 vezes a exposição máxima recomendada para humanos.

Mutagenicidade a pregabalina não é genotóxica, baseando-se nos resultados de uma bateria de testes in vitro e in vivo.

Carcinogenicidade

Estudos de carcinogenicidade de 2 anos com pregabalina foram realizados com ratos e camundongos. Nenhum tumor foi observado em ratos expostos a até 24 vezes o valor médio da exposição humana na dose clínica máxima recomendada de 600mg/dia. Em camundongos, não houve aumento da incidência de tumores com exposições semelhantes a média da exposição humana, mas observou-se um aumento da incidência de hemangiossarcoma com altas exposições. O mecanismo não genotóxico da pregabalina de indução de formação de tumores em camundongos envolve alterações plaquetárias associadas a proliferação de células endoteliais. Estas alterações plaquetárias não estavam presentes em ratos ou humanos baseado em dados clínicos em curto prazo ou longo prazo limitado. Não há evidências sugerindo risco a humanos.

Em ratos jovens a toxicidade não diferiu qualitativamente da observada em ratos adultos. Entretanto, os ratos jovens foram mais sensíveis. Em exposições terapêuticas houve evidência de sinais clínicos de hiperatividade do SNC e bruxismo e algumas alterações no crescimento (supressão transitória do ganho de peso corporal). Foi observado efeito sobre o ciclo estral com 5 vezes a exposição terapêutica humana. Efeitos neurocomportamentais/cognitivos foram observados em ratos jovens 1-2 semanas após a exposição >2 vezes (resposta acústica de sobressalto) ou >5 vezes (aprendizado/memória) a exposição terapêutica humana. Resposta acústica de sobressalto reduzida foi observada em ratos jovens, 1-2 semanas após exposição >2 vezes a exposição terapêutica humana. Nove semanas após a exposição, este efeito não foi mais observado.

Lyrica deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Características do produto:

Lyrica 25 mg:

Cápsula de cor branca opaca contendo pó branco a quase branco.

Dizeres da Impressão:

  • - Corpo: PGN 25;
  • - Tampa: Pfizer;
  • - Cor da tinta: Preta.

Lyrica 75 mg:

Cápsula de cor branca e laranja contendo pó branco a quase branco.

Dizeres da Impressão:

  • - Corpo: PGN 75;
  • - Tampa: Pfizer;
  • - Cor da tinta: Preta.

Lyrica 150 mg: 

Cápsula de cor branca contendo pó branco a quase branco.

Dizeres da Impressão:

  • - Corpo: PGN 150;
  • - Tampa: Pfizer;
  • - Cor da tinta: Preta.

MS – 1.0216.0155

Farmacêutica Responsável:
Carolina C. S. Rizoli
CRF-SP Nº 27071

Registrado e Importado por:
Laboratórios Pfizer Ltda.
Rodovia Presidente Castelo Branco, Km 32,5
CEP 06696-000 - Itapevi – SP
CNPJ nº 46.070.868/0036-99

Fabricado e Embalado por:
Pfizer Manufacturing Deutschland GmbH - Betriebsstätte Freiburg
Freiburg – Alemanha

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção de receita.

Informações Profissionais

Fabricante

Pfizer do Brasil

Tipo do Medicamento

Referência

Necessita de Receita

Sim, C1 Branca 2 vias

Princípio Ativo

Pregabalina

Categoria do Medicamento

Convulsão e Epilepsia

Classe Terapêutica

Anticonvulsivantes Incluindo Antiepilépticos

Especialidades

Neurologia


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