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Exelon Patch

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Bula do Exelon Patch

Exelon Patch é usado no tratamento de distúrbios de memória e demência em pacientes com doença de Alzheimer ou doença de Parkinson.

Como o Exelon funciona? 

Exelon Patch pertence a uma classe de substâncias denominada inibidores da colinesterase.

Exelon Patch tem como substância ativa a rivastigmina que age aumentando a quantidade de acetilcolina no cérebro, substância que é necessária para um bom funcionamento cognitivo, como por exemplo, o aprendizado, a memória, a compreensão e a orientação, bem como a habilidade do paciente de lidar com situações do cotidiano.

Agindo dessa maneira, Exelon Patch ajuda a diminuir o declínio mental que ocorre em pacientes com a doença de Alzheimer ou com a doença de Parkinson.

Após a primeira dose, concentrações detectáveis no plasma são observadas após um intervalo de tempo de 0,5 – 1 hora.

  • Se você souber que é alérgico (hipersensível) à rivastigmina (a substância ativa de Exelon Patch, ou a qualquer outro componente da fórmula listado na bula);
  •  Se você já teve uma reação alérgica a algum medicamento similar a este (derivado do carbamato);
  •  Se você já teve uma reação de pele que se espalhou para além do tamanho do adesivo, se houve uma reação local mais intensa (como bolhas, aumentando a inflamação da pele, inchaço) e se não melhorou dentro de 48 horas após a remoção do adesivo transdérmico.

Se isto se aplica a você, informe ao seu médico e não aplique Exelon Patch.

Cuidados de administração

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Este medicamento não deve ser usado por crianças.

Não utilize Exelon Patch se ele estiver danificado ou mostrar sinais de adulteração.

Quantos adesivos de Exelon Patch devem ser aplicados?

Somente um adesivo deve ser aplicado por vez. Você deve remover o Exelon Patch do dia anterior antes de aplicar o próximo.

Não corte o adesivo em pedaços.

Como iniciar o tratamento?

Seu médico irá recomendar qual Exelon Patch é mais indicado para o seu caso.

O tratamento geralmente inicia-se com o Exelon Patch 5 (4,6 mg/24 h). E a dose diária habitual é a de Exelon Patch 10 (9,5 mg/24 h). Se bem tolerado, seu médico pode aumentar a dose para Exelon Patch 15 (13,3 mg/24 h).

Apenas um adesivo transdérmico deve ser utilizado por aplicação e deve ser trocado por um novo após 24 horas.

Durante o tratamento, seu médico irá ajustar a dose de acordo com as suas necessidades individuais.

Se você estiver sem usar sem usar o Exelon Patch por mais do que três dias, não utilize o próximo adesivo antes de conversar com o seu médico.

Onde aplicar o Exelon Patch?

Antes de aplicar o Exelon Patch, certifique-se de que sua pele esteja:

  • Limpa, seca e sem pelos;
  • Sem nenhum pó, óleo, hidratante ou loção que possa interferir na aderência apropriada do adesivo a sua pele;
  • Sem cortes, erupções e/ou irritações.

A cada 24 horas remova com cuidado qualquer adesivo de Exelon Patch existente antes de colocar um novo.

Ter vários adesivos em seu corpo poderia expô-lo a uma quantidade excessiva deste medicamento, o que pode ser potencialmente perigoso.

Aplicar apenas um adesivo por dia em apenas um dos seguintes locais (mostrados nas figuras abaixo):

  • Parte superior do braço esquerdo ou direito;

  • Lado direito ou esquerdo do peito;

  • Costas superior direito ou esquerdo;

  • Costas inferior direito ou esquerdo. 

Evite lugares onde o adesivo pode ser deslocado por roupa apertada.

Ao trocar o adesivo, você deve remover o adesivo do dia anterior antes de aplicar o novo adesivo em uma parte diferente da pele (por exemplo, aplique um dia no lado direito do seu corpo e no dia seguinte, no lado esquerdo).

Não utilize um novo adesivo exatamente no mesmo local da pele no prazo de 14 dias, a fim de minimizar o potencial de irritação cutânea.

Como aplicar o Exelon Patch?

O adesivo consiste em um plástico, opaco e fino que deve ser colado na pele.

Cada adesivo é lacrado em um sachê que o protege até o momento da aplicação. Só abra o sachê ou retire o adesivo desta proteção no momento em que for utilizá-lo.

A cada 24 horas remova com cuidado qualquer adesivo de Exelon Patch existente antes de colocar um novo.

Ter vários adesivos em seu corpo pode expô-lo a uma quantidade excessiva deste medicamento, o que pode ser potencialmente perigoso.

  1. Cada adesivo é lacrado em um sachê protetor. Você deve abrir o sachê somente quando estiver pronto para aplicar o adesivo. Rasgue ou corte o sachê na marcação e retire o adesivo.

  1. Um forro protetor cobre o lado aderente do adesivo. Remova um dos lados deste forro e não toque na parte colante do adesivo com os dedos.

  1. Coloque o lado aderente do adesivo sobre a parte superior ou inferior das costas, parte superior do braço ou peito, e depois, remova o segundo lado do forro de proteção. 

  1. Aperte o adesivo firmemente no local por pelo menos 30 segundos utilizando a palma da mão para garantir a perfeita aderência do adesivo.

Se te ajudar, você pode escrever (por exemplo, o dia da semana) sobre o Exelon Patch com uma caneta esferográfica fina.

Exelon Patch deve ser utilizado continuamente até o momento de trocá-lo pelo próximo adesivo.

Você pode utilizar o Exelon Patch em diferentes locais do corpo a cada aplicação, a fim de encontrar o melhor e o mais confortável local para você, onde a vestimenta não remova o adesivo através do atrito.

Como remover o Exelon Patch?

Puxe gentilmente uma borda do Exelon Patch para removê-lo completamente da pele.

Caso sobre resíduo de adesivo na sua pele, cuidadosamente molhe a área com água morna e sabão ou use óleo de bebê para removê-lo.

Álcool ou outros líquidos dissolventes (removedor de esmalte de unha ou outros solventes) não devem ser usados.

Como descartar o Exelon Patch?

Após remover o adesivo de Exelon Patch, dobre-o na metade com a parte aderente para dentro e pressione.

Retorne o adesivo usado ao sachê original e descarte de forma segura, fora do alcance das crianças.

Lave suas mãos com sabão e água após remoção do adesivo.

Em caso de contato com os olhos ou se os olhos ficarem vermelhos após manusear o adesivo, lave imediatamente com água abundante e consulte um médico se os sintomas não desaparecerem.

O adesivo pode ser utilizado no banho, na piscina ou no sol?

O banho, a piscina ou o sol não devem afetar o adesivo transdérmico de Exelon Patch.

Ao nadar, você pode usar o adesivo sob seus trajes de banho.

Certifique-se de que o adesivo não foi perdido durante estas atividades.

O adesivo não deve ser exposto a qualquer fonte externa de aquecimento (luz solar excessiva, saunas, solário) por longos períodos.

O que fazer se o Exelon Patch descolar?

Se o adesivo descolar, um novo deve ser aplicado para o resto deste dia, e depois, troque pelo novo no próximo dia no mesmo horário do esquema habitual.

Quando e por quanto tempo aplicar o Exelon Patch?

Para ter os benefícios do medicamento, você deve aplicar um novo adesivo todo dia.

Usar Exelon Patch no mesmo horário todos os dias o ajudará a lembrar quando usar o medicamento.

Usar apenas um adesivo de Exelon Patch por vez e substituir o adesivo por um novo após 24 horas.

Informe ao seu cuidador que você está aplicando Exelon Patch. Informe também ao seu cuidador se você não estiver aplicando Exelon Patch por mais do que três dias.

A prescrição deste medicamento precisa de aconselhamento especializado antes do seu início e uma avaliação periódica dos benefícios terapêuticos.

Seu médico também irá monitorar seu peso enquanto estiver utilizando este medicamento.

Se você tiver dúvidas sobre quanto tempo deve usar Exelon Patch, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Interrupção do tratamento

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não pare de usar Exelon Patch ou altere a dose sem falar com seu médico.

Se você não vem utilizando o Exelon Patch por mais do que três dias, não faça a próxima aplicação sem antes consultar o seu médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Ao descobrir que esqueceu de aplicar o Exelon Patch, coloque um novo adesivo imediatamente. No próximo dia, você deve aplicar um novo adesivo no horário do seu esquema habitual.

Nunca use dois adesivos de Exelon Patch para sobrepor a aplicação esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Tenha cuidado especial com Exelon Patch, caso:

  • Você já tenha tido reações gastrintestinais como náusea (enjoo), vômito e diarreia. Você poderá ficar desidratado (perder muito líquido), se os vômitos ou diarreia forem prolongados; 
  • Você tenha ou já tenha tido batimentos cardíacos irregulares (palpitação);
  • Você tenha ou já tenha tido úlcera gástrica;
  • Você tenha ou já tenha tido obstrução urinária (dificuldade para urinar);
  • Você tenha ou já tenha tido convulsões;
  • Você tenha ou já tenha tido asma ou doença respiratória grave;
  • Você sofre de tremor;
  • Você tenha baixo peso corporal (menos que 50 kg);
  • Você tenha disfunção hepática (problemas no funcionamento do fígado).

Se um destes casos se aplicar a você, seu médico pode precisar monitorá-lo mais cuidadosamente durante o uso deste medicamento.

Converse com seu médico imediatamente se você tiver inflamação da pele, bolhas ou inchaço da pele que estejam aumentando e se espalhando.

Se você não estiver utilizando o Exelon Patch por mais do que três dias, não faça a próxima aplicação sem antes consultar o seu médico.

Como todos os medicamentos, os pacientes que usam Exelon Patch podem experimentar efeitos secundários, embora nem todas as pessoas os apresentem.

Não fique impressionado com essa lista de possíveis efeitos adversos. Você pode não apresentar nenhum deles.

Esses efeitos tendem a ser mais frequentes quando o paciente inicia a medicação ou passa para uma dosagem maior, e na maioria dos casos desaparecem aos poucos, muito provavelmente porque seu corpo se acostuma com o medicamento.

As reações adversas podem ocorrer com determinadas frequências, que são definidas como segue:

Muito comum Afeta mais de 1 em 10 pacientes.
Comum Afeta entre 1 e 10 a cada 100 pacientes.
Incomum Afeta entre 1 e 10 a cada 1.000 pacientes.
Rara Afeta entre 1 e 10 a cada 10.000 pacientes.
Muito rara Afeta menos de 1 a cada 10.000 pacientes.
Desconhecida A frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis.

Reações adversas muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Se sentir enjoado (reações gastrintestinais tais como náusea).

Reações adversas comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Perda do apetite;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade de dormir;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Desconforto estomacal após refeições;
  • Dor no estômago;
  • Incapacidade de reter adequadamente a urina (incontinência urinária);
  • Vermelhidão;
  • Coceira;
  • Irritação;
  • Inchaço no local da aplicação (reações na pele no local da aplicação);
  • Cansaço;
  • Fraqueza;
  • Perda de peso;
  • Infecção envolvendo a parte do corpo que é produtora de urina (infecção do trato urinário).

Algumas reações adversas podem ser tornar sérias

Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Perda de muito líquido (desidratação);
  • Confusão grave;
  • Ver, sentir ou ouvir situações que não existam (alucinações);
  • Perda de coordenação;
  • Dificuldade de falar ou respirar;
  • Sinais de transtornos cerebrais (derrame);
  • Desmaio;
  • Batimento irregular, rápido ou lento do coração (problemas com ritmo cardíaco);
  • Sangue nas fezes ou no vômito (úlcera gástrica e hemorragia gastrintestinal).

Muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Dor grave na parte superior do estômago, geralmente com náusea e vômito (inflamação do pâncreas);
  • Ataques ou convulsões.

Frequência desconhecida

  • Pele amarela;
  • Amarelamento do branco dos olhos;
  • Escurecimento anormal da urina;
  • Náuseas inexplicadas;
  • Vômitos;
  • Cansaço e perda de apetite (distúrbios hepáticos);
  • Inflamação da pele; 
  • Bolhas ou inchaço da pele que estão aumentando e se espalhando;
  •  Membros rígidos;
  • Mãos trêmulas (sintomas extrapiramidais).

Se você apresentar qualquer uma destas reações, remova o adesivo de Exelon Patch e procure um médico imediatamente.

Outras reações adversas

Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Agitação;
  • Agressividade;
  • Sonolência (comum em pacientes chineses);
  • Agitação incomum; 
  • Inquietação (hiperatividade);
  • Sudorese;
  • Sensação geral de mal-estar.

Raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Pressão arterial elevada;
  • Prurido e coceira ou vermelhidão na pele em contato com o adesivo (muito comum em pacientes japoneses);
  • Coceira;
  • Erupção cutânea; 
  • Vermelhidão cutânea;
  • Bolhas;
  • Inflamação da pele com erupção;
  • Queda.

Muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Rigidez muscular;
  • Dificuldade na realização de movimentos (piora dos sintomas da doença de Parkinson).

Frequência desconhecida

  • Inquietação;
  • Alterações nos resultados de função do fígado;
  • Tremor;
  • Pesadelos.

Informações adicionais para pacientes com doença de Parkinson

Algumas reações adversas são menos frequentes 

  • Queda (muito comum);
  • Agitação; 
  • Agressividade;
  • Alucinação;
  • Sonolência;
  • Rigidez muscular;
  • Pressão arterial elevada e perda de muito líquido (desidratação) (comum).

Algumas reações adversas adicionais ou mais frequentes

  • Tremores;
  • Desenvolvimento de sintomas similares a piora da doença de Parkinson (diminuição anormal dos movimentos musculares, movimentos lentos anormais, movimentos incontroláveis da boca, lingua e membros);
  • Anormalidades no modo de caminhar (comum).

Se você apresentar qualquer uma destas reações, informe ao seu médico.

Reações adversas adicionais que foram relatadas com Exelon cápsulas e solução oral

Comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Confusão.

Raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Vômitos graves que podem levar a uma ruptura do esôfago.

Uma reação adversa adicional observada com o uso de Exelon cápsulas ou solução oral em pacientes com demência associada à doença de Parkinson

  • Salivação excessiva (comum).

Além disso, você deve informar ao seu médico se tiver qualquer outra reação adversa não mencionada nesta bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

Pessoas idosas (com idade de 65 anos ou mais)

Exelon Patch pode ser usado por pacientes com idade acima de 65 anos.

Crianças e adolescentes

O uso de Exelon Patch em crianças e adolescentes não é recomendado.

Dirigir e operar máquinas

Seu médico irá informá-lo se a sua doença permite que você dirija veículos e opere máquinas com segurança.

Exelon Patch pode causar tontura e sonolência, principalmente no início do tratamento e quando há aumento de dose. Portanto, você deve aguardar e certificar-se sobre os efeitos que o medicamento pode lhe causar, antes de se arriscar em tais atividades.

Gravidez e lactação

Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término, ou se planeja engravidar.

Informe ao seu médico se está amamentando.

Durante a gravidez, os benefícios de Exelon Patch devem ser avaliados contra os possíveis efeitos ao feto.

Os adesivos transdérmicos de Exelon Patch não devem ser usados durante a amamentação.

Peça orientações ao seu médico, antes de tomar qualquer medicamento durante a gravidez ou amamentação.

Cada adesivo transdérmico de 5 cm² de Exelon Patch 5 

Contém 9 mg de rivastigmina, cujo percentual de liberação é de 4,6 mg/24 h.

Cada adesivo transdérmico de 10 cm² de Exelon Patch 10

Contém 18 mg de rivastigmina, cujo percentual de liberação é de 9,5 mg/24 h.

Cada adesivo transdérmico de 15 cm² de Exelon Patch 15

Contém 27 mg de rivastigmina, cujo percentual de liberação é de 13,3 mg/24 h.

Excipientes: Dextroalfatocoferol, polibutilmetacrilato, metilmetacrilato, copolímero acrílico, óleo de silicone.

Se você aplicar acidentalmente mais que um Exelon Patch, remova todos os adesivos da sua pele e então informe seu médico que você aplicou acidentalmente mais que um Exelon Patch. Você pode precisar de cuidados médicos.

Algumas pessoas que usaram acidentalmente muito Exelon tiveram:

  • Náusea (enjoo);
  • Vômito; 
  • Diarreia;
  • Pressão alta;
  • Alucinações.

Batimento cardíaco lento e desmaios também podem ocorrer.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

A rivastigmina é metabolizada principalmente pela hidrólise por esterases. Um metabolismo mínimo ocorre através da maioria das isoenzimas do citocromo P450.

Dessa forma, não são antecipadas interações farmacocinéticas com outros medicamentos metabolizados por essas enzimas.

Interações antecipadas, resultando em uso concomitante não recomendado

Metoclopramida

Considerando a possibilidade de um efeito extrapiramidal aditivo não é recomendado o uso concomitante de metoclopramida e rivastigmina.

Medicamentos que agem no sistema colinérgico

Tendo em vista seus efeitos farmacodinâmicos, a rivastigmina não deve ser administrada concomitantemente com outros medicamentos colinomiméticos devido ao possível efeito aditivo. A rivastigmina também pode interferir com a atividade de medicamentos anticolinérgicos (por exemplo, a oxibutinina, tolterodina).

Relaxantes musculares do tipo succinilcolina

Como um inibidor de colinesterase, a rivastigmina pode potencializar os efeitos de relaxantes musculares do tipo succinilcolina durante a anestesia.

Interações observadas a serem consideradas

Betabloqueadores

Efeitos aditivos que levam à bradicardia (o que pode resultar em síncope) foram relatados com o uso combinado de vários betabloqueadores (incluindo atenolol) e rivastigmina. Espera-se que os betabloqueadores cardioseletivos sejam associados ao maior risco, mas relatos também foram recebidos em pacientes com outros betabloqueadores.

Interação com nicotina

A análise farmacocinética da população mostrou que o uso de nicotina aumenta o clearance (depuração) oral de rivastigmina em 23% em pacientes com demência de Alzheimer (n = 75 fumantes e 549 não- fumantes), após doses orais de até 12 mg/dia de cápsulas de rivastigmina.

Interações com medicamentos geralmente usados concomitantemente

Não foram observadas interações farmacocinéticas entre rivastigmina por via oral e digoxina, varfarina, diazepam ou fluoxetina em estudos com voluntários sadios. O aumento no tempo de protrombina onduzido pela varfarina não é afetado pela administração de rivastigmina. Não foram observados efeitos desfavoráveis na condução cardíaca após a administração concomitante de digoxina e rivastigmina.

A administração concomitante de rivastigmina com medicamentos prescritos comumente, tais como antiácidos, antieméticos, antidiabéticos, anti-hipertensivos de ação central, bloqueadores de canal de cálcio, medicamentos inotrópicos, antianginosos, anti-inflamatórios não-esteroidais, estrógenos, analgésicos, benzodiazepínicos e antihistamínicos, não foi associada às alterações na cinética de rivastigmina nem ao aumento do risco de efeitos desfavoráveis clinicamente relevantes.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos na demência de Alzheimer

A eficácia do hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) no tratamento da doença de Alzheimer foi demonstrada por estudos placebo-controlados. Os pacientes envolvidos tiveram um MEEM (Mini Exame do Estado Mental) de 10 - 24. Os resultados de dois estudos pivotais multicêntricos de 26 semanas de duração comparando a administração de 1 - 4mg/dia e 6 - 12mg/dia com placebo, assim como a análise conjunta dos estudos de Fase III, estabeleceram que o hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) produz uma melhora significativa nos principais domínios cognitivos de desempenho global e de atividades diárias e na gravidade da doença. Tanto a faixa de dosagem baixa quanto a alta apresentaram benefícios para a cognição, desempenho global e gravidade da doença; além disso, a faixa de dose mais alta produziu uma melhora nas atividades diárias.

As seguintes variáveis prognósticas foram utilizadas nesses estudos

Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer - Subescala Cognitiva (ADAS-Cog): 

Um sistema de testes baseados no desempenho que mede áreas cognitivas relevantes em pacientes com doença de Alzheimer, tais como atenção, aprendizado, memória e linguagem.

Impressão de Mudança Baseada na Entrevista Clínica (CIBIC-Plus):

Avaliação clínica da alteração global do paciente nos domínios cognitivos, de comportamento e desempenho, incorporando opiniões separadas do paciente e do cuidador.

Escala de Deterioração Progressiva (PDS):

Avaliação realizada pelo cuidador da habilidade do paciente em realizar atividades diárias, tais como asseio pessoal, alimentação, ajuda nos afazeres domésticos e fazer compras.

Os resultados dos estudos indicam que o início da eficácia ocorre geralmente na 12a semana e é mantida até o final de 6 meses de tratamento. Pacientes tratados com 6 - 12mg apresentaram melhora da cognição, nas atividades diárias e no desempenho global, enquanto os pacientes que utilizaram placebo apresentaram uma deterioração dessas variáveis.

Os efeitos do hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) nessas variáveis (por exemplo, diferença de 5 pontos de ADAS-Cog em relação ao placebo na 26a semana) indicam um atraso na velocidade de deterioração de pelo menos 6 meses.

Análises realizadas para detectar os subtestes e sintomas na ADAS-Cog e CIBIC-Plus, respectivamente, que melhoraram em pacientes tratados com hemitartarato de rivastigmina (substância ativa), indicam que todos os subtestes da ADAS-Cog (praxia ideatória, orientação, compreensão de instruções, teste de memorização de palavras, habilidade linguística e reconhecimento de palavras) melhoraram significativamente e todos os itens da avaliação CIBIC-Plus, com exceção da ansiedade, apresentaram melhora significativa na 26a semana com doses de hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) de 6 - 12mg.

Os itens que apresentaram melhora de no mínimo 15%, mais evidentes nos pacientes que completaram o tratamento com hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) em comparação aos pacientes com placebo, foram: memorização de palavras, desempenho, agitação, lacrimação ou choro, delírios, alucinações, atividades despropositadas e inapropriadas e ameaças físicas e/ou violência.

Estudos clínicos na demência associada à doença de Parkinson

A eficácia da rivastigmina na demência associada à doença de Parkinson foi demonstrada em um estudo núcleo placebo-controlado, duplo-cego, multicêntrico de 24 semanas na fase de extensão aberta. Os pacientes envolvidos neste estudo tiveram um MEEM (Mini Exame do Estado Mental) de 10 - 24. A eficácia foi estabelecida pelo uso de duas escalas independentes, as quais foram avaliadas em intervalos regulares durante o período de tratamento de 6 meses, conforme relatado na Tabela 1: a ADAS-cog, uma medida de cognição e a medida global ADCS-CGIC (Impressão de Mudança Clínica Global – Estudo Cooperativo da Doença de Alzheimer).


Características farmacológicas

Mecanismo de ação/ Propriedade farmacodinâmica

Classe farmacoterapêutica: Inibidor seletivo da colinesterase cerebral.

As alterações patológicas na demência, como na doença de Alzheimer, envolvem as vias neuronais colinérgicas que se projetam da base do cérebro anterior até o córtex cerebral e o hipocampo. Essas vias são conhecidas por estarem envolvidas na atenção, no aprendizado e na memória e em outros processos cognitivos. Acredita-se que a rivastigmina, um inibidor seletivo da acetil e butirilcolinesterase cerebral do tipo carbamato, facilita a neurotransmissão colinérgica pela diminuição da degradação da acetilcolina liberada por neurônios colinérgicos funcionalmente intactos. Dados de estudos com animais indicam que a rivastigmina aumenta seletivamente a disponibilidade de acetilcolina no córtex e no hipocampo. Dessa forma, o hemitartarato de rivastigmina (substância ativa) pode apresentar um benefício nos déficits cognitivos mediados pelo sistema colinérgico, associados à doença de Alzheimer e à doença de Parkinson. Além disso, existem evidências de que a inibição da colinesterase poderia diminuir a formação de fragmentos da proteína amiloidogênica precursora de betaamiloide (APP) e, dessa forma, das placas amiloides, que são uma das principais características patológicas da doença de Alzheimer.

A rivastigmina interage com suas enzimas-alvos pela formação de uma ligação covalente complexa que inativa temporariamente as enzimas. Em homens jovens e saudáveis, uma dose oral de 3,0mg diminui a atividade da acetilcolinesterase (AChE) no líquido cefalorraquidiano em aproximadamente 40% dentro das primeiras 1,5 horas após a administração. A atividade da enzima retorna aos níveis basais cerca de 9 horas após ter sido atingido o efeito inibitório máximo. A atividade da butirilcolinesterase (BuChE) no líquido cefalorraquidiano foi transitoriamente inibida e não foi muito diferente do valor basal após 3,6 horas em voluntários jovens e saudáveis.

Em pacientes com a doença de Alzheimer, a inibição da acetilcolinesterase no líquido cefalorraquidiano pela rivastigmina se mostrou dosedependente até 6mg administrados duas vezes ao dia, a maior dose testada. A inibição da atividade da BuChE no líquido cefalorraquidiano de pacientes com a doença de Alzheimer pela rivastigmina, foi similar àquela da AChE, com uma mudança, em relação ao valor basal de mais de 60% após a administração de 6mg duas vezes ao dia. O efeito da rivastigmina na atividade da AChE e BuChE no líquido cefalorraquidiano foi mantido após 12 meses de administração, o mais longo período estudado. Foram encontradas correlações estatisticamente significantes entre o grau de inibição pela rivastigmina da AChE e BuChE no líquido cefalorraquidiano e alterações em uma medida composta do desempenho cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer; entretanto, somente a inibição da BuChE no líquido cefalorraquidiano se correlacionou significativa e consistentemente com melhoras nos subtestes relacionados com a velocidade, atenção e memória.

Propriedade farmacocinética

Absorção

A rivastigmina é absorvida rápida e completamente. Concentrações plasmáticas máximas são atingidas em aproximadamente 1 hora. Como consequência da interação do fármaco com a enzima-alvo, o aumento da disponibilidade é cerca de 1,5 vezes maior do que a esperada pelo aumento da dose. A biodisponibilidade absoluta após uma dose de 3mg é de cerca de 36%. A administração de cápsulas de rivastigmina com alimentos retarda a absorção (tmáx) em 90 min, e diminui a Cmáx e aumenta a AUC em aproximadamente 30%. Já a administração da solução oral de rivastigmina com alimentos retarda a absorção (tmáx) em 74 min, diminui a Cmáx em 43% e aumenta a AUC em aproximadamente 9%.

Distribuição

A rivastigmina apresenta uma fraca ligação às proteínas plasmáticas (aproximadamente 40%). A rivastigmina distribuise igualmente entre o sangue e o plasma com coeficiente de partição sangue-plasma de 0,9 nas concentrações compreendidas entre 1 e 400 ng/mL. Ela atravessa facilmente a barreira hematoencefálica atingindo concentrações máximas em 1 a 4 horas e com uma taxa AUC fluido cerebrospinal-plasma de 40%. A rivastigmina tem um volume de distribuição após administração i.v. variando de 1,8 - 2,7 L/kg.

Metabolismo

A rivastigmina é rápida e extensivamente metabolizada (meia-vida plasmática de aproximadamente 1 hora), principalmente via hidrólise mediada pela colinesterase ao metabólito descarbamilado. In vitro, esse metabólito apresenta uma inibição mínima da acetilcolinesterase (<10%). Com base na evidência de estudos in vitro e com animais, as isoenzimas principais do citocromo P450 estão minimamente envolvidas no metabolismo da rivastigmina. Consistente com essas observações está no fato de que não foram observadas quaisquer interações medicamentosas relacionadas ao citocromo P450 em seres humanos.

Excreção

A rivastigmina inalterada não é encontrada na urina; a excreção renal dos metabólitos é a principal via de eliminação.

Após a administração de 14C-rivastigmina, a eliminação renal foi rápida e essencialmente completa (>90%) em 24 horas. Menos de 1% da dose administrada é excretada nas fezes. Não há acúmulo de rivastigmina nem do metabólito descarbamilado em pacientes com doença de Alzheimer.

População especial

Pacientes idosos

Em um estudo para avaliar o efeito da idade sobre a farmacocinética de 1 e 2,5mg de rivastigmina oral, as concentrações plasmáticas de rivastigmina tenderam a ser maiores em idosos (n=24, idade 61-71 anos) em comparação com indivíduos mais novos (n=24, idade entre 19-40 anos) após a dose de 1mg. Essa diferença foi mais pronunciada com a dose mais elevada (2,5mg) em que as concentrações plasmáticas de rivastigmina foram 30% maiores nos idosos do que em indivíduos jovens. Os níveis plasmáticos do metabólito descarbamilado fenólico não foram significativamente afetados pela idade. Estudos em pacientes com Alzheimer com idade entre 50 e 92 anos, no entanto, não demonstraram alterações na biodisponibilidade da rivastigmina em função da idade.

Insuficiência renal

Os níveis plasmáticos da rivastigmina foram relatados não diferentes significativamente entre os pacientes com insuficiência renal grave (n = 10, taxa de filtração glomerular (TFG) < 10 mL/min) e os indivíduos controles (n = 10, TFG ≥ 60 mL/min) que receberam uma dose única oral de 3mg. O clearance (depuração) da rivastigmina foi de 4,8 L/min e 6,9 L/min em pacientes e indivíduos sadios, respectivamente. No entanto, em pacientes com insuficiência renal moderada (n = 8, GFR = 10 - 50 mL/min), as concentrações plasmáticas máximas da rivastigmina foram aumentadas em praticamente 2,5 vezes e os níveis plasmáticos totais (AUC) do metabólito descarbamilado fenólico foram aumentados em aproximadamente 50%. O clearance (depuração) da rivastigmina foi 1,7 L/min. A razão para esta discrepância entre os pacientes com insuficiência renal grave e moderada não está clara.

Insuficiência hepática

Após a administração oral, a Cmax da rivastigmina foi aproximadamente 60% superior e a AUC mais do que duas vezes maior em indivíduos com insuficiência hepática leve a moderada em comparação com indivíduos sadios. Após uma dose única de 3mg ou múltiplas doses de 6mg duas vezes ao dia, o clearance (depuração) médio oral da rivastigmina foi aproximadamente 60-65% mais baixo em pacientes com insuficiência hepática leve (n = 7, classificação Child-Pugh 5-6) e moderada (n = 3, Child-Pugh 7-9) (n = 10,comprovada por biópsia) do que em indivíduos sadios (n = 10). Estas alterações farmacocinéticas não teve efeito sobre a incidência ou severidade dos efeitos adversos.

Dados de segurança pré-clínicos

Toxicidade aguda

Os valores de DL50 oral estimados em camundongos foram de 5,6mg/kg (machos) e de 13,8mg/kg (fêmeas). Os valores de DL50 oral estimados em ratos foram de 8,1mg/kg (machos) e de 13,8mg/kg (fêmeas).

Toxicidade de dose múltipla

Estudos em ratos, camundongos, cães, mini porcos e macacos (doses máximas de 3,8; 6,3; 2,5; 6,0 e 6,3mg/kg/dia, respectivamente) mostraram evidência de estimulação colinérgica do sistema nervoso central e periférico. A tolerabilidade in vivo à rivastigmina se mostrou variável entre as espécies, sendo o cão a espécie mais sensível. Não foi observada toxicidade no órgão-alvo nem alterações de patologia clínica em nenhuma das espécies, embora efeitos gastrintestinais tenham sido proeminentes em cães.

Mutagenicidade

A rivastigmina não se apresentou mutagênica em testes in vitro de mutação genética e dano de DNA primário. Em testes de alterações cromossômicas in vitro, um pequeno aumento no número de células portadoras de aberrações cromossômicas ocorreu com concentrações muito elevadas. Entretanto, como não há evidência de atividade clastogênica nos testes in vivo de aberração cromossômica mais relevante, é mais provável que os resultados in vitro tenham configurado observações falso-positivas.

Carcinogenicidade

Nenhuma evidência de carcinogenicidade foi encontrada em estudos por via oral e tópica em camundongos e em estudo por via oral em ratos com a dose máxima tolerada. A exposição à rivastigmina e seu principal metabólito foi aproximadamente equivalente à exposição humana com maiores doses de cápsulas de rivastigmina e patches.

Toxicidade reprodutiva

Estudos por via oral em ratas e coelhas prenhas com níveis de dose de até 2,3mg/kg/dia não demonstraram indicações de potencial teratogênico relacionados à rivastigmina. Da mesma forma, não foi demonstrada evidência de efeitos adversos da rivastigmina na fertilidade, função reprodutiva ou crescimento no útero ou pós-natal em ratos e desenvolvimento em ratos que receberam níveis de dose de até 1,1mg/kg/dia.

Os adesivos transdérmicos de Exelon Patch devem ser conservados em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Exelon Patch 5

Sistema transdérmico circular de 5 cm², de filme bege, com matriz adesiva e protetor do adesivo retangular transpassado.

Exelon Patch 10 

Sistema transdérmico circular de 10 cm², de filme bege, com matriz adesiva e protetor do adesivo retangular transpassado.

Exelon Patch 15

Sistema transdérmico circular de 15 cm², de filme bege, com matriz adesiva e protetor do adesivo retangular transpassado.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Este medicamento não deve ser cortado.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

MS – 1.0068.0099

Farm. Resp.: Flavia Regina Pegorer – CRF-SP 18.150

Importado por:

Novartis Biociências S.A.
Av. Prof. Vicente Rao, 90
São Paulo - SP
CNPJ: 56.994.502/0001-30
Indústria Brasileira

Fabricado por: LTS Lohmann Therapie-Systeme AG, Andernach, Alemanha

Venda sob pescrição médica. 

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 28/07/2016.

Informações Profissionais

Fabricante

Novartis

Tipo do Medicamento

Referência

Necessita de Receita

Sim, C1 Branca 2 vias

Categoria do Medicamento

Alzheimer

Classe Terapêutica

Produtos Antialzheimer, Inibidores Da Colinesterase

Especialidades

Psiquiatria


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