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Espironolactona

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Informações do Espironolactona

Descrição

A Espironolactona é um antagonista específico da aldosterona, atuando principalmente através da ligação competitiva nos receptores de troca de sódio e potássio aldosterona-dependente localizados no túbulo contornado renal distal.

A Espironolactona age como um diurético poupador de potássio causando aumento nas quantidades de sódio e água a serem excretadas enquanto o potássio e magnésio são conservados.

Indicação

A Espironolactona é indicado na hipertensão essencial, distúrbios edematosos, tais como: edema e ascite da insuficiência cardíaca congestiva; cirrose hepática; síndrome nefrótica; edema idiopático; como terapia auxiliar na hipertensão maligna; na hipopotassemia quando outras medidas forem consideradas impróprias ou inadequadas; profilaxia da hipopotassemia em pacientes tomando digitálicos ou quando outras medidas forem inadequadas ou impróprias.

Diagnóstico e tratamento do aldosteronismo primário. Tratamento pré-operatório de pacientes com hiperaldosteronismo primário.

Contra-indicação

É contraindicado na insuficiência renal aguda, diminuição significativa da função renal, anúria e hiperpotassemia, doença de Addison ou hipersensibilidade aos componentes da formulação.

Tipo de receita

Branca Comum

Posologia

Hipertensão essencial

Dose usual: 50 a 100mg por dia, que nos casos resistentes ou severos pode ser gradualmente aumentada em intervalos de duas semanas até 200mg/dia. A dose diária pode ser administrada em doses fracionadas ou em dose única.

O tratamento deve ser mantido por no mínimo duas semanas, visto que uma resposta adequada pode não ocorrer antes deste período de tempo. A dose deverá ser, posteriormente, reajustada de acordo com a resposta do paciente.

Doenças acompanhadas por edema

A dose diária pode ser administrada tanto em doses fracionadas como em dose única.

Insuficiência cardíaca congestiva

Dose usual: 100mg/dia. Em casos resistentes ou severos, a dosagem pode ser gradualmente aumentada até 200mg/dia. Quando o edema estiver controlado, a dose habitual de manutenção deve ser determinada para cada paciente.

Cirrose hepática

Se a relação urinária sódio/potássio (Na+ / K+) for maior que 1 (um), a dose usual é de 100mg/dia.

Se esta relação for menor do que 1 (um), a dose recomendada é de 200 a 400mg/dia. A dose de manutenção deve ser determinada para cada paciente.

Síndrome nefrótica

Habitualmente 100 a 200mg/dia. A Espironolactona não é medicamento anti-inflamatório, não tendo sido demonstrado afetar o processo patológico básico, e seu uso é aconselhado somente se os glicocorticoides isoladamente administrados não forem suficientemente eficazes.

Edema idiopático

A dose habitual é de 100mg por dia.

Edema em crianças

A dose diária inicial é de aproximadamente 3,3mg por Kg de peso administrada em dose fracionada. A dosagem deverá ser ajustada com base na resposta e tolerabilidade do paciente.

Se necessário pode ser preparada uma suspensão triturando os comprimidos de Espironolactona com algumas gotas de glicerina e acrescentando líquido com sabor. Tal suspensão é estável por um mês quando mantida em local refrigerado.

Diagnóstico e tratamento do aldosteronismo primário

A Espironolactona pode ser empregado como uma medida diagnóstica inicial para estabelecer evidência de aldosteronismo primário enquanto o paciente estiver em dieta normal.

Teste a longo prazo

A Espironolactona é administrado em uma dosagem diária de 400mg por 3 ou 4 semanas. Correção da hipopotassemia e da hipertensão revela evidência presuntiva para o diagnóstico de hiperaldosteronismo primário.

Teste de curto prazo

A Espironolactona é administrado em uma dosagem diária de 400mg por 4 dias. Se o potássio sérico se eleva durante a administração de Espironolactona, porém diminui quando é descontinuado, o diagnóstico presuntivo de hiperaldosteronismo primário deve ser considerado.

Quando o diagnóstico de hiperaldosteronismo for bem estabelecido por testes mais definitivos, Espironolactona pode ser administrado em doses diárias de 100 a 400mg como preparação para a cirurgia. Para pacientes considerados não aptos para cirurgia, Espironolactona pode ser empregado como terapia de manutenção a longo prazo, com o uso da menor dose efetiva individualizada para cada paciente.

Hipertensão maligna

Somente como terapia auxiliar e quando houver excesso de secreção de aldosterona, hipopotassemia e alcalose metabólica. A dose inicial é de 100mg/dia, aumentada quando necessário a intervalos de duas semanas para até 400mg/dia. A terapia inicial pode incluir também a combinação de outras drogas anti-hipertensivas à Espironolactona. Não reduzir automaticamente a dose dos outros medicamentos como recomendado na hipertensão essencial.

Hipopotassemia/ hipomagnesemia

A dosagem de 25mg a 100mg por dia é útil no tratamento da hipopotassemia e/ou hipomagnesemia induzida por diuréticos, quando suplementos orais de potássio ou magnésio forem considerados inadequados.

Reações

Ginecomastia pode se desenvolver em associação ao uso da Espironolactona, e o médico deve estar alerta para sua possível instalação.

O desenvolvimento da ginecomastia tanto parece estar relacionado com a posologia como com à duração da terapêutica, e é normalmente reversível quando o uso de Espironolactona é descontinuado. Em raras ocasiões, algum aumento das mamas pode persistir.

Dos efeitos adversos reportados em experiência pós-marketing com Espironolactona, os seguintes foram relatados com frequência 1% : distúrbios gastrintestinais, náusea, sonolência, tontura, função hepática anormal, insuficiência renal aguda, trombocitopenia, leucopenia (incluindo agranulocitose), cansaço, dor de cabeça, erupção cutânea, alopecia, hipertricose (crescimento de cabelo anormal), dor e neoplasma nos seios, mal estar, hiperpotassemia, distúrbios eletrolíticos, alterações na libido, urticária, confusão mental, febre, ataxia, impotência, distúrbios menstruais.

Tem sido observado carcinoma mamário em pacientes tomando Espironolactona, todavia uma relação de causa e efeito não pôde ser estabelecida.

Interação medicamentosa

Têm sido relatados casos de hiperpotassemia severa em pacientes que fazem uso de diuréticos poupadores de potássio, incluindo Espironolactona, e inibidores da eca.

A Espironolactona potencializa o efeito de outros diuréticos e anti-hipertensivos quando administrados concomitantemente. A dose dessas drogas deverá ser reduzida quando a Espironolactona for incluído ao tratamento.

Devem ser tomados cuidados com a administração em pacientes submetidos à anestesia enquanto estes estiverem sendo tratados com Espironolactona, pois a mesma reduz a resposta vascular da norepinefrina.

A Espironolactona tem demostrado aumentar a meia vida da digoxina.

O ácido acetilsalicílico atenua o efeito diurético da Espironolactona por bloquear a secreção do canrenone no túbulo renal. Indometacina e ácido mefenâmico têm mostrado inibir a secreção do canrenoato.

A Espironolactona aumenta o metabolismo da antipirina.

A Espironolactona poderá interferir na análise dos exames de concentração plasmática de digoxina.

Cuidados/orientações

Uma vez que a Espironolactona é um diurético poupador de potássio, a administração de suplementos de potássio ou de outros agentes poupadores de potássio não é recomendável porque pode induzir à hiperpotassemia.

É aconselhável realizar uma periódica avaliação dos eletrólitos séricos, tendo em vista a possibilidade de hiperpotassemia, hiponatremia e uma possível elevação transitória da ureia plasmática especialmente em pacientes com distúrbios pré-existentes da função renal, para os quais a relação risco/benefício deve ser considerada. Acidose metabólica hiperclorêmica reversível, principalmente na associação com hiperpotassemia, tem sido relatada em alguns pacientes com cirrose hepática descompensada, mesmo quando a função renal é normal.

Uso durante a gravidez e lactação:

A Espironolactona e seus metabólitos podem atravessar a barreira placentária. Por esta razão, o uso de Espironolactona em mulheres grávidas requer a avaliação de seus benefícios bem como dos riscos que possam acarretar à mãe ou ao feto.

O canrenone, um metabólito ativo da Espironolactona, aparece no leite materno. Caso o uso de Espironolactona durante o período da amamentação for considerado essencial, um método alternativo de alimentação para a criança deve ser instituído.

Efeito na capacidade de dirigir e operar máquinas:

Sonolência e vertigem ocorrem em alguns pacientes. É recomendada precaução ao dirigir ou operar máquinas até que a resposta inicial ao tratamento seja determinada.

Efeito mutagênico ou carcinogênico:

Estudos feitos em animais demonstraram que a Espironolactona pode produzir tumores em ratos quando administrada em altas doses durante longo período de tratamento. Estes tumores não foram observados em macacos quando administradas altas doses diárias durante mais de 52 semanas. Não há certeza do significado desses achados com respeito ao uso clínico. Tem se demonstrado que a disponibilidade e metabolismo da Espironolactona em ratos são marcadamente diferentes do ser humano.

A Espironolactona não apresentou efeitos teratogênicos em camundongos. Os coelhos que receberam o medicamento apresentaram índice de contracepção reduzido, índice de reabsorção elevado e baixo número de nascimentos com vida. Não foi observado nenhum efeito embriotóxico em ratos quando administradas altas doses de Espironolactona, mas foram reportadas hipoprolactinemia dose relacionada, diminuição ventral da próstata e do peso da vesícula seminal em machos, e aumento da secreção do hormônio luteinizante, peso uterino e ovariano, em fêmeas.

Feminização da genitália externa de fetos machos foram relatadas em outros estudos com ratos.

Em animais, incidência de leucose mieloide/dose dependente (acima de 20mg/Kg peso) foi observada em ratos alimentados com doses diárias de canrenoato de potássio por um período de um ano. A Espironolactona é também metabolizada em canrenoato. Não foi observado aumento da incidência de leucose em estudos de toxicidade crônica em ratos com Espironolactona em doses superiores a 500mg/Kg/dia. A dose de Espironolactona recomendada em humanos é de 1,4 - 5,7mg/Kg/dia.

Nos estudos de carcinogenicidade por via oral a longo prazo (dois anos) do canrenoato de potássio, foram observados no rato: leucemia mielocítica, tumores hepáticos, tireoidianos, testiculares e mamários.

O canrenoato de potássio não produziu efeito mutagênico nos testes que empregaram bactérias e leveduras. Produziu efeito mutagênico positivo em vários testes in vitro em células de mamíferos após ativação do metabolismo.

Em uma experimentação in vivo efetuada em sistema de mamíferos, o canrenoato de potássio não foi mutagênico.

Interações alimentícias

A administração concomitante com alimento aumenta a biodisponibilidade da Espironolactona, por aumentar a absorção e possivelmente diminuir o efeito de primeira passagem da Espironolactona.

Doenças relacionadas

hipertensão arterial

insuficiêncêia cardíaca grave

hipocalemia

Especialidades médicas

Cardiologia

Nomes comerciais

Aldactone, Aldneo, Aldosterin, Diacqua, Espirolona, Spiroctan

CDB (Denominação Comum Brasileira)

03561.