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Clordox

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MS 1037001080029PMC/PR R$ 29,39
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Bula do Clordox

Clordox (cloridrato de doxiciclina) é utilizado para o tratamento de diversas infecções, causadas por agentes sensíveis à doxiciclina, tais como:

  • Febre das Montanhas Rochosas;
  • Febre tifoide;
  • Febre Q;
  • Varíola e febre do carrapato causadas por Rickettsia;
  • Infecção do trato respiratório por Mycoplasma pneumoniae e por Haemophilus influenzae;
  • Psitacose por Chlamydia psittaci;
  • Linfogranuloma venéreo (infecção dos gânglios linfáticos da região inguinal sexualmente transmissível) causada por Chlamydia trachomatis;
  • Infecções da uretra, endocervicais (em uma região do colo do útero) ou retais não complicadas causada por Chlamydia trachomatis;
  • Infecções oculares (tracoma e conjuntivite) por Chlamydia trachomatis;
  • Orquiepididimite (infecção nos testículos e epidídimo) por C. trachomatis ou N. gonorrhoeae;
  • Granuloma inguinal (donovanose) causado por Calymmatobacterium granulomatis;
  • Estágios iniciais da doença de Lyme e Febre recorrente (que retorna) transmitida pelo piolho e carrapato;
  • Uretrite (infecção na uretra) não gonocócica causada por Ureaplasma urealyticum (micoplasma-T);
  • Infecções por Acinetobacter spp., Bacteroides spp., Fusobacterium spp, Shigella spp;
  • Infecção por Brucella spp. (em associação a estreptomicina);
  • Peste causada por Yersinia pestis;
  • Tularemia causada por Francisella tularensis;
  • Bartonelose (infecção de glândulas localizadas perto da vagina) causada por Bartonella bacilliformis e Campylobacter fetus;
  • Gonorreia (infecção dos órgãos genitais) não complicada causada por Neisseria gonorrhoeae;
  • Infecções respiratórias e urinárias causadas por Klebsiella spp., Escherichia coli, Enterobacter aerogenes, Moraxella catarrhalis, Streptococcus spp.;
  • Carbúnculo (tipo de infeção de pele) pelo Bacillus anthracis, inclusive o adquirido por inalação.

Quando a penicilina é contraindicada, a doxiciclina é um fármaco alternativo no tratamento de:

  • Actinomicose causada por Actinomyces spp.;
  • Infecções causadas por Clostridium spp.;
  •  Sífilis causada por Treponema pallidum e bouba causada por Treponema pertenue;
  • Listeriose causada por Listeria monocytogenes;
  • Infecção de Vincent (gengivite ulcerativa aguda com necrose) causado por Leptotrichia buccalis (anteriormente Fusobacterium fusiforme).

Clordox pode ser usado como auxiliar no tratamento da infecção aguda por amebas no intestino e no tratamento da acne.

Clordox pode ser usado para prevenir e tratar as seguintes infecções:

  • Malária por Plasmodium falciparum;
  • Leptospirose;
  • Cólera.

Também pode ser usada na prevenção de:

  • Tifo tsutsugamushi causado por Rickettsia tsutsugamushi;
  • Diarreia de viajantes causada por Escherichia coli enterotoxigênica.

Como Clordox funciona?

Clordox é um antibiótico (medicamento que combate infecções) do grupo das tetraciclinas, que age contra bactérias impedindo sua nutrição, desenvolvimento e reprodução. O tempo médio para início de ação do medicamento é de aproximadamente 4 a 5 dias depois da primeira dose.

Clordox não deve ser utilizada se você tem hipersensibilidade (reação alérgica) às tetraciclinas ou a qualquer componente da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por gestantes e lactantes.

Este medicamento é contraindicado para menores de 8 anos de idade.

Clordox pode ser engolido com líquidos ou dissolvida em 50mL de água (1/2 copo).

Não tome Clordox antes de deitar, pois pode levar a inflamação e/ou ulceração do esôfago. Também é recomendado beber bastante líquido junto com o medicamento para reduzir esse risco. Se você sentir irritação no estômago tome Clordox com alimentos ou leite.

A dose diária de Clordox e a duração do tratamento devem ser baseadas na natureza e gravidade da infecção. Isto deverá ser decidido pelo seu médico.

A dose usual em adultos é de 200mg no primeiro dia (dose única ou dividida em 2 doses de 100mg a cada 12 horas), seguidos de 100mg (dose única diária ou dividida em 2 tomadas de 50mg a cada 12 horas) até o final do tratamento. Infecções mais graves podem exigir dose diária de 200mg durante todo tratamento.

Em crianças acima de 8 anos e acima de 45kg recomenda-se no primeiro dia 4,4mg de Clordox por quilo de peso, seguido de 2,2mg por quilo de peso nos dias seguintes. A medicação pode ser usada em dose única diária ou dividida em 2 tomadas a cada 12 horas. Infecções mais grave podem exigir o uso da dose do primeiro dia durante todo o tratamento. Em crianças com mais de 8 anos e 45kg recomenda-se a dose de adultos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar Clordox?

Caso você se esqueça de tomar Clordox no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que se lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento duas vezes para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer o resultado do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Casos de crianças com fontanelas (espaço membranoso ainda não ossificado do crânio de crianças -“moleiras”) abauladas e de adultos com hipertensão intracraniana benigna foram relatados em pacientes recebendo doses terapêuticas de doxiciclina.Esses problemas desapareceram rapidamente com a descontinuação do medicamento.

Colite (inflamação do intestino grosso) é comum em quase todos os antibióticos, incluindo a doxiciclina. Não deixe de avisar o seu médico se você apresentar diarreias após ter feito uso de Clordox.

O tratamento com agentes antibacterianos, incluindo doxiciclina, altera a flora normal do cólon (intestino), resultando em um supercrescimento da bactéria C. difficile. Diarreia associada a Clostridium difficile (CDAD) deve ser considerada em todos os pacientes que apresentam diarreia após o uso de antibióticos. É necessário um cuidadoso histórico médico e acompanhamento.

Seu médico observará se há formação de microrganismos resistentes à doxiciclina na sua comunidade. Em caso positivo ele interromperá o tratamento e substituirá o medicamento por outro.

Não tome Clordox antes de deitar, alguns casos de esofagite (inflamação do esôfago) e ulcerações no esôfago foram observados em pacientes que receberam medicamentos da classe das tetraciclinas, incluindo a doxiciclina, geralmente imediatamente antes de deitar; portanto, beba bastante líquido junto com o medicamento para reduzir o risco de irritação e ulcerações no esôfago.

As tetraciclinas, incluindo a doxiciclina, podem aumentar o nitrogênio ureico (substância produzida na digestão e uso das proteínas) no sangue e algumas alterações da função do fígado, embora raras, também foram observadas.

Se você for fazer um tratamento longo com doxiciclina, é importante fazer testes laboratoriais periodicamente para avaliar o funcionamento dos rins, fígado e sangue.

Evite exposição excessiva à luz solar ou à luz ultravioleta artificial durante o tratamento com Clordox e descontinue o tratamento se ocorrer fotossensibilidade (por ex. erupções na pele); o uso de protetores ou bloqueadores solares deve ser considerado.

Portadores de doença venérea (sexualmente transmitida) e/ou suspeita de sífilis, antes de começar o tratamento com Clordox, devem ter o diagnóstico confirmado. Testes sorológicos (exames feitos no sangue do paciente) devem ser realizados mensalmente, durante pelo menos 4 meses.

O uso de doxiciclina pode aumentar a incidência de candidíase vaginal.

Determinadas infecções, como por bactérias chamadas estreptococos beta-hemolíticos, devem ser tratadas por no mínimo 10 dias. Não deixe de fazer o tratamento completo.

A absorção das tetraciclinas (classe terapêutica da Clordox) é reduzida quando usada junto com o salicilato de bismuto.

Utilize Clordox apenas pela via de administração indicada, ou seja, pela via oral.

As seguintes reações adversas foram observadas:

  • Anemia hemolítica (anemia devido à destruição de hemácias, células vermelhas do sangue);
  • Trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas – células responsáveis pela coagulação);
  • Neutropenia (redução do número de neutrófilos – tipo de célula sanguínea de defesa) e eosinofilia (aumento da taxa de eosinófilos – tipo de célula sanguínea de defesa);
  • Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático (reação alérgica grave);
  • Anafilaxia (reação alérgica);
  • Púrpura anafilactoide (manchas de cor violeta na pele, devido ao sangue que sai dos capilares, vasos sanguíneos muito finos, da pele ou mucosas);
  • Hipotensão (diminuição da pressão arterial);
  • Pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração chamada pericárdio);
  • Edema angioneurótico (inchaço, associado a reações alérgicas que causam coceira);
  • Aumento de lúpus eritematoso sistêmico (doença do tecido conjuntivo que envolve vários órgãos com vermelhidão nas mãos e rosto);
  • Dispneia (dificuldade de respirar);
  • Doença do soro (reação anafilática grave);
  • Edema periférico (inchaço dos membros);
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca) e urticária (reação alérgica, que causa coceira);
  • Pode produzir coloração microscópica marrom-preto na glândula tireoide;
  • Anorexia (falta de apetite);
  • Dor de cabeça;
  • Casos de fontanelas abauladas;
  • Hipertensão intracraniana (aumento da pressão dentro do crânio que ocorre com dor de cabeça, visão borrada, náuseas e vômitos) benigna em adultos;
  • Tinido (zumbido);
  • Rubor;
  • Dor abdominal;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Glossite (inflamação da língua);
  • Disfagia (dor e/ou dificuldade de engolir);
  • Dispepsia (digestão difícil que leva a queimação na região do estômago e do esôfago relacionada à alimentação);
  • Enterocolite (inflamação do intestino delgado);
  • Colite pseudomembranosa (tipo de infecção bacteriana do cólon, parte do intestino grosso);
  • Diarreia causada por C difficile, e lesões inflamatórias (com crescimento de monilíase) na região anogenital (anal e genital);
  • Esofagite e ulcerações no esôfago;
  • Função hepática anormal;
  • Hepatite (inflamação do fígado que pode ser causada por agentes infecciosos ou tóxicos);
  • Hepatotoxicidade;
  • Rash (erupções da pele) incluindo lesões eritematosas (vermelhas) e maculopapulares (em forma de manchas que podem ser ou não elevadas);
  • Reações de fotossensibilidade cutânea (excessiva sensibilidade da pele à exposição do sol);
  • Fotoonicólise (lesão da unha após exposição ao sol, que pode se soltar);
  • Eritema multiforme (erupção aguda de lesões na pele com várias aparências: manchas vermelhas planas ou elevadas, bolhas, ulcerações que podem acontecer em todo o corpo);
  • Dermatite esfoliativa (lesão descamativa na pele);
  • Síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de eritema multiforme) e necrólise epidérmica tóxica (grandes áreas da pele morrem);
  • Artralgia (dor nas articulações);
  • Mialgia (dor muscular);
  • Aumento do nitrogênio ureico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Uso em Crianças

Assim como ocorre com outras tetraciclinas, foi observada uma redução no índice de crescimento da fíbula (osso da perna) em prematuros. Esta reação mostrou ser reversível com a descontinuação do medicamento.

Evite utilizar Clordox em crianças menores de 8 anos; as tetraciclinas, incluindo a doxiciclina, podem causar alterações permanentes da coloração dos dentes.

Uso durante a Gravidez e Amamentação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente ao seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Se você está amamentando ou pretende amamentar não é recomendado o uso de Clordox.

As tetraciclinas, incluindo a doxiciclina, são encontradas no leite de mulheres que estão utilizando antibióticos pertencentes a esta classe.

Você pode dirigir e operar máquinas pesadas durante o tratamento com Clordox. Apesar do efeito desse medicamento nessas condições não ter sido estudado ainda, não há evidências sugerindo que a doxiciclina afete essas habilidades.

Cada comprimido revestido contém:

Cloridrato de doxiciclina (equivalente a 100mg de doxiciclina) 115mg
Excipiente q.s.p 1 comprimido

Excipientes: álcool isopropílico, álcool etílico, copolímero do ácido metacrílico, corante azul brilhante alumínio laca, corante amarelo de tartrazina, dióxido de titânio, estearato de magnésio, macrogol, povidona, manitol, talco, celulose microcristalina e água de osmose reversa.

Os sintomas de superdose são similares aos descritos nos casos de reações adversas.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Foram relatados prolongamentos no tempo de protrombina em pacientes utilizando varfarina e doxiciclina. Em virtude das tetraciclinas demonstrarem deprimir a atividade protrombínica do plasma, pacientes que estiverem tomando anticoagulantes podem necessitar de uma redução na dosagem dos mesmos.

Tendo em vista que os medicamentos bacteriostáticos podem interferir na ação bactericida da penicilina, é aconselhável evitar a administração de doxiciclina juntamente com penicilina.

A absorção das tetraciclinas é prejudicada na presença dos seguintes medicamentos:

Antiácidos que contenham alumínio, cálcio ou magnésio, outros medicamentos que contenham estes cátions, preparações que contenham ferro ou sais de bismuto.

Álcool, barbitúricos, carbamazepina e fenitoína diminuem a meia-vida da doxiciclina.

O uso concomitante de tetraciclinas e metoxiflurano tem causado toxicidade renal fatal.

O uso concomitante de tetraciclinas e contraceptivos orais pode reduzir a eficácia destes últimos.

Interações em Testes Laboratoriais

Devido a uma interferência no teste de fluorescência, pode ocorrer uma falsa elevação nos níveis de catecolamina na urina.

Não há relatos até o momento.

Resultados da eficácia em estudos clínicos

Infecções Respiratórias

Em estudo com 277 pacientes a doxiciclina (100 a 200mg, ao dia) mostrou-se tão efetiva quanto a amoxicilina (250 a 500mg, a cada 8 horas), ambas usadas por 14 dias, para o tratamento de bronquite aguda ou crônica, pneumonia e sinusite. A taxa de cura foi comparável nos dois braços do estudo.

Em estudo controlado feito com 30 pacientes a doxiciclina (200mg/dia no primeiro dia de tratamento e 100mg/dia nos demais) e a amoxicilina/ácido clavulânico, usados por 10 dias, foram igualmente efetivas no controle de exacerbações agudas de bronquite obstrutiva crônica.

A doxiciclina (100mg, a cada 12 horas) em comparação com o cefaclor (250mg, a cada 8 horas), ambos por 14 dias, mostrou-se superior para promover a resolução da infecção aguda em pacientes com bronquite crônica e asma e manter períodos longos livres de infecção.

A comparação do tratamento de bronquite e pneumonia com ciprofloxacino (250mg, a cada 12 horas) versus doxiciclina (100mg, a cada 12 horas) mostrou taxas de resposta clínica de 96,4% e 100%, respectivamente.

A doxiciclina (200mg/dia, por 10 dias) tem eficácia comparável a roxitromicina (150mg a cada 12 horas, por 10 dias) no tratamento de infecções do trato respiratório inferior por Haemophilus influenzae, Legionella spp.,

Mycoplasma pneumoniae, Streptococcus pneumoniae e Chlamydia psittaci. As taxas de resposta clínica da roxitromicina variaram de 69% a 100% comparada com 79% a 100% da doxiciclina. Foram observadas baixas incidências de eventos adversos com os dois fármacos.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

A doxiciclina (100mg, a cada 12 horas) associada a amoxicilina/ácido clavulânico (625mg a cada 8 horas), ambos por via oral por 14 dias, é um tratamento eficaz para doença inflamatória pélvica, entretanto, a frequência de eventos adversos gastrintestinais pode limitar seu uso.

Quando a combinação endovenosa de doxiciclina (100mg, a cada 12 horas) e cefoxitina (2 g, a cada 6 horas) foi comparada com clindamicina (600 a 900mg, a cada 6-8 horas) e um aminoglicosídeo (amicacina, 7,5mg/kg, a cada 12 horas, ou gentamicina, 2mg/kg na primeira dose, seguido de 1,5mg/kg, a cada 8 horas) endovenosos em pacientes internados com doença inflamatória pélvica, não foi observada diferença significativa nas taxas de cura. As pacientes receberam os fármacos por via endovenosa por no mínimo 4 dias e após a alta completaram 10 a 14 dias de tratamento, por via oral, com doxiciclina (100mg, a cada 12 horas) ou clindamicina (300 a 450mg, 4 vezes ao dia).

A doxiciclina (200mg na primeira dose e a seguir 100mg/dia) e pefloxacino (800mg/dia) são igualmente efetivos para o tratamento da doença inflamatória pélvica, quando usados em combinação com metronidazol (500mg a cada 8 horas), segundo estudo duplo-cego randomizado com 40 pacientes que receberam o tratamento por 10 a 14 dias. A condição das pacientes determinou se a medicação seria administrada oral ou intravenosamente. Ao fim do tratamento, 9 pacientes tratadas com pefloxacino e 7 com doxiciclina foram curadas.

Foram considerados igualmente efetivos os tratamentos com ofloxacino (400mg, a cada 12 horas por 10 dias) e com cefoxitina/doxiciclina (2 g, dose única, intramuscular/100mg, a cada 12 horas por 10 dias), segundo estudo feito com 249 pacientes portadoras de doença inflamatória pélvica.

Infecções Sexualmente Transmissíveis

A doxiciclina (100mg, a cada 12 horas por 7 dias) tem eficácia semelhante a da azitromicina (1 g, dose única) para o tratamento de infecções por Chlamydia trachomatis, diferenciando-se apenas pela adesão.

Uma revisão avaliou pesquisas clínicas que comparavam a doxiciclina à azitromicina no tratamento da infecção por Chlamydia trachomatis em mulheres não grávidas e encontrou taxas de erradicação bacteriana (88% a 100%) e de cura (93% a 100%) similares.

Segundo um estudo aberto, randomizado, que envolveu 108 mulheres e homens com cervicite ou uretrites causadas por Neisseria gonorrhoeae e/ou Chlamydia trachomatis, o tratamento com doxiciclina (100mg, a cada 12 horas, por 7 dias) é tão eficaz quanto o com azitromicina em regime de dose única (1 g) ou de 3 dias (500mg/dia no primeiro dia, seguido de 250mg/dia nos dias subsequentes). Outro estudo randomizado que envolveu 182 pacientes mostrou que a efetividade destes mesmos 3 tratamentos (doxiciclina, azitromicina dose única e azitromicina 3 dias) é eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis causadas por Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis ou Ureaplasma urealyticum.

A comparação entre doxiciclina (100mg, a cada 12 horas) e ofloxacino (300mg, a cada 12 horas), ambos usados por via oral durante 7 dias, para o tratamento de uretrite não gonocócica e infecções por Chlamydia trachomatis mostrou que estas 2 opções são igualmente eficazes.

A eficácia da doxiciclina é comparável a da roxitromicina para o tratamento de uretrites masculinas e cervicovaginites não gonocócicas. A taxa de cura com doxiciclina foi de 89% e da roxitromicina 93%. Foram isolados os seguintes patógenos nos pacientes estudados: Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis.

Infecções de pele/acne

A doxiciclina (50mg/dia) administrada a 95 pacientes mostrou eficácia semelhante a da clindamicina e da lincomicina, gerando melhora boa ou excelente do quadro em 41% dos pacientes tratados.

Um trabalho prospectivo, randomizado com 60 pacientes (de 16 anos ou mais), com duração de 12 semanas, onde os pacientes receberam doxiciclina diária (100mg/dia) ou azitromicina (500mg/dia, 1 vez por semana) pelo mesmo período (os dois grupos usaram tretinoína tópica 0,05%). Demonstrou que a doxiciclina é tão efetiva quanto a azitromicina.

A doxiciclina (50mg/dia por 11 a 14 semanas) é tão eficaz quanto a minociclina (50mg a cada 12 horas por 10 a 15 semanas) para o tratamento da acne vulgar, segundo um estudo controlado realizado com 43 pacientes. O resultado do tratamento foi considerado excelente a bom em 73% dos que usaram doxiciclina vs 84% dos que usaram minociclina.

Para tratamento de infecções de pele e tecidos moles (pioderma, erisipela, dermatite) por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes a doxiciclina (200mg/dia, por 10 dias) mostrou-se tão eficaz quanto a roxitromicina (150mg a cada 12 horas por 10 dias). A taxa de cura clínica foi de 82% e 92%, respectivamente.

Malária

Resultados significativos foram observados com atovaquona/doxiciclina (500/100mg a cada 12 horas por 3 dias, 91% de taxa de cura) comparado com atovaquona/proguanil (1000/400mg 1 vez ao dia por 3 dias, 100% de taxa de cura) em pacientes com malária falciparum multirresistente, numa comparação não randomizada, na Tailândia. O tempo para resolução da febre foi semelhante nos dois regimes.

A doxiciclina (100mg/dia para crianças com peso superior a 40kg e 50mg/dia para os pesos inferiores) mostrou-se um agente profilático superior a cloroquina (225mg/semana) contra malária falciparum em um estudo randomizado que envolveu 188 escolares de áreas endêmicas da Tailândia.

Cólera

Vários estudos mostram que a doxiciclina é tão efetiva quanto tetraciclina.

A doxiciclina (300mg, dose única) é mais eficaz que o ciprofloxacino (1 g, dose única) para a cura bacteriológica do Vibrio cholerae 01 ou 0139 e para a cura clínica do Vibrio cholerae tipo 01. No grupo de pacientes infectados com cepas do Vibrio cholerae resistente à tetraciclina a falha do tratamento foi maior nos pacientes que receberam doxiciclina.

Doença de Lyme

Em um estudo que seguiu por 1 ano, 100 pacientes com doença de Lyme clínica (eritema migrans) e laboratorial (cultura de pele positiva para Borrelia burgdorferi) comparou os tratamentos com doxiciclina (100mg a cada 12 horas, por 14 dias) e azitromicina (500mg a cada 12 horas no primeiro dia e 500mg 1 vez ao dia nos 4 dias seguintes) constando que os dois fármacos foram igualmente eficazes.

Febre Q

Um estudo comparativo seguiu 35 pacientes com endocardite-Febre Q comparando doxiciclina/ofloxacino (100mg a cada 12 horas/200mg a cada 8 horas) com doxiciclina/hidroxicloroquina (100mg a cada 12 horas/200mg a cada 8 horas). Observou-se que a opção doxiciclina/hidroxicloroquina trata mais rapidamente o quadro (em média 18 meses vs 55 meses) e diminui o número de recaídas.

Sífilis

A doxiciclina é a opção recomendada para o tratamento de sífilis em pacientes com hipersensibilidade à penicilina. Em um estudo que acompanhou 51 pacientes tratados com doxiciclina (200mg/dia em 2 doses, durante 28 dias) em cursos repetidos 3 ou 4 vezes ao longo de um ano observou taxa de cura de 100% nos portadores da forma primária, 60% da forma secundária, 68% da terciária em adultos e 90% em sífilis congênita.


Características Farmacológicas

O cloridrato de doxiciclina é um antibiótico de amplo espectro derivado sintético da oxitetraciclina. A doxiciclina apresenta elevado grau de lipossolubilidade e pouca afinidade de ligação ao cálcio. É altamente estável no soro humano normal e não se degrada para uma forma epianidro.

Propriedades Farmacodinâmicas

A doxiciclina é fundamentalmente bacteriostática e acredita-se que exerça sua ação antimicrobiana pela inibição da síntese proteica. A doxiciclina é ativa contra uma ampla variedade de microrganismos Gram-positivos e Gram-negativos, incluindo:

Bactérias Gram-negativas

  • - Acinetobacter spp. (anteriormente Mima e Herellea spp.);
  • - Bacteroides spp.;
  • - Bartonella bacilliformis;
  • - Brucella spp.;
  • - Calymmatobacterium granulomatis;
  • - Campylobacter fetus;
  • - Enterobacter aerogenes;
  • - Escherichia coli;
  • - Francisella tularensis (anteriormente Pasteurella tularensis);
  • - Haemophilus ducreyi;
  • - Haemophilus influenzae;
  • - Klebsiella spp.;
  • - Moraxella catarrhalis;
  • - Neisseria gonorrhoeae;
  • - Shigella spp.;
  • - Vibrio cholera (anteriormente Vibrio comma);
  • - Yersinia pestis (anteriormente Pasteurella pestis).

Bactérias Gram-positivas

  • - Streptococo alfa-hemolítico (grupo viridans);
  • - Grupo enterococo (S. faecalis e S. faecium);
  • - Streptococcus pneumoniae;
  • - Streptococcus pyogenes.

Outros microrganismos

  • - Actinomyces spp.;
  • - Bacillus anthracis;
  • - Balantidium coli;
  • - Borrelia burgdorferi;
  • - Borrelia duttonii;
  • - Borrelia recurrentis;
  • - Chlamydia psittaci;
  • - Chlamydia trachomatis;
  • - Clostridium spp.;
  • - Entamoeba spp.;
  • - Fusobacterium spp.;
  • - Leptotrichia buccalis (anteriormente Fusobacterium fusiforme);
  • - Leptospira spp.;
  • - Listeria monocytogenes;
  • - Mycoplasma pneumoniae;
  • - Plasmodium falciparum (somente formas eritrocíticas assexuadas);
  • - Propionibacterium acnes;
  • - Rickettsia;
  • - Treponema pallidum;
  • - Treponema pertenue;
  • - Ureaplasma urealyticum.

Propriedades Farmacocinéticas

As tetraciclinas são prontamente absorvidas e se ligam em grau variável às proteínas plasmáticas. São concentradas pelo fígado na bile e excretadas na urina e fezes em altas concentrações sob a forma biologicamente ativa. A doxiciclina é praticamente toda absorvida após a administração oral. Os estudos realizados até o momento indicam que a absorção da doxiciclina, ao contrário de outras tetraciclinas, não é acentuadamente alterada pela ingestão de alimentos ou leite.

Após a administração de 200mg de doxiciclina a voluntários adultos sadios, o pico médio dos níveis séricos foi de 2,6μg/mL após 2 horas, diminuindo para 1,45μg/mL após 24 horas. A excreção renal de doxiciclina é de aproximadamente 40% após 72 horas em indivíduos com a função renal normal (clearance de creatinina de 75mL/min). Esta porcentagem pode ser reduzida para um valor de até 1-5% após 72 horas em indivíduos com insuficiência renal grave (clearance de creatinina inferior a 10mL/min). Os estudos não demonstraram diferença significativa na meia-vida sérica da doxiciclina (num período de 18 a 22 horas) em indivíduos com função renal normal e com insuficiência renal grave.

Dados de Segurança Pré-Clínicos

Não foram conduzidos estudos em longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico de doxiciclina.

Entretanto, foi evidenciada uma atividade oncogênica em ratos nos estudos com os seguintes antibióticos: oxitetraciclina (tumor adrenal e pituitário) e minociclina (tumor tireoidiano).

Do mesmo modo, embora estudos de mutagenicidade com doxiciclina não tenham sido conduzidos, foram relatados em ensaios in vitro com células de mamíferos, resultados positivos com os antibióticos tetraciclina e oxitetraciclina.

A administração oral de doxiciclina em altas doses como 250mg/kg/dia, não teve efeito aparente na fertilidade de ratas. Efeitos na fertilidade masculina não foram estudados.

Durante o consumo este produto deve ser mantido no cartucho de cartolina, conservado em temperatura ambiente (15 a 30ºC). Proteger da luz e umidade.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento:

  • Comprimido revestido;
  • De cor verde.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS nº 1 0370 0108
Farm Resp : Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO nº 2 659

Laboratório Teuto Brasileiro S/A
CNPJ – 17 159 229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
Indústria Brasileira

Informações Profissionais

Fabricante

Teuto

Tipo do Medicamento

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Necessita de Receita

Sim, Branca 2 vias

Categoria do Medicamento

Antibióticos

Classe Terapêutica

Tetraciclinas E Associações

Especialidades

Infectologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia


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